29 janeiro 2007

neve


do Lat. nive


s. f.,

precipitação formada pela condensação do vapor de água atmosférico a temperaturas abaixo dos 0º C, em que as minúsculas partículas de gelo resultantes se juntam em cristais maiores, agregando-se em flocos de neve;
extrema alvura;
gelado, sorvete;

fig.,

cãs.

27 janeiro 2007

cinco minutos de lua

dia 1 de fevereiro, que tal apagarem a luz durante cinco minutos? tão pouquinho, né?

a iniciativa é francesa, mas não custa nada participar.

dia 1 de fevereiro
entre as 19h55 e as 20h (18h55 e 19h em portugal)
apaga a luz!

25 janeiro 2007

notícias dos outros

ai, que inveja!

sabem o que é que este senhor aqui de cima andou a fazer? sabem? espreitem aqui. vão ficar cheios de inveja como eu. ahaha!

notícias minhas

notícias minhas não há. nem me apetece contar.

23 janeiro 2007

para saber o que se passa por aí

para subscrever carregar aqui. para saber
o que se passa esta semana carregar
em cima.

22 janeiro 2007

um presente



para ti.

(presente-extra aqui)

21 janeiro 2007

na cova dos lobos: não-crenças, descrenças e coisas que tais



as religiões dos filhos de abraão, na culturgest

"Que sabemos nós, crentes ou não, da religião dos outros? (...) E não é verdade que, por desconhecermos a fé do outro, naquilo que ela tem de explicável, nos parece que a vida dele assenta em práticas e crenças injustificáveis no mundo actual? Como se a fé dos outros fosse qualquer coisa de primitivo, ou mesmo perigoso. Desconhecer aquilo que é um elemento fundamental da vida das pessoas, é não as compreender, é permitir que se instale em nós o preconceito e a intolerância. (...) Talvez, sabendo, nós possamos compreender melhor."


29 de Janeiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Judeus e Judaísmo por Samuel Levy

Samuel Levy, economista e gestor, foi dirigente de várias instituições da Comunidade Israelita de Lisboa, tendo sido Presidente da Direcção desta instituição.

5 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Reforma Protestante: uma história do passado ou uma opção actual? por Silas Oliveira

Silas Oliveira é filho de um pastor da Igreja Baptista. Licenciado em Filologia Românica, jornalista de profissão, participou muitas vezes, como membro da delegação protestante portuguesa, em encontros ecuménicos internacionais. Vive a sua fé na Igreja Presbiteriana de Lisboa.

12 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Testemunhar Deus com os Seis Sentidos: Islão e muçulmanos para além dos textos e dos exotismos por AbdoolKarim Vakil

AbdoolKarim Vakil é professor de História Portuguesa Contemporânea no departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros do King’s College de Londres. Coordenador dos Simpósios do Instituto Muçulmano de Londres, modera um cibergrupo de debate de académicos e activistas muçulmanos em Inglaterra e colabora no jornal Muslim News.

26 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Caminhos da Ortodoxia por Ivan Moody

Ivan Moody estudou Música e Teologia nas Universidades de Londres, Joensen e York. Ocupa um lugar de destaque no estudo da música do mundo ortodoxo, sendo actualmente Presidente da Sociedade Internacional de Música Ortodoxa.

5 de Março, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
O catolicismo como radical elogio da Beleza por José Tolentino de Mendonça

José Tolentino de Mendonça, presbítero da Igreja Católica, poeta e tradutor, doutorou-se em Teologia Bíblica. Professor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, Director da Revista Didascália é membro do Centro de Investigação Religiões e Culturas.

20 janeiro 2007

o sorriso

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.


eugénio de andrade
(fez ontem anos que nasceu)

18 janeiro 2007

enganos

esta história toda aqui de baixo ensinou-me que há gente que apenas defende aguerridamente uma posição porque fica bem. ou então sou eu que espero demais dos outros.

quem me manda confiar?

16 janeiro 2007

à menina de brasília

tudo o que sei de ti é que estás assustada e sozinha. e que o estares assustada e sozinha é um monstro tão gigantesco que te agarra pela garganta com força e te impede de respirar. mas tenta. devagarinho, inspira bem fundo. força o ar pelos pulmões. deixa que te invada o corpo, que te invada a mente.

há coragens que só se têm quando não se consegue ver bem o que há pela frente, e tu não podes pegar nessa lâmina sozinha com o desespero a tapar-te os olhos.

sei que não vais voltar aqui, mas na remotíssima hipótese de isso acontecer tenho de te dizer que te ouvi. sei que já choraste tanto que já quase não deves encontrar lágrimas em ti e que a dor e o medo se transformaram nessa secura que agora comanda o teu corpo. sei que se ainda consegues soltar gargalhadas estas crescem dum sítio escuro em ti onde a alegria já não mora - e sei que achas que nunca mais lá irá morar.

quero dizer-te que a alegria há-de voltar um dia. e que esse nó que sentes a toda a hora e quase te faz desmaiar a cada passo que dás há-de desfazer-se.

mas não com essa lâmina que procuras.

existem outras alternativas, embora neste momento não aches isso. por favor, respira. olha à tua volta. vê as pessoas que te amam - elas existem, mesmo que longe, mesmo que escondidas. sei que as encontrarás. e com elas descobrirás uma solução que não passa pelo esventrar do teu corpo, esse esventrar que a raiva e a urgência te apresentam como única solução. não te magoes mais. não mereces essa dor.

pede ajuda.

eu sei que custa.

mas pede ajuda.

há uma mão algures a tentar encontrar-te. na cozinha de tua casa, ao fundo da rua, no hospital da esquina, aqui.

uma mão que agarrará a tua, mesmo que no fim seja para terminares essa vida que começa agora, timidamente, dentro de ti. mas sempre num sítio onde gente competente te porá a mão na testa e te tranquilizará. e no fim vais poder sorrir de novo.

por favor, pede ajuda.

por favor, não te mutiles.

por favor, lê isto.

caem-me lágrimas às catadupas

hoje, às seis da tarde, alguém chegou ao meu blogue pesquisando no google por: "como se faz aborto com laminas".

tremo ao pensar que esse alguém encontrou uma resposta que considerou razoável. tremo ao pensar que não encontrou nenhuma e que resolveu experimentar na mesma.

onde estás?

quero encontrar-te, embalar-te de mansinho e dizer-te que há outras soluções. que não é caso para desesperares. que alguém competente, treinado, capaz, te vai tirar a lâmina das mãos e pedir para te sentares. e, com calma, vai ouvir-te. e, juntos, vão descobrir as mil hipóteses que agora julgas que não tens. no fim, se realmente decidires que o melhor é abortar (sim, ABORTAR - com todas as letras e em tamanho grande e sem vergonhas ou recriminações morais), poderás fazê-lo com todas as condições médicas necessárias. não com uma lâmina, na casa-de-banho escura dalgum sítio escondido, com mão trémula e inexperiente e lágrimas que te toldam os olhos, enquanto pensas que vais morrer.

este alguém chegou até mim através do que escrevi acerca do referendo aqui e aqui. um desespero que a levou desde o brasil até cá, como o que leva outras tantas pessoas a tantos outros sítios.

dia 11 de fevereiro vou estar em karlstad. perdi um dia inteiro atirada da junta de freguesia para a câmara municipal e daí para a comissão nacional de eleições para conseguir descobrir que não poderia votar antecipadamente, nem no consulado, nem por carta, nem nada. por favor, quem puder vá votar.

quantas meninas estarão agora a sangrar por aí?

o melhor de tudo

chegar carregada de livros e poder ler em português novamente. é a língua mais bonita.

xadrez


Viram-te jogar o xadrez com o dragão.

Mãe, não era eu.

Viram-te... não me interessa. Viram-te e estavas a jogar o xadrez com o dragão.

Mãe, de certeza não era eu.

Estavas. Eras tu. Viram-te numa das janelas da Sociedade e estavas a jogar o xadrez com o dragão.

Isso é mentira, mãe. Palavra que é mentira.

Porque é que teimas? Se te viram...

Viram, nada. Não podiam ter visto.

Não podiam, mas viram. Viram-te a jogar o xadrez com o dragão.

Eu não era, mãe. Não quero saber. Eu não era.

Eras, sim. Eras e vieram-me dizer: olhe, estava a jogar com o dragão. A jogar o xadrez.

Não estava, palavra que não estava. Acredita, mãe, que não estava.

Está bem, acredito. Acredito que não estavas, mas viram-te.

Assim não, mãe. Não estava nem me viram. Não me podiam ter visto.

Pois não te podiam ver, mas viram. Aí é que está. Viram-te numa das janelas da Sociedade a jogar o xadrez com o dragão.

Ó mãe, é mentira. Já disse que é mentira. Eu não estive na Sociedade.

Nem estiveste a jogar o xadrez com o dragão?

Pois claro que não estive. Não estive na Sociedade nem estive a jogar o xadrez com o dragão. É tudo mentira, mãe.

Mentira, só se for a tua, porque se te viram na Sociedade a jogar o xadrez com o dragão e me vieram dizer é porque estavas.

Mãe, não estava. Não estava. Não estava. Sério que não estava.

O choro. O pressentimento do choro, a corrente interna do choro e o curto-circuito que o interrompe a tempo:

Pronto, não estavas. Se insistes que não estavas é porque não estavas. Viram-te mas foi invenção. Inventaram que te viram foi o que foi. Não se fala mais nisso.

Foi invenção, mãe. Inventaram, mãe. Eu não estava, não estava, palavra, mãe. Não estava.

Mesmo assim, rolando, rolando lá de dentro eis que se despenha em avalanche o choro.


*


Para ir ter à sala do fundo, a dos livros, dos jornais e das pequenas mesas, tem de se passar primeiro por pé do balcão da secretaria, onde nunca está ninguém, e, depois, pela sala dos bilhares adormecidos. Alinhados, junto à parede, os tacos a prumo, simulam frágil guarda de honra. Há, ainda, um corredor sombrio e, a proteger o recato da biblioteca e dos jogos silenciosos, uma cortina verde e antiga. Afastada a cortina, entra-se numa sala de leitura.

Vamos a uma partida?

Vamos.

A pequena mesa estremece e o jogo principia.

Caem as pedras uma a uma. É um cataclismo planeado. As torres em ruína, os cavalos num frémito de morte, a rainha por terra, o rei que renuncia.

Xeque-mate.

Previsto.

Então a penumbra da sala, guardada pelos estores descidos, estala num clamor de luz. Do outro lado da mesa, ele levanta-se, refulgente, as escamas eriçadas, arqueando o dorso, corpo em chamas com asas de vitória. Deslumbrando.

Canta uma sirene sereia no seu peito:

Ganho-te sempre.

Sempre, ecoa, prostrada, a frágil voz criança.

13 janeiro 2007

passados

passou o natal.
passou 2006.
passou a visita aí e a visita cá.


daqui a nada passam as seis semanas que faltam e entretanto quem se passa sou eu. já começou - que anormalidade de texto.

olhem só para as fotos, sim?

21 dezembro 2006

ahahahaha...



obrigada, joana.

como é que é?

god jul


deixar os alces sossegadinhos na escandinávia e apanhar frio em lisboa. já só faltam umas horas...

(carreguem na imagem para verem aquilo tudo a piscar e a mexer. não melhora muito.)

19 dezembro 2006

char boy


for christmas, char boy received his usual lumps of coal,
which made him very happy.


for christmas, char boy received a small present instead of
his usual lump of coal,
which confused him very much.


for christmas char boy was mistaken for a dirty fireplace

ora aqui vai uma coisa séria - parte 2

vão espreitar o vídeo que o sérgio pôs aqui.

18 dezembro 2006

resposta ao menino ex-canadiano

"Logging in with an old Blogger account to post a comment on the new Blogger is giving a “please try again later” error. Until we fix this, it may work to log in first at http://www.blogger.com/login.g, and then go to the comments page on the new version of Blogger in beta.


17 dezembro 2006

ora aqui vai uma coisa séria

que nem deveria estar a ser discutida. a ivg.

custa-me que novamente se arraste para a rua uma pergunta que há muito já deveria ter cessado de ser feita. para além de mal-construída, traz consigo uma carga subjectiva tão forte que não percebo como se pode pensar que a multidão que eventualmente apareça nos locais de voto no tal dia em que eu vou estar na suécia a roer as unhas consiga deixar de lado amores e ódios e medos, decidindo racional e socialmente.

há uns anos já se viu que não é possível. para quê insistir?

esta deveria ser uma decisão tomada longe destas paixões. desta forma, parece-me sabotagem (e desperdício de fundos).

o pior: acho a maior parte dos argumentos apresentados por ambas as partes completamente idiotas. desde a manipulação chocante de imagens de fetos abortados à campanha acéfala do aqui mando eu (estou uns anos atrasada, mas isto de estar longe dá nestas coisas. peço desculpa se, por algum milagre, se conseguiu debater o assunto com honestidade* desta vez - embora pelos pedaços que tenho apanhado por aí me pareça que não).

a estupidez enerva-me. já estou praqui a hiperventilar só de pensar nas asneiras que se dizem dum lado ao outro. por isso calo-me e transcrevo o que gente mais calma e arrumada disse, com o qual concordo quase completamente.

"A minha posição relativamente ao aborto é a mesma da Organização Mundial de Saúde, do Comité das Nações Unidas sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, nomeadamente do exposto na recomendação 24, do Programa de Acção da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento das Nações Unidas (parágrafo 8.25):


Uso combinado de Mifepristona e Misopristol, cuidados post-aborto por técnicos especializados em processos de evacuação uterina e analgesia, prevenção da infecção, tratamento de complicações, referência a serviços de Saúde reprodutiva e aconselhamento contracepcional e fornecimento de contraceptivos, cuidados de seguimento."

de a natureza do mal


"não sei o que é isso do aborto 'livre' (...). mas defendo, sim, que qualquer mulher possa decidir, dentro de um prazo de tempo razoável, se quer ou não levar uma gravidez a termo.

(...)

nada disto (...) tem nada a ver com fazer do aborto 'um vulgar contraceptivo'.

claro que pode haver quem assim o veja -- quem não se importe de se sentar numa marquesa ginecológica e pôr as pernas naqueles suportes de metal e sentir-se esgaravatada por dentro com o auxílio de um bico de pato e umas pinças e umas lâminas de curetagem e passar uns dias com hemorragias e a hipótese de umas dorzitas desagradáveis, (...) a pensar que pode sempre correr mal (e estamos só a falar dos desconfortos físicos). deve haver quem não se rale com a tortura medieval, também. mas acha o quê, que as mulheres que querem fazer abortos dia sim dia não devem ser obrigadas a ter filhos 'para aprenderem'? que os médicos sabem melhor que as mulheres se elas devem ou não ser mães? acha que ser mãe deve ser, em vez de uma decisão, um acidente? uma desgraça?"

de glória fácil


* há quase dez anos atrás a minha professora de português organizou um debate acerca deste mesmo assunto que conseguiu ser mais interessante e inteligente do que a maior parte do que se lê e ouve por aí.

hammarö

uma visitinha ao mar cá do sítio, para fazer um churrasco, gelar as mãos e respirar fundo antes das despedidas.


o mais fixe foi comer bananas recheadas de chocolate com umas colheres feitas de pacote de sumo. a navalha portuguesa é uma salva-vidas.

lucia - 13dez

às 7h30 da manhã na universidade, para ouvir uns moços vestidos de fadas e umas moças a equilibrar velas na cabeça com ar preocupado (ai, se me queimo!) a cantar.


foi muito bonito. no fim deram-nos julmust e biscoitos de açafrão. é a festa de santa luzia.

12 dezembro 2006

moonspell

ontem, por causa disto (de que não gostei nem um bocadinho), passei a noite no youtube (ai, nunca mais me curo). foi tão fixe!



vejam mais aqui (nocturna) e aqui (opium) e aqui (everything invaded) e aqui (i'll see you in my dreams) e aqui (vampiria) e ... aaaaaaaahhhhh!

(tenho de ir ver se trabalho)

arctic 'will be ice-free by 2040'



11 dezembro 2006

vá, vão lá que eu não posso.

o fim-de-semana

começou hoje a debandada dos estudantes internacionais, com a partida do moço holandês. na outra semana houve um atrevimento tímido que mais ninguém seguiu, mas a partir de agora rosenborg vai esvaziar-se rapidamente. já está toda a gente a pensar no natal e nas coisas boas que só existem iguais naquele cantinho onde nasci e em mais lado nenhum; e alguns dividem-se ainda entre o querer ir e o querer ficar porque ir significa para eles não voltar mais. e o que é que se faz nessas alturas? festeja-se!


entretanto, e porque não havia mais batatas para descascar, vejam só no que me transformaram (obrigada, viddi):

(assustador, né? agora é que já afugentei toda a gente...)

e foi nesta figura que fui até ao bosque das traseiras (é mesmo nas traseiras!) ao mercado de natal cá do sítio. a parte mais fixe foi um menino das cavernas que me veio oferecer uma bebida quente - acho que era sumo quente, mas eu gostei muito na mesma.

deixando as coisas sérias de lado

tenho andado a marinar uma data de coisas sérias para aqui pôr, mas hoje falta-me a energia e, para dizer a verdade, não quero afugentar ninguém - isto de defender opiniões com unhas e dentes às vezes assusta os visitantes, vá-se lá perceber porquê. então eu que sou tão calminha*...

fica para outro dia, então. entretanto vão umas coisas menos sérias aí mais acima.

*aqui as opiniões dividem-se. uns que se riem ao ver ironia na frase; outros que abanam a cabeça em concordância. tantas faces que uma pessoa tem, né?

08 dezembro 2006

os meus dias têm soado assim:

beta coiso

mudei isto para a versão beta. acho que não foi das coisas mais inteligentes que fiz até hoje.

06 dezembro 2006

chuvas

agora experimentem sem aquela luz ali ao fundo e têm o meu dia.

04 dezembro 2006

já é natal no meu quarto

agora, para além dos mil artigos e cinquenta livros espalhados por todo o lado, tenho agulhas e lãs e feltro e contas e fios e tretas - vou deixar um bilhetinho na caixa de sugestões da panduro para abrirem uma lojita em lisboa... - e ainda este pai natal a acompanhar-me:

é assustador, não é? assim só um bocadinho. hehe.

anda praí toda a gente a escrever que a época natalícia agora é só consumismo, e que o expresso pesa mais, e que se deve trucidar o pai natal com uma metralhadora ou bazuca ou lá-o-que-se-quiser, e devolver o natal às criancinhas, e tal.

eu gosto. gosto de escolher coisas bonitas e coisas inúteis e coisas engraçadas. de surpreender um sorriso quando a oferta é inesperada. de ouvir gargalhadas a rasgar papéis de embrulho. gosto do borbulhar nervoso cá dentro ai, será que vai gostar? e ter a certeza que sim (não há outra hipótese. gosta e pronto. entendido?), mesmo que a dúvida não passe. gosto das luzes (da maior árvore de natal da europa na praça do comércio com aqueles laços pirosos a piscar, NÃO). e do cansaço depois duma corrida irritada pelas lojas à procura duma porcaria qualquer que nem sequer tem importância.
gosto de espalhar os presentes todos que tenho para oferecer no chão e pegar num de cada vez e embrulhá-lo com (o meu) jeito, imaginando o momento em que a fita que naquele momento se enrola nos meus dedos e não larga e não sai bem e ai, que chatice! é cortada/arrancada/partida em mil pedaços e o papel é rasgado e há um sorriso que se abre ao ver o que lá está dentro.

gosto.

02 dezembro 2006

no último fim-de-semana

estocolmo! com mercados de natal (o maior deles todos ainda não tinha começado, mas ainda bem. hehe.) e muitas lojas e muita gente e uma tonelada de cartazes a anunciar coisas interessantes para fazer. não parece nada a suécia que eu conheço... (suspiro)

foi tããão bom.


(e ficar em casa da lene - uma norueguesa que já estudou em karlstad - deu para poupar umas coroas* e comprar mais umas prendinhas. vou chegar a lisboa como o pai natal. se calhar é melhor arranjar um fato a condizer, pode ser que assim sejam mais simpáticos no aeroporto e me perdoem o excesso de bagagem.)

*posso dizer poupar umas coroas e ser verdade! uau.

29 novembro 2006

isto sai quase a ferros

eu nem acredito que vou escrever isto...



ReBola na SuperLiga & PremierLeague

vão lá espreitar que o moço até é boa pessoa e é capaz de escrever bem melhor do que os marmanjos dos jornais (noutras coisas sei que escreve. acerca disto não posso assegurar. dá-me uma comichão quando começo a ler! acho que já é mesmo alergia a futebolices).



(não sou uma menina bonita, rapaz? ãh? só publicidade! depois não te queixes que tens de andar de óculos escuros na rua)

24 novembro 2006

e a luz...

... desta sala de computadores que tem temporizador e vai abaixo a cada 5 minutos? grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!

e esta porcaria...

... do ie que não me aceita as formatacões?!
&%"#"#"?#&/%(&%¤&/¤%¤#"!
(não tente decifrar. praguejo sempre em código para não parecer mal)

querem saber o que é sorte*?

sorte é uma pessoa acordar às 6h20; levantar-se às 6h50 porque desligou o despertador e desatou a sonhar que se estava a levantar; tomar banho, vestir-se, arrumar saco, pegar em casacos e cachecóis e luvas, tudo enquanto corre para a cozinha; engolir o café com leite e as torradas duma só vez porque pela janela já se vê o autocarro a vir lá; tropecar (faltam-me as cedilhas aqui, desculpem lá) nos degraus da escada e não morrer logo ali porque ainda há melhor a seguir; entrar ofegante e desgrenhada no autocarro (cabelo molhado, chuvisco, vento e correria não combinam nada bem); chegar à universidade depois duns inspiraexpira compassados para recuperar a compostura; preparar as amostras (tão lindas que elas estão); chegar à sala do equipamento cheia de energia e de vontade de passar o resto do dia a ver linhas a aparecer no ecrã de computador; descobrir que é dia de pintar paredes.
:o
eu até tinha visto na folha das marcacões que isto ia acontecer. isto é que é o pior.
*má sorte, pois claro. existe outra?

21 novembro 2006

luvas

acho que vou passar a recolher todas as luvas que encontro perdidas aqui por karlstad (nem é preciso ser na suécia inteira) e vendê-las na feira quando voltar. pelo menos deixo de me preocupar mais com o ter ou não ter bolsa/emprego/trabalho/vida. ainda pensei em fazer uma secção especial no blogue com fotos e registar para a posteridade as que vou encontrando. seria um cantinho não abandone as suas luvas! elas merecem o seu carinho. mas já alguém se lembrou disso e ando numa fase de querer ser original. (não me desenganem, deixem-me ser feliz assim...)

encontram-se de todos os tipos e feitios. grandes e pequenas. às bolas, às riscas. em pele, em lã, em raicoparta. com dedos, sem dedos. e quase sempre o par. sempre achei que se perdessem por partes, mas parece que as luvas suecas são muito sentimentais e acasalam para a vida (ao contrário das pessoas suecas, que se vão experimentando antes de se lembrarem de gozar a vida junto a um lago e comprarem um barco - que maldosa que sou, né?).

acho que já tenho projecto de vida. iupi.

ahahaha!


20 novembro 2006

estou doente

apanhei febre youtubóide. não se preocupem, acho que não é contagiosa.

abraços

anda há uns meses a correr pela net um video de um moço que se lembrou de abraçar toda a gente. já devem ter visto, mas vai aqui em baixo na mesma - para recordarem. há mais histórias como esta, cidades fora, se procurarem bem.



o que me lembrei quando vi o filme pela primeira vez foi: quem é que estas pessoas estarão a abraçar? que imagens de sorrisos e tristezas se escondem por trás dos sorrisos meio-divertidos de quem entra na brincadeira?

e a seguir lembrei-me: quem é que eu abraçaria se encontrasse o serial hugger pela frente e aceitasse a oferta?

(aposto que houve quem acabasse a chorar baba e ranho na casa-de-banho do café mais próximo. e acho que isso é bom.)

18 novembro 2006

the revolution will not be televised

há uns tempos acordei com isto na cabeça, não faço ideia porquê. hoje lembrei-me outra vez e aqui vai:




e um pouquinho de cultura wikipédica - porque não, se há quem diga que está a par da encyclopaedia britannica mesmo?

quart4b



espreitem aqui. há muitos recantos para explorar, é engraçado perdermo-nos por lá.

15 novembro 2006

coisas da blogosfera

esta menina deixou-me um desafio. ai...

"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue".

e vai uma: café e chá sempre sem açúcar. no chá por vezes mel, mas só pode ser do especial - aquele da terra do meu pai, que só uma senhora já velhinha vende (tem de ser daquele, mesmo os outros das outras senhoras já velhinhas da terra do meu pai não servem). e claro que tenho um frasco aqui comigo!

e vão duas: ponham-me gomas à frente do nariz e é verem-me imediatamente transformada numa prima do monstro das bolachas: a monstra das gomas. não resisto. quem já conhecer a suécia saberá bem o problema que é para mim morar cá... há uma ilha de gomas ao bom estilo hussel* em cada lojita! é terrível.
isto serve também para rebuçados e afins. dentro da minha mala encontram-se mil guloseimas inimigas da linha. que se dane a linha! (assim baixinho para a linha não ouvir)

e vão três: escrevi mala ali em cima e lembrei-me. gosto muito de sacos. sacos e bolsas e bolsinhas e coisas. ando sempre carregada com tralha que se divide por mil bolsitas que por sua vez guardo em duzentas bolsas que talvez estejam dentro de um ou dois sacos de pano (gostogosto) que estarão finalmente dentro duma mala estilo vouemboraparaasibériaesóvoltodaquiaunsanos. mas gosto, que é que querem que faça? há coisas piores, não?

e vão quatro: gosto de sapatos. gosto muuuuito de sapatos. culpa da minha mãe, talvez, que me deixava à vontade na loja a experimentar todinhos os da montra. mas sou esquisita. muuuuuuuuuuuuuuito esquisita. perguntem a quem já alguma vez tenha andado comigo às compras (sapatos ou roupa ou papel higiénico ou o que quer que seja). dos que gosto, costumo gostar mais em vermelho.

e vão cinco: encontro erros ortográficos em todo o lado. acho que vim com radar incorporado. parece quase que os vejo em tamanho gigante a gritar no meio dos textos, dos cartazes, de tudo - o que, claro, não me impede de os cometer de vez em quando... (ai que vergonha!) se alguma vez virem uma louca de caneta em punho a emendar os avisos de hoje á cosido á portugueza, sou capaz de ser eu. e outra coisa - a fingir que também é erro ortográfico - odeio pessoas que fazem o sinal de aspas com as mãos! ou que dizem entraspas quando estão a falar. tem de se ouvir no tom com que se dizem as coisas, o que é que o entraspas está lá a fazer?! (inspirar. expirar. inspirar. expirar...)

bom, e agora mais cinco desgraçados que têm de virar os olhos para as entranhas e descobrir manias e esquisitices. hum...

. a minha mana pequena;

. a menina xapeu de coco;

. a menina petri;

. o menino sérgio sentado na baía a ver os barcos chegar;

. o menino pedrinho, a ver se desencalha aquele início de blogue.


pronto. divirtam-se muito!

*descobri agora que a hussel afinal é mais bombons. vejam lá, nunca tinha reparado!

10 novembro 2006

mais livros

nunca vos contei do meu problema com livros, pois não? aquilo de estar atolada em trabalho, ter a certeza que o tempo que tenho não chega sequer para coçar o nariz e mesmo assim não resistir?

ontem, enquanto esperava pela minha aulita de ioga (vera, goza comigo à vontade, mas estou toda partida do ioga! hehe... a minha outtashapeness é tão grande que ontem dei uma cabeçada no chão porque os meus braços são fraquinhosfraquinhosfraquinhos. tsc tsc), fui até à papelaria dar uma volta, queimar uns minutos.

se eu fosse a bea, teria saído de lá com 7 canetas e 11 cadernos (mais um batôn para o cieiro se também houvesse algum ao pé da caixa ;o) ), mas como eu sou eu e não sou a bea saí de lá com:

(porque há uma data de tempo que quero ler qualquer coisa desta senhora)

(porque estava em promoção - parva. parece-me daqueles livros meio-parvos (combina comigo, portanto), a que toda a gente acha graça e a que eu não ligo nenhuma)

(porque gostei do livro: da capa, da grafia, do peso das folhas - parvaparvaparva. se tivesse lido a contracapa teria descoberto que é a versão mtv do adrian mole (coitado, o moço até teve piada há uns anos, mas isso foi há uns anos! para além das dores nos joelhos e demais articulações, a idade há-de trazer mais qualquer coisita, não? o direito a não ler livros acerca de crises de adolescência seria bom, por exemplo))

bom, logo vos digo se algum se aproveita. se entretanto quiserem saber acerca do que tratam - caso as minhas descrições em letra pequenina entre parênteses vos tenham deixado cheiinhos de vontade - carreguem nas imagens.

quanto ao do senhor rushdie, não gostei nadanadanada. esquisitices minhas, talvez.

beijinhos.

(se quiserem ler comigo the strange case of dr jekyll and mr hyde carreguem no título mesmo aqui atrás)

08 novembro 2006

uma pausa para publicidade

(carregar na imagem para saber mais)

é já nesta sexta-feira, dia 10nov.


boa sorte, mano pequeno :o)

vai uma sanduíche...


... de fotovoltaico orgânico?

03 novembro 2006

mais diário andante

as minhas páginas já estão online! que rapidez, moça :o)

(carreguem na imagem)

diário andante

já está.

agora resta saber se a senhora dos correios daqui vai achar piada à minha encomenda. espero que a aceite...

boa viagem até ao outro lado do mundo!

the travelling journal project (aqui)

02 novembro 2006

iogas

aqui há uns tempos decidi que tinha de me mexer um bocado. costuma acontecer de vez em quando, e aqui é pior porque é tudo magricela - com umas barrigas de cerveja a mais...
saí então à caça de exercício. como é tudo muito caro, as hipóteses não são muitas: associação de estudantes ou parecido e pronto.

de tudo o que eles têm a única coisa que combina com os meus tornozelos fraquitos é o ioga. ainda hesitei, afinal a minha primeira experiência com isto foi tão má que saí de lá ao fim de cinco minutos a dizer cobras&lagartos (admito que o sítio não era o melhor. meio de agosto, um calor que não se podia dentro duma tenda com mais 300 pessoas e um senhor assim a dar para o irritante a dizer para fecharmos os olhos e assumirmos a posição raicoparta - oiça lá, se isto é suposto ser iniciação como é que eu vou saber que raio de posição é essa?! - e concentrarmos toda a energia nas palmas das mãos. saí de lá com as mãos a arder e uma enorme vontade de dar um estalo na primeira pessoa que se cruzasse comigo). onde é que eu ia?

ah! decidi experimentar na mesma. dois desafios: a aula é em sueco e de ioga avançado - pelo menos foi o que me disseram, mas afinal só ainda houve outro bloco de 6 aulas.

a primeira vez foi hoje.

nem foi muito mau. a mulher explica, eu vejo como os outros fazem e, como sou desengonçada (perguntem a quem me conhece...), dois segundos e lá vem ela sussurrar-me indicações em inglês. ao fim do terceiro estica as costas (que implica um esticanço de rabo), decidi desistir de puxar as calças para cima. acho que, depois de me terem obrigado a tirar as meias, ninguém mais se preocupou se eu tinha metade do rabo de fora ou não- para quem está achar que era por causa do cheiro: não era! mas as minhas pernas estavam branquinhas e estaladas da pele seca, com uns pêlos espantados de se verem nus... (a imagem não melhorou, pois não? tenho de parar de dizer tudo o que me vem à cabeça)

bom, nem correu muito mal. vamos ver para a semana.
acho é que dei cabo dum joelho a fazer isto aqui de cima. que tristeza.

01 novembro 2006

este ainda vai a tempo

feira de artesanato urbano no jardim da estrela
1 e 5 de novembro

imaginário




e mete teatro e tudo! vão espreitar que eu não posso, sim? mais coisas aqui e aqui.

querem saber uma coisa?

esteve a nevar.

(ia pôr uma foto e tudo, mas continuo sem conseguir passar as imagens para o computador)

29 outubro 2006

acabou hoje.

doclisboa 2006
4º festival internacional de cinema documental


(isto aparece aqui tarde nem sei bem porquê. acho que é vingança camuflada por eu não ter podido ir - como é que isso pode ser vingança é que ainda está por perceber. ai.)

28 outubro 2006

boas surpresas e coisas e assim

está uma pessoa a desesperar dentro de casa (do quarto!) num sábado de sol - na suécia, no fim de outubro! - com o nariz inchado e os olhos inchados e o ouvido constipado juntamente com o resto do corpo, a lutar para respirar o menos possível porque dói e, na maior parte das inspiradelas, gera um ataque de tosse de fazer inveja a muito fumadordepulmõesimundosegargantaforradaanojiceamarelenta, e batem à porta.

com uma coisinha assim para oferecer:

(para quem não percebe bem o que isto é, nem sei como dada a elevada qualidade fotográfica da imagem, o que se vê é massa folhada com pudim de baunilha em cima e uns pedaços de pêssego. nham nham)


que fixe, que fixe, que fixe!


pronto. já só tenho migalhas. hehehe...

(tenho de confessar que o meu festim foi mais visual que palativo - isto diz-se assim? - pois a minha constipação conseguiu o brilhante feito de me afectar 2 sentidos e 3/4. os 2 inteiros são o olfacto e o paladar. 1/2 é a audição, na forma de um ouvido entupido - nem quero pensar no que andará lá por dentro... e o 1/4 é a visão, quando o meu olho esquerdo decide começar a chorar sozinho dada a extrema injustiça desta situação toda.)

desilusões e coisas e assim

não estou a gostar nada do livro aqui do lado. ando a ver se o acabo depressa para me poder esquecer dele num instante, mas parece que as páginas que faltam são cada vez mais mais e cada vez mais chatas.

bah.

do moço só ainda tinha lido os versículos satânicos. e gostei muuuuuuuuuuuuuito. mas já foi há uns tempos - não posso escrever anos, tenho alergia a dizer que tenho memórias com anos, que posso contar o tempo em molhos de anos. tenho medo de pegar no livro outra vez. se calhar até é horrível. e até é chato. e até nem vou gostar nada. mas na altura gostei...

bah outra vez.

27 outubro 2006

já nasceu

eu queria estar lá.

23 outubro 2006

helsínquia

desta vez, nem sei bem como, consegui inscrever-me na viagem até helsínquia. estive quasequasequase para não ir - mas acabei por decidir que sim e ainda bem.

quinta-feira lá fomos. cento e seis gatos pingados (literalmente porque chove desde que me lembro) de autocarro até estocolmo para apanhar o maior barco onde já estive até agora (cacilheiros e mariella - tudo o que conheço). mas aquilo era mesmo grande! e tinha uma mania louca de não parar quieto, especialmente perto da finlândia, a que não achei piada nenhuma.


helsínquia é engraçada. para quem gosta de chuva e frio e edifícios cinzentos. acredito que ao sol fique mais bonita. mas eu não vi sol em lado nenhum.
gostei da igreja escavada na pedra (temppeliaukion kirkko) e se calhar até tinha gostado de outras coisas, mas não deu para ver muito mais.
passeámos pelo design district - muito giro, simssenhor, mas para deixar tudo quietinho na montra que esta gente deve achar que lá por fazerem coisas diferentes dos outros devem ser pagos a preço de ouro. se calhar até devem, mas eu não posso. é pena.

o melhor da viagem foi o café. com esta menina. que bom, que bom, que bom! das cinco horas que passei em helsínquia a última meia-hora valeu o enjoo durante a noite e a perda de equilíbrio na sala do buffet ao pequeno-almoço, com vagas cheias de espuma a aparecer à vez nas janelas.

é claro que, se perguntarem aos restantes passageiros, o que valeu foi a bebedeira no barco, os litros de álcool tax-free da loja a bordo, o frenesim de apostas nas mesas de jogo e nas máquinas e pouco mais. mas eles são todos suecos e finlandeses e gente estranha.*


e pronto. sábado de volta a karlstad. terra firme. ufa!

*eu devo ser bicho raro - pelo menos nestas partes - mas pôr um filho de 7 anos a jogar durante duas horas numa máquina cai-me mal. talvez fosse do balancé do barco, mas aquilo dá-me um bocadinho volta ao sentido. no entanto, os suecos e finlandeses acham bem. coisas.

18 outubro 2006

para acender uns sorrisos

pelo menos em mim, nestes dias suecos acinzentados.

17 outubro 2006

espremedor de palavras PRECISA-SE


a sério que queria escrever aqui qualquer coisa. assim gira. que vos fizesse rir até às lágrimas, que ensinasse qualquer coisa, que servisse apenas para passar uns minutinhos aqui comigo na suécia. qualquer coisita.

não dá.

tento e tento e tento e tento e tento, mas nada. bah.

desculpem, sim?

12 outubro 2006

festa na praia

minimal lounge




(espaço para o bonequinho
da festa que o meu irmão
me vai enviar quando se
lembrar de ler as parvoíces
que ando a escrever na
janela de msn dele
3 dias...

não me ligas
nenhuma, pá!)





restaurante el sombrero, praia de carcavelos

14 de outubro

ó para ela, tão lindinha!

1,84 m! 1,84 m!!!


primeiros jogos da lusofonia, macau
marisa anselmo, salto em altura, medalha de ouro.

(alguém me consegue explicar porque é que as mascotes destas coisas são sempre animaizitos enfiados à força num uniforme qualquer?)

10 outubro 2006

preguiça

estas janelitas com vídeos do youtube andam a aparecer aqui que nem cogumelos, não é? está na altura, está na altura. e então aqui pela escandinávia que os há aos pontapés!

olhó manel!




é verdade, sim. ele andou comigo à escola. espreitar aqui para saber tudo.

09 outubro 2006

13ºC e um céu azulazulazul

abri a janela para deixar entrar o dia no quarto. está um dia lindo! mas esbarra com a fronteira do fora/dentro e não entra. é pena. gostava de ter o sol como convidado. dava-lhe chá e bolachinhas e deixava-o sentar-se na cadeira grande.

quem perde é ele.


(houve uma abelha - abelhona! - que resolveu aceitar o convite. ingrata como sou mostrei-lhe o caminho para a rua com o meu livro de fotovoltaicos. há gente a quem não se consegue agradar nunca, hehe...)

07 outubro 2006

tentações

transformar-me em caderno de desenho de capa dura de 80 folhas da windsor & newton, formato A5, e correr mundo fora a recolher bocadinhos de vidas. que vontade tão grande!

(carregar na imagem para saber mais)

06 outubro 2006

trainspotting






but why would i want to do a thing like that?