daí o sangue que escorre pelas gretas da pele.
26 novembro 2007
aos que se roem de inveja por causa da neve
daí o sangue que escorre pelas gretas da pele.
23 novembro 2007
we choose as the zero of energy the n atoms completely separated in their ground electronic states
obrigada, raa.
passo
à claudjinha, porque tenho muita vontade de saber notícias
ao sérgio, que se não continuar a corrente deve pelo menos fazer-me soltar umas gargalhadas com a recusa
ao jota, porque quero uma (grande) frase dum (grande) livro que o (grande) autor ande a ler
à menina do cicio, porque me apetece ler um bocadinho do enigma de salomé com ela repetem-se correntes? faltam páginas? oh...
ao ruim, como aliciante a que ele quebre o jejum e recomece a escrever sobre outros mundos
22 novembro 2007
21 novembro 2007
20 novembro 2007
o blogger é tonto
19 novembro 2007
16 novembro 2007
sempre gostava que me dissessem donde vem a mania de que os portugueses é que são preguiçosos e parvos e fazem tudo ao contrário
como o apartamento está todo de pantanas falarei do apartamento de pantanas noutro dia foi impossível encontrar pensos rápidos e desinfectante e tal. aliás, desinfectante não iria encontrar por lá de qualquer maneira. depois de me convencer que metade do dedo não me iria cair, fui dormir.
de manhã lá encontrei um penso rápido algures, mas claro que quando desenrolei o lenço aquilo começou logo a esguichar sangue de novo. vá de cortar mais uma tira ao pano e enrolar à volta do dedo depois do penso - era preciso juntar aqueles dois bocados de carne zangada.
lembrei-me então que havia uma farmácia por ali perto, e pensei em passar por lá antes de ir para a faculdade. dez minutos depois dum passeio suicida pelas estradas e passeios gelados de karlstad tenho de começar a pensar em arranjar umas daquelas tiras com espigões que os velhotes usam cá à volta dos pés lá cheguei à apotek*. adivinhem lá a que horas abre. às 9h30! e é das que abre mais cedo. e claro que às 18h fecham todas. parece que os suecos não adoecem depois do horário de expediente, nem ao fim-de-semana. será que também é assim com os hospitais? (aqui em karlstad há duas que fecham às 20h aos dias de semana, o mais tarde que se encontra alguma aberta. e há outras duas que também estão abertas durante o fim-de-semana, mas só até às 16h. por mais incrível que pareça, nenhuma dessas é a do hospital! não há farmácias de serviço para emergências)
bom, claro que não esperei - o que fez com que andasse a correr duma rua para a outra a perder autocarros. quando cheguei à faculdade, contaram-me da farmácia nas traseiras e fui até lá. depois de chorar as minhas mágoas à farmacêutica e de lhe deixar couro e cabelo por um frasquinho de seiláoquê, fui corrida até ao centro de enfermagem: ai, não me mostre isso, que horror! não, não, tem de mostrar à enfermeira. olhe lá se lhe cai o dedo aqui no meio da farmácia, que nojo!
é claro que a enfermeira olhou de soslaio para o meu arranhão, desinfectou aquilo, pôs um penso (penso e desinfectante que eu tinha comprado na farmácia e que ela me informou gentilmente serem praí 45 níveis acima do que eu precisava - em qualidade e em preço) e deve estar agora em mais uma das intermináveis pausas para café suecas a contar aos colegas que atendeu uma portuguesa aos guinchinhos por causa dum arranhãozito de nada.
quando comecei a escrever isto, tinha uma conclusão brilhante que fazia a ligação com o título. já não me lembro. deve ser do sangue todo que perdi na outra noite.
*isto da apotek é lindo. podem esquecer a livre concorrência por estes lados, pertence tudo ao mesmo. não há cá a farmácia do doutor jaquim ou da família raicoparta. para além de terem todas mais aspecto de perfumaria do que de farmácia...
15 novembro 2007
da vida secreta dos bonecos

«Here is my take on the Snow White Tale: Why any man in his right mind, upon finding a coffin with a miraculously well preserved corpse of a beautiful female inside, in a dark wooded area, would be so enchanted by it that he just has to kiss it? It’s rather disturbing if you think about it. There is only one logical explanation to this situation.
He is a Necrophiliac.
There are strong elements of violence present in the vast majority of original fairy tales. It intrigues me to look at a fairy tale from a different perspective and create a visual narrative interpreting the romanticized fable with the emphasis on its dark undertones.»
13 novembro 2007
o período dum pêndulo é aproximadamente igual à raiz quadrada do seu comprimento multiplicada por uma constante. porque é que alguém acha isto estranho?
09 novembro 2007
06 novembro 2007
05 novembro 2007
31 outubro 2007
lumière & cie
25 outubro 2007
poema pial
Deve metê-las dentro das pias.
Pia número UM
Para quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.
Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.
Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.
Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis
Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.
Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!
24 outubro 2007
19 outubro 2007
bloguecoisa
lembrei-me agora dessa gente que usa rss feeds e coisas que tais como eu. será que as mil versões dum texto aparecem por lá? ou só a primeira? ou só a última? ou uma qualquer que desgraçadamente foi apanhada desprevenida num instante milagre deste mundo bloguecoiso?
divirto-me a pensar na fiada de mensagens iguais, com uma vírgula a mais ou a menos, frase chegada à direita ou chegada à esquerda, palavra no início ou no fim, sentido completo/incompleto/absurdo/destruído, desenrolando-se insistentemente numa qualquer lista de mensagens. tenho vontade de adicionar o meu url a uma destas coisas só para ver como fica...
mas é tão melhor imaginar.








