18 junho 2008
15 junho 2008
salta-me a veia autoritária e tenho vontade de pegar no país por uma orelha (que a polícia sueca não me oiça ou ainda vou presa) e pô-lo de castigo
«Durante três dias, as estradas, em alguns pontos nevrálgicos do país, foram controlada por façanhudos que impediram a circulação de mercadorias. A polícia do Estado assistiu com benevolência. Habituada a dar porrada em trabalhadores fabris e estudantes faltava-lhe o cacete adequado e não actuou, nem seguramente recebeu ordens para tal. Agressões, atropelamentos mortais, destruição de bens, incêndios, foram consentidos com placidez. Enquanto os jagunços ocupavam a rua, o governo negociava com os representantes engravatados do sector. E repunha-lhes os lucros à custa dos restantes cidadãos, mais preocupados em encher os depósitos de carros e discutir o contrato de Scolari com o Chelsea.
Em plena crise a Galp aumentou o preço dos combustíveis. Mas não se ouviu nenhum grito de revolta, nem foi conhecida nenhuma acção responsável dirigida contra os distribuidores ou os produtores de petróleo.
A paralisação foi decidida, executada e dirigida por pequenos e médios patrões, com organização rudimentar. Os aparelhos sindicais clássicos que tinham mobilizado 200.000 pessoas na semana anterior assistiram, como o resto do país, ao espectáculo. Dos aparelhos sindicais neo-clássicos ninguém espera verdadeiramente nada.
Os partidos parlamentares estiveram a comemorar o dia não-se-sabe bem de quê. Os partidos de esquerda parlamentar fizeram declarações pavlovianas sobre a gaffe pavloviana do Presidente. A líder da oposição, economista de obra conhecida, esteve calada.
Os teóricos da alterglobalização fizeram ponte.
O Dr. Vital Moreira escreveu um artigo em louvor da economia de mercado regulada pelo Eng.ºSócrates e o dr. Loureiro fez um negócio milionário com peixe congelado no fim do prazo de validade.
Quando se esperava que os partidos explicassem aos eleitores a crise que encena os próximos episódios da civilização baseada no mercado, no individualismo e nos combustíveis fósseis, e apresentassem medidas para a dominar, houve futebol, história fedorenta, medalhas de metal sem valor em peitos sempre feitos e outros mais ingénuos.
Os jovens não acreditam na crise. Os jovens têm uma religião que tem como pilares os supermercados cheios de comida, o depósito de gasolina e os concertos de cerveja. A crise de Junho foi vivida como uma interrupção da festa, uma ressaca antes dos festivais de Verão.
Os mais velhos são jovens retardados. Como se vê nas reportagens do Europeu, os mais velhos olham para o lado antes de gritar, para ver como gritam os mais novos.
Os mais velhos dos mais velhos querem é que os deixem.
Os mais novos dos mais novos vão ser entregues aos pais biológicos.
Eu sei de um sítio com uma horta, água limpa, um falcão peneireiro nos céus. Não tenho é gasolina para lá chegar.»
copiado daqui
01 junho 2008
inventa-se tanta coisa para fazer quando o tempo é curto
What philosophy do you follow? (v1.03)
created with QuizFarm.com
You scored as Existentialism.
Your life is guided by the concept of Existentialism: You choose the meaning and purpose of your life.
“Man is condemned to be free; because once thrown into the world, he is responsible for everything he does.”
“It is up to you to give [life] a meaning.”
“It is up to you to give [life] a meaning.”
Jean-Paul Sartre
“It is man's natural sickness to believe that he possesses the Truth.”
Blaise Pascal
Existentialism | 80% | ||
Hedonism | 70% | ||
Utilitarianism | 70% | ||
Kantianism | 40% | ||
Justice (Fairness) | 40% | ||
Apathy | 35% | ||
Strong Egoism | 25% | ||
Nihilism | 25% | ||
Divine Command | 0% |
correcções
na barra ao lado o termómetro marca 26 ºC em karlstad.
é mentira. o termómetro da varanda diz que estão 30 ºC.
é mentira. o termómetro da varanda diz que estão 30 ºC.
. breaking news: nothing is still happening . there is no news today . nothing happened . zip diddley squat nada zilch nought not a bean . nothing breaks out all over the world . there is no war . there are no terrorist attacks . there are no funny stories . nobody died . united states has not invaded any countries . things are pretty much as they were yesterday . nothing is happening .
crónicas dos pequenos delitos
«As pernas, altas e grossas, estão presas numas jeans de feira que lhe apertam a parte de baixo das ancas e lhe fazem transbordar a carne em excesso, que sai, aliviada, por cima do cinto dourado de plástico.»
20 maio 2008
quem me ajuda?
num ataque inesperado de iutubismo, certamente relacionado com a pilha de papéis que me vem seguindo os passos neste últimos tempos gritando por mim (como se traduz glooms?), e em preparação dum afixe-maravilha acerca da eurovisão - sim, viver fora de portugal faz estas coisas às pessoas -, encontrei o carlospaiãopódearrozcinderela a cantar. aqui:
alguém me pode dizer se aquela moça de amarelo no coro é a ana bola? nem sei se vou conseguir dormir bem à conta disto... se calhar aproveito e ataco as tais glooming folhas. ahaha! deliro.
18 maio 2008
exercício de indiscrição
doem-me as palavras que carrego comigo; é tão mais fácil deixar que outros as carreguem. são mais escuras, densas, pesadas, as minhas. as dos outros têm a leveza dum dia de sol semeado de gargalhadas. quais escolher?
a limpidez e o arrepio da água, quer seja chuva, rio ou mar. o cinzento-prata do luar ou dos dias tristes. a música duma gargalhada que se solta de repente ou da canção perfeita em que se tropeça sem saber. o vento que nos beija a pele num dia quente de verão ou que nela descobre gretas escorrendo sangue. o sorriso que a saudade abre nos lábios de quem recorda ou que surge inteiro e sem medida no instante do abraço. o amor que se atropela na vontade de ser simples.
perguntaram-me: se te dividisses em 6 palavras e 1 imagem, quais seriam? hoje seriam estas.
pergunto de volta a 5: branco sujo, o cicio de salomé, nice day inside the closet, diário de bordo, gezellig.
a limpidez e o arrepio da água, quer seja chuva, rio ou mar. o cinzento-prata do luar ou dos dias tristes. a música duma gargalhada que se solta de repente ou da canção perfeita em que se tropeça sem saber. o vento que nos beija a pele num dia quente de verão ou que nela descobre gretas escorrendo sangue. o sorriso que a saudade abre nos lábios de quem recorda ou que surge inteiro e sem medida no instante do abraço. o amor que se atropela na vontade de ser simples.
perguntaram-me: se te dividisses em 6 palavras e 1 imagem, quais seriam? hoje seriam estas.
pergunto de volta a 5: branco sujo, o cicio de salomé, nice day inside the closet, diário de bordo, gezellig.
17 maio 2008
13 maio 2008
11 maio 2008
alterações na barra mesmo aqui ao lado
estou a ver se expulso o pó dos tempos agitados da barra do blogue, mas não prometo que consiga. no caso dos blogues, não é o pó que a agitação não deixa assentar, são as palavras. por serem as palavras o mais importante, comecei pelas minhas leituras.
o molecular thermodynamics desapareceu porque, passados uns longos meses, terminei a minha primeira cadeira a sério do plano de estudos! (houve outra, de pesquisa na biblioteca da universidade, mas essa nunca contou para muito - a irina que me perdoe.) comecei há umas semanas - e espero estar quase a terminar - física das superfícies. nem é preciso acrescentar nada ao nome, a tristeza não desaparece. quando acabar esta faço uma grande festa... (suspiro)
entre o shortcuts do raymond carver e estas collected stories da amy hempel já passaram alguns livros pela minha mesa de cabeceira. o melhor de todos mencionei algures aí mais abaixo: on chesil beach, de ian mcewan (vão já procurá-lo na livraria/biblioteca mais próxima!).
qualquer dia, quando o tempo e a paciência me encontrarem, hei-de falar um pouquinho de cada um. agora, tenho de ir raspar as batatas do fundo do tacho. o blogger fez com que, pela primeira vez, conseguisse queimar batatas enquanto as cozia. incrível, não?
qualquer dia, quando o tempo e a paciência me encontrarem, hei-de falar um pouquinho de cada um. agora, tenho de ir raspar as batatas do fundo do tacho. o blogger fez com que, pela primeira vez, conseguisse queimar batatas enquanto as cozia. incrível, não?
na suécia faz frio e neva muito - parte dois
mas, por vezes, faz calor. e é preciso comprar sandálias lindas para não fazer sofrer os pés. sacrifícios.
na suécia faz frio e neva muito
mas, por vezes, faz calor. e dá para apanhar banhos de sol na varanda do prédio; de biquini para escandalizar os vizinhos pensionistas. 25ºC
06 maio 2008
coisas a dizer
tenho a dizer que hoje cheguei à faculdade faltavam 5 minutos para as sete. tenho a dizer que só à porta me lembrei que tinha deixado o cartão (antes das 8h é preciso um cartão magnético e um código para entrar) no gabinete. e que por isso fui a correr atrás dumas pessoas que tinham saído comigo do autocarro e iam para outro edifício. foi a segunda corrida da manhã - o autocarro chegou dois minutos cedo demais e eu ia deixando um pulmão para trás na ânsia de o apanhar. o autocarro, não o pulmão. tenho a dizer que o edifício onde as tais pessoas entraram fica no cu-de-judas e que, mesmo com sono e a morrer da corrida, não me enganei no labirinto que é o caminho por pontes de vidros com recortes de andorinhas de plástico colados e esquinas e portas (umas trancadas, a pedir o tal cartão com código que ficou no gabinete ontem à noite, de que foi preciso esquivar-me) até ao meu edifício. não sei o que é que isto quer dizer, mas alguma coisa há-de significar.
tenho a dizer que talvez seja melhor parar com isto do blogger e pôr-me a trabalhar. mas antes de ir tenho mais duas coisas a dizer: 1. está tempo de dor de cabeça, aquele céu cinzentobaçoluminoso que nos obriga a semicerrar os olhos; 2. às 5h20 já o dia se levantou.
acrescento: o blogger não me quer aceitar uma linha de intervalo entre os parágrafos, raiospartamisto. o firefox deixou de funcionar no meu computador e tenho de usar o ie. isto acrescenta à minha dor de cabeça (só de olhar para o ie não vos faz doer a cabeça? esta merda apresenta tudo desfocado e esquisitóide...). também reparei que a minha barra fica toda desformatada aqui. não quero saber. vou trabalhar. beijinhos, sim?
segundo acrescento: a linha de intervalo já está. ha!
25 abril 2008
20 abril 2008
não é para meter inveja a ninguém
na sexta-feira comprei uma mesa de campismo horrível por 14 euros - que a minha colega de apartamento não vai querer porque não combina com as cadeiras (paneleirices).
hoje estive a resolver os meus exercícios de sueco na varanda. ao sol. de t-shirt. também almocei na varanda. ao sol. de t-shirt. acho que já estou com uma corzinha*.
* ahaha! delírio momentâneo.
deve ter sido do sol que apanhei na cabeça.
deve ter sido do sol que apanhei na cabeça.
10 abril 2008
em modo iutúbaro*
poucas horas de sono misturadas com 4 horas de trabalho que esperam por mim, implacáveis, espalhadas pelo quarto resultam nisto:
movin to the country gonna eat a lot of peaches
im movin to the country im gonna eat me a lot of peaches
im movin to the country im gonna eat a lot of peaches
movin to the country im gonna eat a lot of peaches
peaches come from a can they were put there by a man
in a factory downtown
if i had my little way id eat peaches everyday
sun soakin bulges in the shade chegam-me estas coisas assim de repente à cabeça abraçadas a cálculos de reflexões e refracções e difracções e outras merdas que as ondas fazem e que vou ter de ensinar amanhã
movin to the country im gonna eat a lot of peaches
movin to the country im gonna eat a lot of peaches
im movin to the country gonna eat a lot of peaches
movin to the country gonna eat a lot of peaches
i took a little nap where the roots all twist
squished a rotten peach in my fist
and dreamed about you woman
i poked my finger down inside makin a little room for a ant to hide
natures candy in my hand or can or a pie
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
look out
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
look out
08 abril 2008
ataque lusitano à escandinávia *
moonspell no festival de arvika - 3 a 5 jul 08
buraka som sistema no way out west em gotemburgo - 8 e 9 ago 08
* credo! parece título de jornal desportivo...
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