11 setembro 2007

como vim aqui parar

abril:
. termina relacionamento doentio com afamada instituição de ensino.

maio:
. brilhante carreira no maravilhoso mundo da bata azul. dura 2 meses e meio.
. recebe resposta assustadora.
. aceita resposta assustadora.
. assiste a concerto brilhante. menos brilhante do que o esperado.

junho:
. continua carreira no maravilhoso mundo da bata azul.
. entrada em período de negação.

julho:
. termina carreira no maravilhoso mundo da bata azul.
. férias boicotadas pelo instituto de meteorologia.
. negação agrava-se.
. avião de volta a karlstad, consequência da resposta assustadora aceite em maio.

10 setembro 2007

(procrastinando)

Procrastinação significa «adiamento», relacionando-se com o verbo procrastinar, «adiar». Ambos os vocábulos surgiram em português por via erudita, porque remontam ao nome ‘procrastinationem’ (caso acusativo) e ao verbo ‘procrastinare’, palavras do latim clássico. No radical destas palavras incluem-se os seguintes elementos: ‘pro’, preposição latina, com a acepção de «a favor», «em lugar de»; e ‘cras’, «amanhã».

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Rio de Janeiro, Editora Objetiva, 2001), ‘cras’ foi utilizado como crás em português antigo e entra em alguns cultismos: crástino, «próprio do dia de amanhã» e «matutino, matinal»; e toda a série derivada da base procrastina-, constituída por, a saber, procrastinabilidade, procrastinado, procrastinador, procrastinamento, procrastinante, procrastinatório e procrastinável.

daqui

repreensão

Depois de fuzilado
ao levar
o tiro na nuca pra acabar
chateou-se
e viu-se obrigado
a explicar
ao major
que comandava o pelotão
que o tinha fuzilado
por favor
preste atenção
e não me obrigue a repetir
a repreensão
na próxima vez
que mandar matar
dê tempo ao morto
pra gritar
convicto
um último viva a revolução

07 setembro 2007

a partir de novembro vou estar...

ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai...

06 setembro 2007

amostra de prenda de aniversário


gossip



m.i.a.


e mais ainda! chega tudo aí daqui a uns dias, moça.
beijinho.

desculpa tantos youtubismos, rebeca...

03 setembro 2007

mas música, sim



e fotos?

fotos só depois. continuo preguiçosa...
e as notícias vêm com as fotos, pois claro. caso contrário não tinha piada nenhuma nem me serviria de nada ser preguiçosa.

e vocês desse lado, não dizem nada? alguém foi espreitar alguma coisa do fim-de-semana maravilha que espetei aí mais abaixo? não devia perguntar, só vou ficar cheia de pena de não ter ido. e de inveja de quem foi.

(vera: ainda não comecei com aulas - nem a assistir nem a dar. nem fales nisto...

ricas: vou ver se encontro umas coisitas para ti. desculpa não ter tido em consideração o teu último exame (e então? e então? que tal?). sou terrível, é verdade. acho que há qualquer coisa hoje e amanhã num sítio no castelo - cefalópode - , mas nunca lá fui, não sei como é. vês? até sou fixe...

ex-canadiano e patroa: visitas, sim! quero muitas visitas! espreitem na ryanair*. porto->estocolmo a partir de meio de outubro

nf0: obrigada.)

a preguiça atinge tal nível que nem consigo responder aos comentários no sítio deles. bah!


*alterei o linque (continência ao general pum pum) para ir dar à página de portugal.

30 agosto 2007

já tenho net

mas estou na universidade... notícias a sério durante o fim-de-semana.

por agora ficam umas sugestões para vocês:
acontecem mil coisas quando não estou aí...


1. cine-lençol no príncipe real, dia 31ago.

pelo MAL.



2. l'orchestra di piazza vittorio no ccb, dias 31ago e 1set.

o espaço deles



3. aniversário do bacalhoeiro no campo das cebolas, dia 1set.



4. feiralegria na praça da alegria, dias 1 e 2set.



5. um ano de tralha urbana no jardim da estrela, dia 2set.



vão clicando nas palavras espalhadas por aí para saberem mais.

24 agosto 2007

um beijo de longe

continua a faltar-me net para poder dar mais notícias e escrever mais parvoíces.

mas deixo por aqui um beijo. das saudades não me livro, ando sempre com elas atrás.

13 agosto 2007

09 agosto 2007

merda.

já lixei esta coisada toda.
não há ctrl+z no blogger a que propósito?!

(apetece-me muito bater em alguém. voluntários?)

07 agosto 2007

no país das maravilhas tecnológicas

ainda não consegui ter internet no quarto. é o que dá chegar em tempo de férias. e, como menina bem-comportada que sou e com tanto medo que quase faz chichi nas cuecas, não me vou pôr a tratar do blogue no trabalho (isto que eu vou fazer por aqui é trabalho, acreditam? incrível! e já tenho contrato assinado e tudo. uau...).

pronto.

escrito rapidamente enquanto ninguém está a espreitar pela porta (tenho um gabinete! com telefone! e computador! e o meu nome na porta! e uma caixa de correio ao fundo do corredor (também tem o meu nome)! inspirarexpirarinspirarexpirarinspirarexpirar...) e só para não acharem que me esqueci.

de volta à termodinâmica, agora (vou dar aulas! de laboratório! de termodinâmica! é nesta parte que me mijo de medo...)

25 julho 2007

teias






















para a semana trato disto.

04 maio 2007

uma coisa é certa

este moço eu vou ver.



vá lá. eu queria.

esclarecimento

a barra aí do lado está muuuuuuuuuuito desactualizada. preguiça é uma coisa feia, né?

novidades e tal

já acabou.* e entretanto já começou outra coisa - para passar o tempo e lixar as mãos. e agora (agoragora, nem há meia-hora atrás) recebi uma resposta de fazer o queixo cair. e não quero dizer o que foi porque nem me apetece pensar no que foi. e continuo fookin terrified como o pinto aí mais abaixo.

* resposta ao menino do lençol e à menina de bxl e ao menino que já foi canadiano (desculpem ser tão tarde): acabei o curso, fiquei como mestre e com mais nota do que estava à espera - às vezes sabe bem ser pessimista e surpreenderem-nos assim.

15 março 2007

relaxe

roubei a imagem daqui

falta-me vontade, net de jeito e um computador a funcionar para conseguir arrumar o blogue. alterar uns links aqui ao lado, actualizar as maquinetas da temperatura, escrever uma data de coisas engraçadas de que me lembrei (e que já esqueci), contar as novidades e desempoeirar tudo.

ainda vai demorar um pedacinho.
paciência, sim?

e um beijinho a toda a gente.

(ando tão contente com o sol e o quentinho! nem quero saber que estamos em março e que isto é só por já termos lixado as estações do ano todas. egoísta...)

23 fevereiro 2007

21 fevereiro 2007

partes dois e três daqui a uma semana e daqui a um mês, respectivamente. ai...

ufa! (parte um)

"Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia."

o livro do desassossego

17 fevereiro 2007

pára tudo!

parece que umas almas iluminadas descobriram que afinal esta coisa do planeta terra não passa dum adereço de secretária do grande senhor deus.

vida de bibelot é lixada.

14 fevereiro 2007

a máquina da publicidade apanhou-me

eu ainda tento, mas desta vez não deu. aqui vai o meu presente, menino:

de million dead (i am the party)



para frank turner (back in the day)




hehe...

12 fevereiro 2007

a sesta


Pierrot escondido por entre o amarelo dos girassóis espreita em cautela o sono dela dormindo na sombra da tangerineira. E ela não dorme, espreita também de olhos descidos, mentindo o sono, as vestes brancas do Pierrot gatinhando silêncios por entre o amarelo dos girassóis. E porque Ele se vem chegando perto, Ela mente ainda mais o sono a mal-ressonar.

Junto d'Ela, não teve mão em si e foi descer-lhe um beijo mudo na negra meia aberta arejando o pé pequenino. Depois os joelhos redondos e lisos, e já se debruçava por sobre os joelhos, a beijar-lhe o ventre descomposto, quando Ela acordou cansada de tanto sono fingir.

E Ele ameaça fugida, e Ela furta-lhe a fuga nos braços nus estendidos.

E Ela, magoada dos remorsos de Pierrot, acaricia-lhe a fronte num grande perdão. E, feitas as pazes, ficou combinado que Ela dormisse outra vez.



11 fevereiro 2007

uau!



sim: 59,25%

não: 40,75%


43,61% de votantes



(estou tão contente!)

07 fevereiro 2007

e agora coisas sérias

estão ver a data que aparece ali em cima? mesmo antes do título? 7 de fevereiro, né? e já quase no fim do dia. o que quer dizer que daqui a nada - 3 dias de nada - abrem as urnas. e eu não vou poder ir.

sempre fui uma indecisa. nunca soube muito bem em que votar, ter de decidir é uma chatice, ai que eu nem conheço bem nenhum dos marmanjos que andam praqui com promessas, e se me enganam?*

em relação à questão da despenalização do aborto nunca tive dúvidas. e nunca pude ir votar.

o primeiro referendo foi no dia dos meus dezoito anos e, embora me tivesse já recenseado, ainda não podia ir (trapalhadas burocráticas e mais sei lá o quê). arranjei solução: negociei o voto com o meu pai (isto não se pode dizer, pois não?). ele não queria ir porque dizia que a escolha era da mulher e que ele não tinha nada a dizer nesse assunto. semanas de discussão infrutíferas resultaram num então vais por mim. faço dezoito anos, sou mulher, quero votar sim e não posso. e ele foi.

desta vez não posso ir porque estou longe e não tenho direito a voto antecipado, nem a votação por carta, nem a ir votar à embaixada ou ao consulado - é só um referendo, não há cá dessas mariquices, aparentemente. (algum abstencionista por aí que queira fazer o jeito?)

já li e vi muita coisa acerca disto. maravilhas da nova era da comunicação. muita parvoíce do lado do não e do lado do sim. o que é natural. esta questão inflama-nos. a mim inflama muito. sempre que tento escrever alguma coisa acerca disto irrito-me. tremem-me as mãos. começo a hiperventilar. não consigo perceber o outro lado. saem-me gritos desproporcionados pelos dedos e tenho vontade de insultar todos quantos andam praí a dizer disparates (barbaridades!), a enfiar panfletos nas malas de crianças inocentes, a servir-se da figura bem-falante para confundirbaralharoqueéqueeledissemesmo, a propôr mudanças de lei ou penitências públicas ou raicoparta. sim, é tudo do lado do não. não sou imparcial nem pretendo ser - não me vou pôr agora aqui a apontar fraquezas do sim, tá?

por partes:

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (...)?"

concordo. a chave aqui é a palavra despenalização. não está lá escrito liberalização, embora haja quem jure a pés juntos que é isso que lá está. mas não é. remeto para o (grande) conhecedor de termos jurídicos aqui. mas há por aí alguém (deve haver, mas aposto que são poucos e que precisam de alguma ajuda psiquiátrica) que ache que uma mulher que aborte tem de ir presa? clamam aos quatro ventos que nenhuma mulher é condenada (o que é mentira). e que a lei deve continuar na mesma, mas sem se condenar nenhuma mulher. esta gente está parva? está bem que isto de cumprir leis é um bocadinho subjectivo em portugal (vejam-se os limites de velocidade e quantos consideram velocidade de cruzeiro um valor que já é considerado crime), mas caberá na cabeça de alguém ter uma lei que diz explicitamente que a mulher grávida que der o seu consentimento ou que pratique um aborto e que a pessoa que a fizer abortar são punidos com pena de prisão até 3 anos e depois, em letra miudinha entre parênteses, escrever: ah, mas isto é assim meio a brincar, está bem? é só para assustar?! e não me venham com conversas anormais dizendo que o aborto vai aumentar se for despenalizado. uma coisa garanto: o aborto legal aumenta de certeza. mas ninguém aborta por gosto.

"(...) se realizada, por opção da mulher (...)"

havia de ser por opção de quem? vamos lá ver as várias hipóteses para um casal, já que anda toda a gente muita aflita com o coitadinho do homem que não tem voz no assunto.

. ambos querem um filho: perfeito. acabou a discussão;

. nenhum quer um filho: quase perfeito. se têm dinheiro vão a espanha. se não têm dinheiro estão lixados. ou arranjam algum e através de alguém que conhece alguém que ouviu falar de qualquer coisa, acabam nalgum sítio escondido a fazer figas para que a mulher saia de lá inteira e a respirar; ou acabam na internet à procura de cházinhos abortivos e maneiras de fazer abortos com lâminas como a brasileira que veio aqui parar há uns tempos; ou a desgraçada da criança acaba por nascer e, com sorte, alguma instituição se ocupa dela - ou os pais ganham o euromilhões -, com azar, acaba no congelador junto ao peru de natal (isto aconteceu onde eu moro);

. a mãe quer o filho, mas o pai não: idealmente ela mandava o homem dar uma curva e tinha a criança sozinha. como não vivemos num mundo ideal, às vezes acaba por abortar na mesma;

. a mãe não quer o filho, mas o pai quer: pronto. aqui é que está o problema. como é que nos desembrulhamos desta? metade da informação genética no feto é pertença do senhor, não? talvez... ainda demora um tempinho até que se possam fazer testes de paternidade. dela é de certeza. e se a vontade dele prevalecesse e no fim ele descobrisse que o puto era do carteiro e cagasse no assunto? era giro. e, admitindo mais uma vez que ele pode decidir, a mulher fica a ser o quê? incubadora? olha, agora aguenta. durante nove meses a alimentar e carregar um ser em crescimento dentro dela, sem o querer? e a criança? um estudo qualquer - não tenho a referência, têm de acreditar em mim - apontava para uma relação entre a saúde da criança e a vontade da mãe que a carrega de a ter. é aquela coisa do amor, parece-me. costuma ser importante quando se cria um filho.

meus queridos, por muito que doa, só as mulheres conseguem fazer crescer um ovo, mesmo que o espermatozóide tenha tido um papel importante na coisa. não dá para dar a volta a isto.

também há por aí quem ache que isso dá um poder desmesurado às mulheres (que, coitadas, são fracas, não aguentam) e que por isso precisam de alguém que as ajude a pensar. tipo comissão autorizadora de abortos, acho. incrivelmente, eu até concordo em parte. vejam mais abaixo na última parte da pergunta.

"(...) nas primeiras dez semanas (...)"

este é um período como outro qualquer. bom, como outro qualquer não. decidiu-se que era o tempo suficiente para a mulher se aperceber da gravidez, reflectir sobre o assunto e, no caso de assim o decidir, interromper a gravidez em segurança. em muitos países o período é de doze semanas, mesmo mais noutros sítios. definiu-se assim. concordo que assim seja. concordaria com um prazo mais alargado, mas decidiu-se este. a objecção de o aborto às dez semanas e um dia continuar a ser penalizado é acéfala. parece réplica de escola primária a acabar com uma língua de fora. e nem vou dizer mais nada sobre isto.

"(...) em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

esta parte é muito importante. numa manobra que nem sei classificar, o senhor marques mendes andava a querer mudar a lei depois do referendo, se o não ganhar. como é que é? ah e tal, sou contra agora, mas depois de 11 de fevereiro despenalizamos. ãh? o problema parece que é esta parte do estabelecimento de saúde legalmente autorizado. não percebo. querem o quê? despenaliza-se, mas quem precise de fazer um aborto continua a ter de ir a espanha ou ao vão de escada mais próximo?

o facto de se poder proceder à interrupção da gravidez num estabelecimento de saúde legalmente autorizado tem várias vantagens. entre as mais importantes, terá condições médicas (dignas e seguras) e permitirá um acompanhamento das mulheres que a ele recorrem - acompanhamento médico e planeamento familiar (olha aqui a parte da comissão autorizadora de abortos. nem a estavam a ver, hein?). esta intervenção junto das grávidas tem, quanto a mim, dois aspectos muito importantes: será possível apresentar opções à mulher que ela, num momento de desespero, poderia nem ter considerado; e permite ensinar. o senhor júlio machado vaz concorda comigo.

isto leva a que morram menos, se estropiem menos com cabides enfiados vagina acima, engravidem menos sem quererem, e abortem menos. só se ganha, não?


a resposta é sim!

(isto está um bocado grande. e não disse tudo.)

mais ligações:

a lei em vigor

o aborto em portugal - estudo da apf


*sempre lá fui. acho uma grande falta de respeito por todos quantos morreram e sofreram a lutar para que toda a gente tenha direito ao voto, sem discriminação de sexo, raça ou credo, não ir. existem outras opções fora dos quadradinhos sem ser a abstenção. assim de repente, sem sequer pensar muito, lembro-me do voto em branco e do voto nulo. e há sempre castanhas ou farturas à porta, por isso pode ser passeio.

respirar fundo

06 fevereiro 2007

pausa para publicidade


e vai ser uma festa tão fixe!

o meu mano diz que sim.

04 fevereiro 2007

quando as mulheres decidem abandonar o estado de gravidez

"(...) na barriga da mulher grávida não está nenhuma criança. Ela está na tua cabeça. Ou na cabeça da mãe. Se está na cabeça da mãe, ela está na barriga, existe mesmo de verdade, merece todo o amor e protecção. Mas se só está na tua cabeça, e não na dela, não está na barriga da mãe. É verdade, o que temos na nossa cabeça existe mesmo, é real. Mas não tens o direito de plantar as criaturas da tua cabeça na barriga duma mulher sem o seu consentimento."


hoje são só roubos.
título daqui e excerto daqui.

mais acerca do referendo

"O referendo não trata de Ciência, de Filosofia, de Ética ou de Moral — isso não são matérias referendáveis. O Referendo trata da Lei. Obviamente, cada eleitor está no seu direito de decidir o seu voto com base no que quiser (Ciência, pseudo-ciência, Filosofia, Ética, Moral, Fé...) — mas o Referendo trata de leis. É exactamente por tratar da Lei e não da Ciência ou da Moral que o Referendo não pretende «definir vida humana».

É um engano pensar que, se a Lei não punir o aborto até às 10 semanas, então a Lei está (implicitamente) a dizer que o feto até às 10 semanas «não é humano». A Lei não diz (não dirá) que é nem que não é: o que a lei dirá é que até às 10 semanas a Lei não protegerá o feto das decisões da mulher grávida (ou seja, se ela decidir abortá-lo não será legalmente punível).

(...) seja qual for o nosso sentido de voto, não estamos a definir princípios de vidas, não estamos a decidir o que é um ser humano e o que não é. Estamos a decidir se um acto é ou não um crime, se a mulher que decidiu praticar esse acto é ou não criminosa — e se, por isso, deve a Lei puni-la ou não."


roubado descaradamente daqui. carregar no excerto acima para ver o texto completo.
a imagem veio daqui.

02 fevereiro 2007

silêncios

isto anda um bocado pobre em palavras, né? retrato fiel do que se passa por cá. pobreza de palavras.

músicas

já não chego a tempo de nada. e entretanto descobri estes moços que vão fazer a primeira parte de nine inch nails. que fixes que eles são!



mais aqui.

01 fevereiro 2007

não resisto

ando a tentar controlar-me, mas não resisto.



"(...) se a pergunta fosse «concorda com a despenalização da mulher que aborta num sítio todo badalhoco sem condições nenhumas eu votava que SIM."

não há pachorra para as alarvidades que se dizem por aí. ia pôr uma ligação para a versão original, mas não tenho estômago. é demasiada estupidez junta. quem quiser que procure.

29 janeiro 2007

neve


do Lat. nive


s. f.,

precipitação formada pela condensação do vapor de água atmosférico a temperaturas abaixo dos 0º C, em que as minúsculas partículas de gelo resultantes se juntam em cristais maiores, agregando-se em flocos de neve;
extrema alvura;
gelado, sorvete;

fig.,

cãs.

27 janeiro 2007

cinco minutos de lua

dia 1 de fevereiro, que tal apagarem a luz durante cinco minutos? tão pouquinho, né?

a iniciativa é francesa, mas não custa nada participar.

dia 1 de fevereiro
entre as 19h55 e as 20h (18h55 e 19h em portugal)
apaga a luz!

25 janeiro 2007

notícias dos outros

ai, que inveja!

sabem o que é que este senhor aqui de cima andou a fazer? sabem? espreitem aqui. vão ficar cheios de inveja como eu. ahaha!

notícias minhas

notícias minhas não há. nem me apetece contar.

23 janeiro 2007

para saber o que se passa por aí

para subscrever carregar aqui. para saber
o que se passa esta semana carregar
em cima.

22 janeiro 2007

um presente



para ti.

(presente-extra aqui)

21 janeiro 2007

na cova dos lobos: não-crenças, descrenças e coisas que tais



as religiões dos filhos de abraão, na culturgest

"Que sabemos nós, crentes ou não, da religião dos outros? (...) E não é verdade que, por desconhecermos a fé do outro, naquilo que ela tem de explicável, nos parece que a vida dele assenta em práticas e crenças injustificáveis no mundo actual? Como se a fé dos outros fosse qualquer coisa de primitivo, ou mesmo perigoso. Desconhecer aquilo que é um elemento fundamental da vida das pessoas, é não as compreender, é permitir que se instale em nós o preconceito e a intolerância. (...) Talvez, sabendo, nós possamos compreender melhor."


29 de Janeiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Judeus e Judaísmo por Samuel Levy

Samuel Levy, economista e gestor, foi dirigente de várias instituições da Comunidade Israelita de Lisboa, tendo sido Presidente da Direcção desta instituição.

5 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Reforma Protestante: uma história do passado ou uma opção actual? por Silas Oliveira

Silas Oliveira é filho de um pastor da Igreja Baptista. Licenciado em Filologia Românica, jornalista de profissão, participou muitas vezes, como membro da delegação protestante portuguesa, em encontros ecuménicos internacionais. Vive a sua fé na Igreja Presbiteriana de Lisboa.

12 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Testemunhar Deus com os Seis Sentidos: Islão e muçulmanos para além dos textos e dos exotismos por AbdoolKarim Vakil

AbdoolKarim Vakil é professor de História Portuguesa Contemporânea no departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros do King’s College de Londres. Coordenador dos Simpósios do Instituto Muçulmano de Londres, modera um cibergrupo de debate de académicos e activistas muçulmanos em Inglaterra e colabora no jornal Muslim News.

26 de Fevereiro, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
Caminhos da Ortodoxia por Ivan Moody

Ivan Moody estudou Música e Teologia nas Universidades de Londres, Joensen e York. Ocupa um lugar de destaque no estudo da música do mundo ortodoxo, sendo actualmente Presidente da Sociedade Internacional de Música Ortodoxa.

5 de Março, 18h30 · Sala 2 · Entrada Gratuita
O catolicismo como radical elogio da Beleza por José Tolentino de Mendonça

José Tolentino de Mendonça, presbítero da Igreja Católica, poeta e tradutor, doutorou-se em Teologia Bíblica. Professor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, Director da Revista Didascália é membro do Centro de Investigação Religiões e Culturas.

20 janeiro 2007

o sorriso

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.


eugénio de andrade
(fez ontem anos que nasceu)

18 janeiro 2007

enganos

esta história toda aqui de baixo ensinou-me que há gente que apenas defende aguerridamente uma posição porque fica bem. ou então sou eu que espero demais dos outros.

quem me manda confiar?

16 janeiro 2007

à menina de brasília

tudo o que sei de ti é que estás assustada e sozinha. e que o estares assustada e sozinha é um monstro tão gigantesco que te agarra pela garganta com força e te impede de respirar. mas tenta. devagarinho, inspira bem fundo. força o ar pelos pulmões. deixa que te invada o corpo, que te invada a mente.

há coragens que só se têm quando não se consegue ver bem o que há pela frente, e tu não podes pegar nessa lâmina sozinha com o desespero a tapar-te os olhos.

sei que não vais voltar aqui, mas na remotíssima hipótese de isso acontecer tenho de te dizer que te ouvi. sei que já choraste tanto que já quase não deves encontrar lágrimas em ti e que a dor e o medo se transformaram nessa secura que agora comanda o teu corpo. sei que se ainda consegues soltar gargalhadas estas crescem dum sítio escuro em ti onde a alegria já não mora - e sei que achas que nunca mais lá irá morar.

quero dizer-te que a alegria há-de voltar um dia. e que esse nó que sentes a toda a hora e quase te faz desmaiar a cada passo que dás há-de desfazer-se.

mas não com essa lâmina que procuras.

existem outras alternativas, embora neste momento não aches isso. por favor, respira. olha à tua volta. vê as pessoas que te amam - elas existem, mesmo que longe, mesmo que escondidas. sei que as encontrarás. e com elas descobrirás uma solução que não passa pelo esventrar do teu corpo, esse esventrar que a raiva e a urgência te apresentam como única solução. não te magoes mais. não mereces essa dor.

pede ajuda.

eu sei que custa.

mas pede ajuda.

há uma mão algures a tentar encontrar-te. na cozinha de tua casa, ao fundo da rua, no hospital da esquina, aqui.

uma mão que agarrará a tua, mesmo que no fim seja para terminares essa vida que começa agora, timidamente, dentro de ti. mas sempre num sítio onde gente competente te porá a mão na testa e te tranquilizará. e no fim vais poder sorrir de novo.

por favor, pede ajuda.

por favor, não te mutiles.

por favor, lê isto.

caem-me lágrimas às catadupas

hoje, às seis da tarde, alguém chegou ao meu blogue pesquisando no google por: "como se faz aborto com laminas".

tremo ao pensar que esse alguém encontrou uma resposta que considerou razoável. tremo ao pensar que não encontrou nenhuma e que resolveu experimentar na mesma.

onde estás?

quero encontrar-te, embalar-te de mansinho e dizer-te que há outras soluções. que não é caso para desesperares. que alguém competente, treinado, capaz, te vai tirar a lâmina das mãos e pedir para te sentares. e, com calma, vai ouvir-te. e, juntos, vão descobrir as mil hipóteses que agora julgas que não tens. no fim, se realmente decidires que o melhor é abortar (sim, ABORTAR - com todas as letras e em tamanho grande e sem vergonhas ou recriminações morais), poderás fazê-lo com todas as condições médicas necessárias. não com uma lâmina, na casa-de-banho escura dalgum sítio escondido, com mão trémula e inexperiente e lágrimas que te toldam os olhos, enquanto pensas que vais morrer.

este alguém chegou até mim através do que escrevi acerca do referendo aqui e aqui. um desespero que a levou desde o brasil até cá, como o que leva outras tantas pessoas a tantos outros sítios.

dia 11 de fevereiro vou estar em karlstad. perdi um dia inteiro atirada da junta de freguesia para a câmara municipal e daí para a comissão nacional de eleições para conseguir descobrir que não poderia votar antecipadamente, nem no consulado, nem por carta, nem nada. por favor, quem puder vá votar.

quantas meninas estarão agora a sangrar por aí?

o melhor de tudo

chegar carregada de livros e poder ler em português novamente. é a língua mais bonita.

xadrez


Viram-te jogar o xadrez com o dragão.

Mãe, não era eu.

Viram-te... não me interessa. Viram-te e estavas a jogar o xadrez com o dragão.

Mãe, de certeza não era eu.

Estavas. Eras tu. Viram-te numa das janelas da Sociedade e estavas a jogar o xadrez com o dragão.

Isso é mentira, mãe. Palavra que é mentira.

Porque é que teimas? Se te viram...

Viram, nada. Não podiam ter visto.

Não podiam, mas viram. Viram-te a jogar o xadrez com o dragão.

Eu não era, mãe. Não quero saber. Eu não era.

Eras, sim. Eras e vieram-me dizer: olhe, estava a jogar com o dragão. A jogar o xadrez.

Não estava, palavra que não estava. Acredita, mãe, que não estava.

Está bem, acredito. Acredito que não estavas, mas viram-te.

Assim não, mãe. Não estava nem me viram. Não me podiam ter visto.

Pois não te podiam ver, mas viram. Aí é que está. Viram-te numa das janelas da Sociedade a jogar o xadrez com o dragão.

Ó mãe, é mentira. Já disse que é mentira. Eu não estive na Sociedade.

Nem estiveste a jogar o xadrez com o dragão?

Pois claro que não estive. Não estive na Sociedade nem estive a jogar o xadrez com o dragão. É tudo mentira, mãe.

Mentira, só se for a tua, porque se te viram na Sociedade a jogar o xadrez com o dragão e me vieram dizer é porque estavas.

Mãe, não estava. Não estava. Não estava. Sério que não estava.

O choro. O pressentimento do choro, a corrente interna do choro e o curto-circuito que o interrompe a tempo:

Pronto, não estavas. Se insistes que não estavas é porque não estavas. Viram-te mas foi invenção. Inventaram que te viram foi o que foi. Não se fala mais nisso.

Foi invenção, mãe. Inventaram, mãe. Eu não estava, não estava, palavra, mãe. Não estava.

Mesmo assim, rolando, rolando lá de dentro eis que se despenha em avalanche o choro.


*


Para ir ter à sala do fundo, a dos livros, dos jornais e das pequenas mesas, tem de se passar primeiro por pé do balcão da secretaria, onde nunca está ninguém, e, depois, pela sala dos bilhares adormecidos. Alinhados, junto à parede, os tacos a prumo, simulam frágil guarda de honra. Há, ainda, um corredor sombrio e, a proteger o recato da biblioteca e dos jogos silenciosos, uma cortina verde e antiga. Afastada a cortina, entra-se numa sala de leitura.

Vamos a uma partida?

Vamos.

A pequena mesa estremece e o jogo principia.

Caem as pedras uma a uma. É um cataclismo planeado. As torres em ruína, os cavalos num frémito de morte, a rainha por terra, o rei que renuncia.

Xeque-mate.

Previsto.

Então a penumbra da sala, guardada pelos estores descidos, estala num clamor de luz. Do outro lado da mesa, ele levanta-se, refulgente, as escamas eriçadas, arqueando o dorso, corpo em chamas com asas de vitória. Deslumbrando.

Canta uma sirene sereia no seu peito:

Ganho-te sempre.

Sempre, ecoa, prostrada, a frágil voz criança.

13 janeiro 2007

passados

passou o natal.
passou 2006.
passou a visita aí e a visita cá.


daqui a nada passam as seis semanas que faltam e entretanto quem se passa sou eu. já começou - que anormalidade de texto.

olhem só para as fotos, sim?

21 dezembro 2006

ahahahaha...



obrigada, joana.

como é que é?

god jul


deixar os alces sossegadinhos na escandinávia e apanhar frio em lisboa. já só faltam umas horas...

(carreguem na imagem para verem aquilo tudo a piscar e a mexer. não melhora muito.)

19 dezembro 2006

char boy


for christmas, char boy received his usual lumps of coal,
which made him very happy.


for christmas, char boy received a small present instead of
his usual lump of coal,
which confused him very much.


for christmas char boy was mistaken for a dirty fireplace

ora aqui vai uma coisa séria - parte 2

vão espreitar o vídeo que o sérgio pôs aqui.

18 dezembro 2006

resposta ao menino ex-canadiano

"Logging in with an old Blogger account to post a comment on the new Blogger is giving a “please try again later” error. Until we fix this, it may work to log in first at http://www.blogger.com/login.g, and then go to the comments page on the new version of Blogger in beta.


17 dezembro 2006

ora aqui vai uma coisa séria

que nem deveria estar a ser discutida. a ivg.

custa-me que novamente se arraste para a rua uma pergunta que há muito já deveria ter cessado de ser feita. para além de mal-construída, traz consigo uma carga subjectiva tão forte que não percebo como se pode pensar que a multidão que eventualmente apareça nos locais de voto no tal dia em que eu vou estar na suécia a roer as unhas consiga deixar de lado amores e ódios e medos, decidindo racional e socialmente.

há uns anos já se viu que não é possível. para quê insistir?

esta deveria ser uma decisão tomada longe destas paixões. desta forma, parece-me sabotagem (e desperdício de fundos).

o pior: acho a maior parte dos argumentos apresentados por ambas as partes completamente idiotas. desde a manipulação chocante de imagens de fetos abortados à campanha acéfala do aqui mando eu (estou uns anos atrasada, mas isto de estar longe dá nestas coisas. peço desculpa se, por algum milagre, se conseguiu debater o assunto com honestidade* desta vez - embora pelos pedaços que tenho apanhado por aí me pareça que não).

a estupidez enerva-me. já estou praqui a hiperventilar só de pensar nas asneiras que se dizem dum lado ao outro. por isso calo-me e transcrevo o que gente mais calma e arrumada disse, com o qual concordo quase completamente.

"A minha posição relativamente ao aborto é a mesma da Organização Mundial de Saúde, do Comité das Nações Unidas sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, nomeadamente do exposto na recomendação 24, do Programa de Acção da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento das Nações Unidas (parágrafo 8.25):


Uso combinado de Mifepristona e Misopristol, cuidados post-aborto por técnicos especializados em processos de evacuação uterina e analgesia, prevenção da infecção, tratamento de complicações, referência a serviços de Saúde reprodutiva e aconselhamento contracepcional e fornecimento de contraceptivos, cuidados de seguimento."

de a natureza do mal


"não sei o que é isso do aborto 'livre' (...). mas defendo, sim, que qualquer mulher possa decidir, dentro de um prazo de tempo razoável, se quer ou não levar uma gravidez a termo.

(...)

nada disto (...) tem nada a ver com fazer do aborto 'um vulgar contraceptivo'.

claro que pode haver quem assim o veja -- quem não se importe de se sentar numa marquesa ginecológica e pôr as pernas naqueles suportes de metal e sentir-se esgaravatada por dentro com o auxílio de um bico de pato e umas pinças e umas lâminas de curetagem e passar uns dias com hemorragias e a hipótese de umas dorzitas desagradáveis, (...) a pensar que pode sempre correr mal (e estamos só a falar dos desconfortos físicos). deve haver quem não se rale com a tortura medieval, também. mas acha o quê, que as mulheres que querem fazer abortos dia sim dia não devem ser obrigadas a ter filhos 'para aprenderem'? que os médicos sabem melhor que as mulheres se elas devem ou não ser mães? acha que ser mãe deve ser, em vez de uma decisão, um acidente? uma desgraça?"

de glória fácil


* há quase dez anos atrás a minha professora de português organizou um debate acerca deste mesmo assunto que conseguiu ser mais interessante e inteligente do que a maior parte do que se lê e ouve por aí.

hammarö

uma visitinha ao mar cá do sítio, para fazer um churrasco, gelar as mãos e respirar fundo antes das despedidas.


o mais fixe foi comer bananas recheadas de chocolate com umas colheres feitas de pacote de sumo. a navalha portuguesa é uma salva-vidas.

lucia - 13dez

às 7h30 da manhã na universidade, para ouvir uns moços vestidos de fadas e umas moças a equilibrar velas na cabeça com ar preocupado (ai, se me queimo!) a cantar.


foi muito bonito. no fim deram-nos julmust e biscoitos de açafrão. é a festa de santa luzia.

12 dezembro 2006

moonspell

ontem, por causa disto (de que não gostei nem um bocadinho), passei a noite no youtube (ai, nunca mais me curo). foi tão fixe!



vejam mais aqui (nocturna) e aqui (opium) e aqui (everything invaded) e aqui (i'll see you in my dreams) e aqui (vampiria) e ... aaaaaaaahhhhh!

(tenho de ir ver se trabalho)

arctic 'will be ice-free by 2040'



11 dezembro 2006

vá, vão lá que eu não posso.

o fim-de-semana

começou hoje a debandada dos estudantes internacionais, com a partida do moço holandês. na outra semana houve um atrevimento tímido que mais ninguém seguiu, mas a partir de agora rosenborg vai esvaziar-se rapidamente. já está toda a gente a pensar no natal e nas coisas boas que só existem iguais naquele cantinho onde nasci e em mais lado nenhum; e alguns dividem-se ainda entre o querer ir e o querer ficar porque ir significa para eles não voltar mais. e o que é que se faz nessas alturas? festeja-se!


entretanto, e porque não havia mais batatas para descascar, vejam só no que me transformaram (obrigada, viddi):

(assustador, né? agora é que já afugentei toda a gente...)

e foi nesta figura que fui até ao bosque das traseiras (é mesmo nas traseiras!) ao mercado de natal cá do sítio. a parte mais fixe foi um menino das cavernas que me veio oferecer uma bebida quente - acho que era sumo quente, mas eu gostei muito na mesma.

deixando as coisas sérias de lado

tenho andado a marinar uma data de coisas sérias para aqui pôr, mas hoje falta-me a energia e, para dizer a verdade, não quero afugentar ninguém - isto de defender opiniões com unhas e dentes às vezes assusta os visitantes, vá-se lá perceber porquê. então eu que sou tão calminha*...

fica para outro dia, então. entretanto vão umas coisas menos sérias aí mais acima.

*aqui as opiniões dividem-se. uns que se riem ao ver ironia na frase; outros que abanam a cabeça em concordância. tantas faces que uma pessoa tem, né?