01 junho 2008

correcções

na barra ao lado o termómetro marca 26 ºC em karlstad.
é mentira. o termómetro da varanda diz que estão 30 ºC.


. breaking news: nothing is still happening . there is no news today . nothing happened . zip diddley squat nada zilch nought not a bean . nothing breaks out all over the world . there is no war . there are no terrorist attacks . there are no funny stories . nobody died . united states has not invaded any countries . things are pretty much as they were yesterday . nothing is happening .

crónicas dos pequenos delitos

«As pernas, altas e grossas, estão presas numas jeans de feira que lhe apertam a parte de baixo das ancas e lhe fazem transbordar a carne em excesso, que sai, aliviada, por cima do cinto dourado de plástico.»

20 maio 2008

quem me ajuda?

num ataque inesperado de iutubismo, certamente relacionado com a pilha de papéis que me vem seguindo os passos neste últimos tempos gritando por mim (como se traduz glooms?), e em preparação dum afixe-maravilha acerca da eurovisão - sim, viver fora de portugal faz estas coisas às pessoas -, encontrei o carlospaiãopódearrozcinderela a cantar. aqui:



alguém me pode dizer se aquela moça de amarelo no coro é a ana bola? nem sei se vou conseguir dormir bem à conta disto... se calhar aproveito e ataco as tais glooming folhas. ahaha! deliro.

18 maio 2008

exercício de indiscrição

doem-me as palavras que carrego comigo; é tão mais fácil deixar que outros as carreguem. são mais escuras, densas, pesadas, as minhas. as dos outros têm a leveza dum dia de sol semeado de gargalhadas. quais escolher?


a limpidez e o arrepio da água, quer seja chuva, rio ou mar. o cinzento-prata do luar ou dos dias tristes. a música duma gargalhada que se solta de repente ou da canção perfeita em que se tropeça sem saber. o vento que nos beija a pele num dia quente de verão ou que nela descobre gretas escorrendo sangue. o sorriso que a saudade abre nos lábios de quem recorda ou que surge inteiro e sem medida no instante do abraço. o amor que se atropela na vontade de ser simples.

perguntaram-me: se te dividisses em 6 palavras e 1 imagem, quais seriam? hoje seriam estas.

pergunto de volta a 5: branco sujo, o cicio de salomé, nice day inside the closet, diário de bordo, gezellig.

17 maio 2008

da publicidade sueca


not suitable for all audiences
viewer discretion is advised


13 maio 2008

11 maio 2008

alterações na barra mesmo aqui ao lado

estou a ver se expulso o pó dos tempos agitados da barra do blogue, mas não prometo que consiga. no caso dos blogues, não é o pó que a agitação não deixa assentar, são as palavras. por serem as palavras o mais importante, comecei pelas minhas leituras.

o molecular thermodynamics desapareceu porque, passados uns longos meses, terminei a minha primeira cadeira a sério do plano de estudos! (houve outra, de pesquisa na biblioteca da universidade, mas essa nunca contou para muito - a irina que me perdoe.) comecei há umas semanas - e espero estar quase a terminar - física das superfícies. nem é preciso acrescentar nada ao nome, a tristeza não desaparece. quando acabar esta faço uma grande festa... (suspiro)

entre o shortcuts do raymond carver e estas collected stories da amy hempel já passaram alguns livros pela minha mesa de cabeceira. o melhor de todos mencionei algures aí mais abaixo: on chesil beach, de ian mcewan (vão já procurá-lo na livraria/biblioteca mais próxima!).

qualquer dia, quando o tempo e a paciência me encontrarem, hei-de falar um pouquinho de cada um. agora, tenho de ir raspar as batatas do fundo do tacho. o blogger fez com que, pela primeira vez, conseguisse queimar batatas enquanto as cozia. incrível, não?

na suécia faz frio e neva muito - parte dois

mas, por vezes, faz calor. e é preciso comprar sandálias lindas para não fazer sofrer os pés. sacrifícios.


na suécia faz frio e neva muito






mas, por vezes, faz calor. e dá para apanhar banhos de sol na varanda do prédio; de biquini para escandalizar os vizinhos pensionistas. 25ºC

09 maio 2008

hoje cheguei embalada pelo sol.

roubei a imagem daqui. como de costume.

06 maio 2008

coisas a dizer

tenho a dizer que hoje cheguei à faculdade faltavam 5 minutos para as sete. tenho a dizer que só à porta me lembrei que tinha deixado o cartão (antes das 8h é preciso um cartão magnético e um código para entrar) no gabinete. e que por isso fui a correr atrás dumas pessoas que tinham saído comigo do autocarro e iam para outro edifício. foi a segunda corrida da manhã - o autocarro chegou dois minutos cedo demais e eu ia deixando um pulmão para trás na ânsia de o apanhar. o autocarro, não o pulmão. tenho a dizer que o edifício onde as tais pessoas entraram fica no cu-de-judas e que, mesmo com sono e a morrer da corrida, não me enganei no labirinto que é o caminho por pontes de vidros com recortes de andorinhas de plástico colados e esquinas e portas (umas trancadas, a pedir o tal cartão com código que ficou no gabinete ontem à noite, de que foi preciso esquivar-me) até ao meu edifício. não sei o que é que isto quer dizer, mas alguma coisa há-de significar.


tenho a dizer que talvez seja melhor parar com isto do blogger e pôr-me a trabalhar. mas antes de ir tenho mais duas coisas a dizer: 1. está tempo de dor de cabeça, aquele céu cinzentobaçoluminoso que nos obriga a semicerrar os olhos; 2. às 5h20 já o dia se levantou.


acrescento: o blogger não me quer aceitar uma linha de intervalo entre os parágrafos, raiospartamisto. o firefox deixou de funcionar no meu computador e tenho de usar o ie. isto acrescenta à minha dor de cabeça (só de olhar para o ie não vos faz doer a cabeça? esta merda apresenta tudo desfocado e esquisitóide...). também reparei que a minha barra fica toda desformatada aqui. não quero saber. vou trabalhar. beijinhos, sim?

segundo acrescento: a linha de intervalo já está. ha!

25 abril 2008

20 abril 2008

não é para meter inveja a ninguém

na sexta-feira comprei uma mesa de campismo horrível por 14 euros - que a minha colega de apartamento não vai querer porque não combina com as cadeiras (paneleirices).

hoje estive a resolver os meus exercícios de sueco na varanda. ao sol. de t-shirt. também almocei na varanda. ao sol. de t-shirt. acho que já estou com uma corzinha*.

* ahaha! delírio momentâneo.
deve ter sido do sol que apanhei na cabeça.

10 abril 2008

em modo iutúbaro*

poucas horas de sono misturadas com 4 horas de trabalho que esperam por mim, implacáveis, espalhadas pelo quarto resultam nisto:




movin to the country gonna eat a lot of peaches
im movin to the country im gonna eat me a lot of peaches
im movin to the country im gonna eat a lot of peaches
movin to the country im gonna eat a lot of peaches
peaches come from a can they were put there by a man
in a factory downtown
if i had my little way id eat peaches everyday
sun soakin bulges in the shade chegam-me estas coisas assim de repente à cabeça abraçadas a cálculos de reflexões e refracções e difracções e outras merdas que as ondas fazem e que vou ter de ensinar amanhã


movin to the country im gonna eat a lot of peaches
movin to the country im gonna eat a lot of peaches
im movin to the country gonna eat a lot of peaches
movin to the country gonna eat a lot of peaches

i took a little nap where the roots all twist
squished a rotten peach in my fist
and dreamed about you woman
i poked my finger down inside makin a little room for a ant to hide
natures candy in my hand or can or a pie

millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free

look out

millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free


look out



ah!, já agora mais uma para recordar



* palavra lindíssima roubada à descarada ao menino da cerveja.

08 abril 2008

ataque lusitano à escandinávia *


moonspell no festival de arvika - 3 a 5 jul 08





buraka som sistema no way out west em gotemburgo - 8 e 9 ago 08



* credo! parece título de jornal desportivo...

porque é que a pré-visualização do blogger não tem nada a ver com o que é publicado? serve para quê, então?!

foi só um desabafo.

açorda







não sei se é por estar longe, mas a substituição dos coentros por tomilho* não estragou tanto a açorda quanto receava. deve ter sido a fome a misturar-se com a saudade.



* foi por necessidade.
e nem descrevo o choque que foi encontrar as últimas folhinhas de coentros apodrecidas no congelador...
já agora esclareço:
por cá também se consegue encontrar coentros
(poejo não sei, ainda nem consegui descobrir a palavra em sueco).
quatro caules raquíticos em vasinhos ridículos quase 2 euros.
e ainda está demasiado frio para pôr uns vasos na varanda.

02 abril 2008

eu devia era estar mergulhada em ondas para sexta... *


vampire weekend



jack peñate



devotchka


* isto é só para que me pese a consciência,
não se esforcem muito por entender.

da ciência e da irracionalidade dos deuses

«in all respects science is logically incompatible with the belief in a nonmaterial intelligent entity that controls the universe and is called god, yet many scientists (...) have such a religious belief.

i can think of only three resolutions of this paradox.

the scientist’s god either is not an intelligent entity or has no control over the universe.

the second is to accept the concept of science as defined here with a part of one’s mind and that of god with another, with an impermeable barrier between the two parts.

the third is either not to be a scientist or not to believe in god (...).

the funny thing about these solutions is that they all work! the troublemakers are the zealots*, i.e. the proponents of intelligent design on the one hand, and the russian communists’ idiotic attempt to prohibit religion on the other.»

daqui [pdf; 140 kb]





* drumbeaters, fanbois, fanatical partisans, blablablas.