17 maio 2006

certinho direitinho

Who Should Paint You: Gustav Klimt

Sensual and gorgeous, you would inspire an enchanting portrait..
With just enough classic appeal to be hung in any museum!

ter-me calhado o klimt foi o melhor presente :o)

(estas coisas servem para acreditarmos nelas apenas quando batem certo e nos deixam um sorriso na cara, né? esta é uma dessas vezes)

16 maio 2006

o bocas


nas nossas vidas graças a wil raymakers, thijs wilms e a uns japoneses que lhe acharam piada (kazuo tabata e hiroshi sasagawa).


e aqui está a musiquinha :o)



welke os kan ons iets leren?
boes boes
boes boes

en een fietsband repareren?
boes boes
boes boes

rock en roll en ook nog de samba
danst hij met je mee

wie laat zich niet koeioneren?
boes boes
boes boes

boes boes
boes boes

!

espreitem aqui.

15 maio 2006

gafe (assim só com um "f", como aparece no houaiss)

acabei de reparar que aqui na coluna ao lado, onde diz "ontem e anteontem e antes de anteontem e mais longe ainda", também aparece o que afixei hoje.

pronto. fica aqui anotado.

mas não vou mudar. se acrescentasse o hoje dava cabo da estética da coisa. pode ser que ninguém dê conta ;o)

iiiiiiiiiiiiiiii haaaaaaaaaaaaaaaave the poooooooooooooower!

nada melhor para acordar bem-disposta do que um episódio do he-man às 7 da manhã :o) para além dos maus anúncios e da pornografia do big brother, a tv sueca também passa estas coisas. disto não me queixo.


ainda se lembram? 8 anos de idade e o sonho de crescer e ser igual à she-ra! nem era um mau sonho, tendo em conta que a mulher sabia dar uso à espada e tinha uma vida que incluía um pouquinho mais do que uma ida às compras no carro desportivo. a barbie não começou mal, tenho de admitir. afinal, foi a primeira boneca que inspirou nas meninas algo mais do que casar e ter muitos filhos para lhes dar o biberão e mudar a fralda, apresentando-se em mil áreas profissionais diferentes - barbie executiva, barbie médica, barbie atleta, barbie repórter, barbie raicoparta. mas degenerou um pouquinho nestes últimos tempos, não?

também passam os fabulosos transformers,


e os ursinhos carinhosos.


quando ligo a televisão na hora das crianças parece que andei atrás no tempo. ah, e os meninos (e as meninas que gostem, evidentemente) podem sempre jogar uma partidinha de subbuteo, que aqui ainda não perdeu o brilho.


para voltar aos dez anos só me faltam os thundercats.


não se pode ter tudo, né?

11 maio 2006

se fosses uma música do josé cid...

...qual serias?



"Na cabana
Junto à praia

Entre as dunas e os canaviais

Só o vento

E o mar

E as gaivotas

Falam desse amor"

e mais lálálá láláááááá!

Você é A Cabana
você é o típico melancólico, que gosta de pensar e repensar na vida. Romântico, adora cenários intimistas e pela-se pela doce amargura de um coração partido.

o josé cid anda a perseguir-me... se alguém estiver por alcobaça e quiser ouvir umas coisas deste senhor passe pelo clinic.


perguntam vocês, baixinho aos vossos botões, como é que ela sabe isto?!
pois.
é segredo.
hehe...

(estranho?)

10 maio 2006

os suecos são como as lagartixas

aparece um raiozito de sol e salta tudo para a rua. acho muito bem.

(a vermelho estão as pessoas. está quase toda a gente de fato-de-banho, e
muitas meninas a fazer topless - peço desculpa aos meninos, mas o
telemóvel não deixa mostrar os pormenores. limitações tecnológicas.)

na semana passada houve o primeiro churrasco em rosenborg. e amanhã há outro. eu vou!


(neste também estou, sim! não vêm ali o belo hambúrguer em pão-de-forma?)

aquelas fotos em que parece que só há relva foram tentativas frustradas de captar a verdadeira essência dum jogo tradicional sueco - não é hóquei no gelo, embora a má pontaria também seja capaz de fazer saltar um dente a alguém. chama-se kubb (carreguem ali atrás se quiserem saber mais).

08 maio 2006

extremos

isto de se acordar com um sorriso na cara pode ser muito enganador. o sol brilha, os pássaros alegram a espera do autocarro com um chilreio suave, e o sorriso vai permanecendo à medida que uma sensação de calma e de equilíbrio engana o corpo.

uma pessoa sente-se segura, né? acha que o dia vai correr bem, quando o começo é tão agradável que nem o facto de ainda ser de madrugada perturba.

de repente, pimba!, má disposição para cima.
mas porquê? e assim do nada, sem aviso, sem dar tempo para preparação.

é, o sorriso na cara quando se acorda engana muito.
que coisa chata.

03 maio 2006

jantar do dia do trabalhador


foi o melhor! não fiz nada. hehe...

bom, fiz o pão. e ficou espectacular! é claro que foi só juntar água e pôr no forno, mas isso diz-se assim muito baixinho...

jantou toda a gente à hora do lanche por minha causa! salsichas, puré de batata, salada, crepes com doce como sobremesa e o melhor pão do mundo a acompanhar!

(não vale rir. quem anda há mês e meio a comer pão de forma pode chamar o melhor pão do mundo ao bocado de côdea mais duro e acreditar. sim?!)

Valborgsmässoafton, 30 apr

na suécia o rei nasceu no dia de dizer adeus às bruxas. seria de esperar uma grande festa, não? na televisão passaram imagens dum sítio algures enfeitado com muito azul e amarelo e coroas e gente empinocada a passar frio. não liguei muito, mas penso que essa terá sido a grande festa do rei.

o resto dos suecos prefere beber. pelo menos em uppsala. contou-me quem lá esteve que nunca tinha visto nada assim. na suécia, claro. para quem costuma acabar as noitadas às três e meia nos dias em que tudo se prolonga para lá das discotecas, beber na rua (que até é ilegal) até que o sol raie é atingir o pico da loucura. é como na finlândia, não drei?

em karlstad foi calminho.
primeiro, ala até ao lago. a dois passos de rosenborg e a praia oficial do verão. passou um comboio de turistas cheio de homens de boné branco (chapéu oficial dos estudantes, ouvi alguém sussurrar) que saíram e se arrumaram muito bem dentro duma tenda. cantaram umas quantas canções engraçadas, mas entre cada uma passava-se meia-hora de olhar para a biqueira dos sapatos enquanto uma mulher falavafalavafalavafalavafalava - em sueco, pois claro.










a seguir o fogo de artifício. muitos uaus. deviam ir a cascais.
(agora é no estoril? uma pessoa quer mostrar-se conhecedora e zombar dos outros e depois faz estas figuras... aiai)
finalmente o grande momento: a fogueira!
estava tanto vento que era fumo por todo o lado. e os putos a brincar tão perto do fogo que se viesse uma rabanada de vento mais forte... estes suecos são doidos!









e pronto.
nem gente a cair de bêbeda, nem o sempre presente carrossel, nem o senhor das farturas, nem nada.
viste a fogueira? vi. eu também. então está visto. vamos para casa que está frio?

01 maio 2006

desencontros

só faz sol quando a preguiça aparece. nos dias em que a energia abunda chove. como hoje.

a minha irmã foi à praia.

a inveja é um sentimento muito feio, não concordam?

29 abril 2006

aos meus visitantes silenciosos

já não me escapam... hahaha hahaha haha ha! (riso maléfico e assustador)
agora arranjei uma daquelas cromices para contar quantas pessoas espreitam no blogue.

(o facto de as minhas visitas também contarem é capaz de viciar um bocadinho a estatística... se passar de 23 para 40 000 em pouquinho tempo, NÃO FUI EU. quem é que falou em carregadores compulsivos de botão de refresh?! é tudo mentira - e até acho que refresh não conta. hum... é pena. sempre dava outro ar à coisa: "ena! este blogue deve ser mesmo fixe. olha só o número de visitas! uau...")

27 abril 2006

oh...

mais uma a que eu não posso ir...

(sou só eu a achar ou aquela foto do circuit taste ficou muito feia mesmo?)

26 abril 2006

pechinchice sueca

hoje saí do gabinete a correr só para chegar à escada que dá para a rua e ver o meu autocarro a sair. chamei mil nomes ao aparelho de afm que não me dá os resultados que eu quero e ainda por cima me obriga a ficar à espera ao frio porque não se decide a desligar (esta segunda parte é mentira, mas eu tinha de conseguir deitar as culpas ao #%$@%& do aparelho) e fui andando com passos desanimados até à paragem. faltavam 11 minutos para o próximo autocarro. sim, não é muito. e, não, não estava assim tanto frio. mas é preciso apimentar um pouquinho a narrativa, não?

ainda olhei para o banco da paragem, mas depois decidi-me a entrar no edifício da associação de estudantes e dar uma vista de olhos nos postais da livraria.

dou uma voltita. vejo uns postais engraçados. olho para o preço (!). coloco-os de novo no expositor com uma festinha para lá ficarem quietinhos. dou outra voltita. deparo com uma mesa num canto cheia de livros com a bela palavra rea pespegada nas etiquetas do preço. é uma palavra sueca muito fixe. aproximo-me, assim de mansinho para não assustar, e reparo que os livros são todos em inglês! boa, estou lixada...

é óbvio que não resisto. vou pegando num. pegando noutro. hum... por enquanto nada de preocupante - para histórias de órfãos já me chegou o oliver twist e o david copperfield e o rémi e credo-que-nunca-mais-acabam, e o romance da vizinhadoamigodopadeirocomofilhobastardododonodafábricadecaixasdeplástico também não me interessa. sou uma insensível.

mas eis que da pilha sai um raio de luz e... puf!

pego nele. viro-o. aprecio a capa. o peso das folhas. leio a contracapa. abro umas folhas ao acaso. leio um bocadinho. penso que não preciso de nenhum livro. viro mais umas folhas. leio mais um bocadinho. olho para o preço. leio. olho para o preço. leio. olho para o preço. leio. fecho o livro.

inspecciono pormenorizadamente as mossas e os riscos. olho para a menina da caixa. respiro fundo e começo a andar em direcção ao balcão.

pronto, já está. desgracei-me num segundo.

entrego o livro. a menina regista-o. dou-lhe o dinheiro. e ela dá-me 30 000 moedas de troco. tanto?! ahahahaha, tive 50% de desconto sobre o preço de saldo! rio-me que nem uma perdida, digo-lhe que aquela foi uma boa surpresa e saio da livraria com um sorriso de orelha a orelha e a tempo de apanhar o 54 para o centro.

contas feitas, paguei dois euros pelo livro. e não é que o livro é engraçado?

se quiserem saber de que maneira é engraçado, carreguem aqui. boa exploração!

25 abril 2006

era uma vez um cravo*


* título roubado a josé jorge letria (lisboa, câmara municipal de lisboa, 1999)
o 25 de abril para crianças pequenas. como eu :o)

23 abril 2006

karlstad by nite*

primeiro há a pré-festa.

(esta é a minha cozinha!)

o grito de guerra nas pré-festas é: BEBE!
qualquer coisa serve, até cidra de cacto, desde que seja barata e ajude a aguentar as horas que se seguem de desértica agonia - comprar qualquer coisa na discoteca é impensável e a música, garanto!, deveria estar listada nas 50 mais eficazes torturas de sempre!


depois vai-se a penantes até à festa, que o tempo já dá para isso e os autocarros são poucos e tendem a despachar-se durante a noite e a chegar antes da hora (grrrrrrrrrr........).



a seguir vem a festa. de preferência antes das dez (22h?! sim... mas atenção: fecha tudo às 2 da madrugada), para não se pagar entrada - embora da taxa de bengaleiro ninguém se safe. chulos.


. à quinta-feira: arena


e antes das dez a cerveja é ao preço da chuva - da chuva portuguesa, entenda-se, aquela que não abunda. 20 coroas! que dá uns dois euros e qualquer coisa.



. à sexta-feira: nada. não sei porquê, sexta não é dia de sair por estes lados. pelo menos aqui por rosenborg.


. ao sábado: nöjesfabriken


onde os fumantes até têm direito a uma sala todinha só para eles!



independentemente do sítio, as caras são as mesmas e a música também - o que não é nem de longe uma vantagem. na terra dos hives e dos cardigans, a música nos clubs é pior que na megafm (e em arena até temos direito a intervenções assustadores do dj de serviço. é caso para dizer: credo!). pelo menos em karlstad é assim... (suspiro)

de qualquer forma, uma pessoa esforça-se e faz o máximo por aproveitar. tem de ser, né? :o)


depois da festa ainda há a pós-festa. mas eu nunca fui. é mesmo verdade, estou velha.


(já me disseram que há por aí uns sítios mais fixes, concertos em apartamentos e festas com música que não inclui balancear de ancas e refrões em espanhol, mas para isso é preciso conhecer os suecos certos - e isto de conhecer os suecos é uma coisa muito complicada!)


* esta nite começa por volta das 19h, e até às 21h é mais lusco-fusco do que outra coisa (afinal eles tinham razão!). pelo que percebi, daqui a uns tempos estes cinco/sete minutos, que já duram agora umas duas horas, vão transformar-se na noite inteira! os moços até talvez tivessem razão... o lusco-fusco pode vir a ser a next big thing na suécia!

estou velha.

já não só me nascem cabelos brancos. hoje também me caiu um!

22 abril 2006

desculpas!

tinha prometido a mim mesma que de hoje não passava. que me ia sentar direitinha na cadeira, fechar a porta à chave e colocar aqueles abafos de orelhas donde sai música - para ninguém me distrair. e ia escrever alguma coisa. a contar as aventuras por cá ("e no outro dia quando o jon disse..."). a dizer mal dos suecos ("os suecos cheiram mal dos pés!"). a contar das saudades que tenho de tudo e de todos ("e aquele senhor que me vendia a senha do passe? já não o vejo há tanto tempo..."). a comentar tudo o que se passa por aí ("que horror! então disse que uma estalada de vez em quando não fazia mal nenhum à criança?! bom, já li algures que é capaz de ajudar se houver praí uma bomba a cair. deve ser por isso."). a comentar tudo o que se passa por aqui ("grande färjestad! aquilo é que foi um jogo, ãh?!"). e mais ainda!

sim, porque este está a tornar-se um blogue amigo da preguiça - vá de botar fotos e ligações (li linques por aqui e achei giro - é tipo o disaine e a tichârte do outro), que é num instante e já ninguém me chateia.

isto assim não é vida, eu sei.

o problema é que já são quase sete horas - e essa é a hora declarada para a abertura oficial da pré-festa (cujo lema é bebe até quase caíres para o lado, sendo o quase pormenor de suprema importância), e eu não posso faltar. não posso mesmo. sabem, as discotecas por aqui só mesmo com uma tonturazita... ai, manel! não queres dar um pulinho a karlstad?

21 abril 2006

e olhem só...

... o que eu copiei do blogue da cláudia:


(podiam era arranjar um corrector ortográfico, mas isto já é só embirração minha...)

quem vai ver?




eu queria.