06 fevereiro 2007
04 fevereiro 2007
quando as mulheres decidem abandonar o estado de gravidez
hoje são só roubos.
título daqui e excerto daqui.
mais acerca do referendo
"O referendo não trata de Ciência, de Filosofia, de Ética ou de Moral — isso não são matérias referendáveis. O Referendo trata da Lei. Obviamente, cada eleitor está no seu direito de decidir o seu voto com base no que quiser (Ciência, pseudo-ciência, Filosofia, Ética, Moral, Fé...) — mas o Referendo trata de leis. É exactamente por tratar da Lei e não da Ciência ou da Moral que o Referendo não pretende «definir vida humana». É um engano pensar que, se a Lei não punir o aborto até às 10 semanas, então a Lei está (implicitamente) a dizer que o feto até às 10 semanas «não é humano». A Lei não diz (não dirá) que é nem que não é: o que a lei dirá é que até às 10 semanas a Lei não protegerá o feto das decisões da mulher grávida (ou seja, se ela decidir abortá-lo não será legalmente punível).
(...) seja qual for o nosso sentido de voto, não estamos a definir princípios de vidas, não estamos a decidir o que é um ser humano e o que não é. Estamos a decidir se um acto é ou não um crime, se a mulher que decidiu praticar esse acto é ou não criminosa — e se, por isso, deve a Lei puni-la ou não."
02 fevereiro 2007
silêncios
músicas
mais aqui.
01 fevereiro 2007
não resisto
não há pachorra para as alarvidades que se dizem por aí. ia pôr uma ligação para a versão original, mas não tenho estômago. é demasiada estupidez junta. quem quiser que procure.
29 janeiro 2007
neve
27 janeiro 2007
cinco minutos de lua
dia 1 de fevereiro
entre as 19h55 e as 20h (18h55 e 19h em portugal)
apaga a luz!
25 janeiro 2007
notícias dos outros
23 janeiro 2007
22 janeiro 2007
21 janeiro 2007
as religiões dos filhos de abraão, na culturgest
"Que sabemos nós, crentes ou não, da religião dos outros? (...) E não é verdade que, por desconhecermos a fé do outro, naquilo que ela tem de explicável, nos parece que a vida dele assenta em práticas e crenças injustificáveis no mundo actual? Como se a fé dos outros fosse qualquer coisa de primitivo, ou mesmo perigoso. Desconhecer aquilo que é um elemento fundamental da vida das pessoas, é não as compreender, é permitir que se instale em nós o preconceito e a intolerância. (...) Talvez, sabendo, nós possamos compreender melhor."29 de Janeiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Judeus e Judaísmo por Samuel Levy
5 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Reforma Protestante: uma história do passado ou uma opção actual? por Silas Oliveira
12 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Testemunhar Deus com os Seis Sentidos: Islão e muçulmanos para além dos textos e dos exotismos por AbdoolKarim Vakil
26 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Caminhos da Ortodoxia por Ivan Moody
5 de Março, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
O catolicismo como radical elogio da Beleza por José Tolentino de Mendonça
20 janeiro 2007
o sorriso
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
(fez ontem anos que nasceu)
19 janeiro 2007
18 janeiro 2007
enganos
quem me manda confiar?
16 janeiro 2007
à menina de brasília
quero dizer-te que a alegria há-de voltar um dia. e que esse nó que sentes a toda a hora e quase te faz desmaiar a cada passo que dás há-de desfazer-se.
mas não com essa lâmina que procuras.
existem outras alternativas, embora neste momento não aches isso. por favor, respira. olha à tua volta. vê as pessoas que te amam - elas existem, mesmo que longe, mesmo que escondidas. sei que as encontrarás. e com elas descobrirás uma solução que não passa pelo esventrar do teu corpo, esse esventrar que a raiva e a urgência te apresentam como única solução. não te magoes mais. não mereces essa dor.
pede ajuda.
eu sei que custa.
mas pede ajuda.
há uma mão algures a tentar encontrar-te. na cozinha de tua casa, ao fundo da rua, no hospital da esquina, aqui.
uma mão que agarrará a tua, mesmo que no fim seja para terminares essa vida que começa agora, timidamente, dentro de ti. mas sempre num sítio onde gente competente te porá a mão na testa e te tranquilizará. e no fim vais poder sorrir de novo.
por favor, pede ajuda.
por favor, não te mutiles.
por favor, lê isto.
caem-me lágrimas às catadupas
hoje, às seis da tarde, alguém chegou ao meu blogue pesquisando no google por: "como se faz aborto com laminas".tremo ao pensar que esse alguém encontrou uma resposta que considerou razoável. tremo ao pensar que não encontrou nenhuma e que resolveu experimentar na mesma.
onde estás?
quantas meninas estarão agora a sangrar por aí?
xadrez

Viram-te jogar o xadrez com o dragão.
Viram-te... não me interessa. Viram-te e estavas a jogar o xadrez com o dragão.
Mãe, de certeza não era eu.
Estavas. Eras tu. Viram-te numa das janelas da Sociedade e estavas a jogar o xadrez com o dragão.
Isso é mentira, mãe. Palavra que é mentira.
Porque é que teimas? Se te viram...
Viram, nada. Não podiam ter visto.
Não podiam, mas viram. Viram-te a jogar o xadrez com o dragão.
Eu não era, mãe. Não quero saber. Eu não era.
Eras, sim. Eras e vieram-me dizer: olhe, estava a jogar com o dragão. A jogar o xadrez.
Não estava, palavra que não estava. Acredita, mãe, que não estava.
Está bem, acredito. Acredito que não estavas, mas viram-te.
Assim não, mãe. Não estava nem me viram. Não me podiam ter visto.
Pois não te podiam ver, mas viram. Aí é que está. Viram-te numa das janelas da Sociedade a jogar o xadrez com o dragão.
Ó mãe, é mentira. Já disse que é mentira. Eu não estive na Sociedade.
Nem estiveste a jogar o xadrez com o dragão?
Pois claro que não estive. Não estive na Sociedade nem estive a jogar o xadrez com o dragão. É tudo mentira, mãe.
Mentira, só se for a tua, porque se te viram na Sociedade a jogar o xadrez com o dragão e me vieram dizer é porque estavas.
Mãe, não estava. Não estava. Não estava. Sério que não estava.
O choro. O pressentimento do choro, a corrente interna do choro e o curto-circuito que o interrompe a tempo:
Pronto, não estavas. Se insistes que não estavas é porque não estavas. Viram-te mas foi invenção. Inventaram que te viram foi o que foi. Não se fala mais nisso.
Foi invenção, mãe. Inventaram, mãe. Eu não estava, não estava, palavra, mãe. Não estava.
Mesmo assim, rolando, rolando lá de dentro eis que se despenha em avalanche o choro.
Para ir ter à sala do fundo, a dos livros, dos jornais e das pequenas mesas, tem de se passar primeiro por pé do balcão da secretaria, onde nunca está ninguém, e, depois, pela sala dos bilhares adormecidos. Alinhados, junto à parede, os tacos a prumo, simulam frágil guarda de honra. Há, ainda, um corredor sombrio e, a proteger o recato da biblioteca e dos jogos silenciosos, uma cortina verde e antiga. Afastada a cortina, entra-se numa sala de leitura.
Vamos a uma partida?
Vamos.
A pequena mesa estremece e o jogo principia.
Caem as pedras uma a uma. É um cataclismo planeado. As torres em ruína, os cavalos num frémito de morte, a rainha por terra, o rei que renuncia.
Xeque-mate.
Previsto.
Então a penumbra da sala, guardada pelos estores descidos, estala num clamor de luz. Do outro lado da mesa, ele levanta-se, refulgente, as escamas eriçadas, arqueando o dorso, corpo em chamas com asas de vitória. Deslumbrando.
Canta uma sirene sereia no seu peito:
Ganho-te sempre.
Sempre, ecoa, prostrada, a frágil voz criança.
13 janeiro 2007
21 dezembro 2006
god jul
20 dezembro 2006
19 dezembro 2006
char boy
18 dezembro 2006
resposta ao menino ex-canadiano
modernices.
(suspiro)
17 dezembro 2006
ora aqui vai uma coisa séria
há uns anos já se viu que não é possível. para quê insistir?
o pior: acho a maior parte dos argumentos apresentados por ambas as partes completamente idiotas. desde a manipulação chocante de imagens de fetos abortados à campanha acéfala do aqui mando eu (estou uns anos atrasada, mas isto de estar longe dá nestas coisas. peço desculpa se, por algum milagre, se conseguiu debater o assunto com honestidade* desta vez - embora pelos pedaços que tenho apanhado por aí me pareça que não).
a estupidez enerva-me. já estou praqui a hiperventilar só de pensar nas asneiras que se dizem dum lado ao outro. por isso calo-me e transcrevo o que gente mais calma e arrumada disse, com o qual concordo quase completamente.
"A minha posição relativamente ao aborto é a mesma da Organização Mundial de Saúde, do Comité das Nações Unidas sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, nomeadamente do exposto na recomendação 24, do Programa de Acção da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento das Nações Unidas (parágrafo 8.25):
Uso combinado de Mifepristona e Misopristol, cuidados post-aborto por técnicos especializados em processos de evacuação uterina e analgesia, prevenção da infecção, tratamento de complicações, referência a serviços de Saúde reprodutiva e aconselhamento contracepcional e fornecimento de contraceptivos, cuidados de seguimento."
de a natureza do mal
"não sei o que é isso do aborto 'livre' (...). mas defendo, sim, que qualquer mulher possa decidir, dentro de um prazo de tempo razoável, se quer ou não levar uma gravidez a termo.
(...)
nada disto (...) tem nada a ver com fazer do aborto 'um vulgar contraceptivo'.
claro que pode haver quem assim o veja -- quem não se importe de se sentar numa marquesa ginecológica e pôr as pernas naqueles suportes de metal e sentir-se esgaravatada por dentro com o auxílio de um bico de pato e umas pinças e umas lâminas de curetagem e passar uns dias com hemorragias e a hipótese de umas dorzitas desagradáveis, (...) a pensar que pode sempre correr mal (e estamos só a falar dos desconfortos físicos). deve haver quem não se rale com a tortura medieval, também. mas acha o quê, que as mulheres que querem fazer abortos dia sim dia não devem ser obrigadas a ter filhos 'para aprenderem'? que os médicos sabem melhor que as mulheres se elas devem ou não ser mães? acha que ser mãe deve ser, em vez de uma decisão, um acidente? uma desgraça?"
de glória fácil
* há quase dez anos atrás a minha professora de português organizou um debate acerca deste mesmo assunto que conseguiu ser mais interessante e inteligente do que a maior parte do que se lê e ouve por aí.
hammarö

lucia - 13dez
12 dezembro 2006
moonspell
11 dezembro 2006
vá, vão lá que eu não posso.
sábado, 16dez (15-24h) e domingo, 17dez (15-22h) :: ENTRADA LIVRE ::: feira de fanzines, exposições “Animais no Espaço: Desastres Genéticos” (experiência de desenho automático) e do atelier de serigrafia de Mike Goes West, edição independente (livros, discos), comida vegetariana, agricultura biológica, artesanato urbano, artigos em segunda mão e concertos ::::o fim-de-semana

entretanto, e porque não havia mais batatas para descascar, vejam só no que me transformaram (obrigada, viddi):
e foi nesta figura que fui até ao bosque das traseiras (é mesmo nas traseiras!) ao mercado de natal cá do sítio. a parte mais fixe foi um menino das cavernas que me veio oferecer uma bebida quente - acho que era sumo quente, mas eu gostei muito na mesma.

deixando as coisas sérias de lado
fica para outro dia, então. entretanto vão umas coisas menos sérias aí mais acima.
08 dezembro 2006
beta coiso
06 dezembro 2006
04 dezembro 2006
já é natal no meu quarto
02 dezembro 2006
no último fim-de-semana

29 novembro 2006
isto sai quase a ferros
ReBola na SuperLiga & PremierLeague
(não sou uma menina bonita, rapaz? ãh? só publicidade! depois não te queixes que tens de andar de óculos escuros na rua)
28 novembro 2006
24 novembro 2006
e a luz...
e esta porcaria...
querem saber o que é sorte*?
21 novembro 2006
luvas
acho que vou passar a recolher todas as luvas que encontro perdidas aqui por karlstad (nem é preciso ser na suécia inteira) e vendê-las na feira quando voltar. pelo menos deixo de me preocupar mais com o ter ou não ter bolsa/emprego/trabalho/vida. ainda pensei em fazer uma secção especial no blogue com fotos e registar para a posteridade as que vou encontrando. seria um cantinho não abandone as suas luvas! elas merecem o seu carinho. mas já alguém se lembrou disso e ando numa fase de querer ser original. (não me desenganem, deixem-me ser feliz assim...)acho que já tenho projecto de vida. iupi.
20 novembro 2006
abraços
e a seguir lembrei-me: quem é que eu abraçaria se encontrasse o serial hugger pela frente e aceitasse a oferta?
(aposto que houve quem acabasse a chorar baba e ranho na casa-de-banho do café mais próximo. e acho que isso é bom.)
18 novembro 2006
the revolution will not be televised
15 novembro 2006
coisas da blogosfera
e vai uma: café e chá sempre sem açúcar. no chá por vezes mel, mas só pode ser do especial - aquele da terra do meu pai, que só uma senhora já velhinha vende (tem de ser daquele, mesmo os outros das outras senhoras já velhinhas da terra do meu pai não servem). e claro que tenho um frasco aqui comigo!
e vão duas: ponham-me gomas à frente do nariz e é verem-me imediatamente transformada numa prima do monstro das bolachas: a monstra das gomas. não resisto. quem já conhecer a suécia saberá bem o problema que é para mim morar cá... há uma ilha de gomas ao bom estilo hussel* em cada lojita! é terrível.
isto serve também para rebuçados e afins. dentro da minha mala encontram-se mil guloseimas inimigas da linha. que se dane a linha! (assim baixinho para a linha não ouvir)
e vão três: escrevi mala ali em cima e lembrei-me. gosto muito de sacos. sacos e bolsas e bolsinhas e coisas. ando sempre carregada com tralha que se divide por mil bolsitas que por sua vez guardo em duzentas bolsas que talvez estejam dentro de um ou dois sacos de pano (gostogosto) que estarão finalmente dentro duma mala estilo vouemboraparaasibériaesóvoltodaquiaunsanos. mas gosto, que é que querem que faça? há coisas piores, não?
e vão quatro: gosto de sapatos. gosto muuuuito de sapatos. culpa da minha mãe, talvez, que me deixava à vontade na loja a experimentar todinhos os da montra. mas sou esquisita. muuuuuuuuuuuuuuito esquisita. perguntem a quem já alguma vez tenha andado comigo às compras (sapatos ou roupa ou papel higiénico ou o que quer que seja). dos que gosto, costumo gostar mais em vermelho.
e vão cinco: encontro erros ortográficos em todo o lado. acho que vim com radar incorporado. parece quase que os vejo em tamanho gigante a gritar no meio dos textos, dos cartazes, de tudo - o que, claro, não me impede de os cometer de vez em quando... (ai que vergonha!) se alguma vez virem uma louca de caneta em punho a emendar os avisos de hoje á cosido á portugueza, sou capaz de ser eu. e outra coisa - a fingir que também é erro ortográfico - odeio pessoas que fazem o sinal de aspas com as mãos! ou que dizem entraspas quando estão a falar. tem de se ouvir no tom com que se dizem as coisas, o que é que o entraspas está lá a fazer?! (inspirar. expirar. inspirar. expirar...)
bom, e agora mais cinco desgraçados que têm de virar os olhos para as entranhas e descobrir manias e esquisitices. hum...
. a minha mana pequena;
. a menina xapeu de coco;
. a menina petri;
. o menino sérgio sentado na baía a ver os barcos chegar;
. o menino pedrinho, a ver se desencalha aquele início de blogue.
pronto. divirtam-se muito!
*descobri agora que a hussel afinal é mais bombons. vejam lá, nunca tinha reparado!
13 novembro 2006
10 novembro 2006
mais livros
ontem, enquanto esperava pela minha aulita de ioga (vera, goza comigo à vontade, mas estou toda partida do ioga! hehe... a minha outtashapeness é tão grande que ontem dei uma cabeçada no chão porque os meus braços são fraquinhosfraquinhosfraquinhos. tsc tsc), fui até à papelaria dar uma volta, queimar uns minutos.
se eu fosse a bea, teria saído de lá com 7 canetas e 11 cadernos (mais um batôn para o cieiro se também houvesse algum ao pé da caixa ;o) ), mas como eu sou eu e não sou a bea saí de lá com:
(porque estava em promoção - parva. parece-me daqueles livros meio-parvos (combina comigo, portanto), a que toda a gente acha graça e a que eu não ligo nenhuma)
(porque gostei do livro: da capa, da grafia, do peso das folhas - parvaparvaparva. se tivesse lido a contracapa teria descoberto que é a versão mtv do adrian mole (coitado, o moço até teve piada há uns anos, mas isso foi há uns anos! para além das dores nos joelhos e demais articulações, a idade há-de trazer mais qualquer coisita, não? o direito a não ler livros acerca de crises de adolescência seria bom, por exemplo)) quanto ao do senhor rushdie, não gostei nadanadanada. esquisitices minhas, talvez.
beijinhos.
(se quiserem ler comigo the strange case of dr jekyll and mr hyde carreguem no título mesmo aqui atrás)
08 novembro 2006
03 novembro 2006
diário andante
agora resta saber se a senhora dos correios daqui vai achar piada à minha encomenda. espero que a aceite...boa viagem até ao outro lado do mundo!
02 novembro 2006
iogas

01 novembro 2006
querem saber uma coisa?
29 outubro 2006
acabou hoje.
28 outubro 2006
boas surpresas e coisas e assim

pronto. já só tenho migalhas. hehehe...
desilusões e coisas e assim
bah.
bah outra vez.
27 outubro 2006
23 outubro 2006
helsínquia




























