vou estar em lisboa nos primeiros dias disto!
01 setembro 2008
29 agosto 2008
isto de se viver quase no pólo norte...
acabei de receber uma newsletter da tap a aliciar-me para experimentar um verão diferente, com sugestões de destinos. reacção imediata: isto anda mesmo atrasado. há que tempos que o verão acabou!
que triste que fiquei quando me apercebi que SÓ AQUI é que o verão já acabou...
21 agosto 2008
da choraminguice olímpica e outras tretas do género
recambiada para o topo do mundo - onde sobram árvores, lagos e escuridão -, tendo a deixar-me ir e confiar que qualquer grande mudança pela qual eventualmente o mundo passe acabará por me encontrar mais cedo ou mais tarde. meses de clausura seguidos por consumo frenético de jornais, revistas e demais parvoíces do género confirmaram-me já há algum tempo aquilo de que suspeitava: a maior parte do que se perde é barulho que não interessa a ninguém.
embora não faça grande esforço por me manter actualizada, isto não significa que faça o esforço contrário e feche os sentidos ao mundo. vou passando os olhos pelas gordas nos sítios de alguns jornais, pratico um pouquinho de sueco nos diários que se distribuem por karlstad e que acabam por decorar os assentos do autocarro (durante algum tempo ainda tentei o telejornal, mas depressa percebi que a seguir ao segundo cabecear já não estava a aproveitar nada e mais valia poupar o pescoço e ir para a cama), leio com mais ou menos atenção alguns blogues que aceitam espionagem do bicho rss.
nestes últimos deparo-me por vezes com uma convergência de interesses que alguns certamente considerariam cósmica (constou-me que aquela aldrabice d'o segredo também varreu terras lusas) e que eu prefiro atribuir à magia internética*. ultimamente o prato do dia tem sido a particupação portuguesa nos jogos olímpicos. ficaria encantada se toda esta discussão se tivesse gerado em relação ao país anfitrião, mas não. o grande problema não é a violação dos direitos humanos de milhões de pessoas em terras mais a leste, nem sequer a barracada da cerimónia de abertura e o que ela poderá indicar. o grande problema são as desculpas dos atletas portugueses quando não alcançam as medalhas que os grandes atletas de sofá já viam no horizonte - os mesmos atletas de sofá que já haviam de certo afiado a língua e treinado ao espelho aquele toma! de punho fechado a atingir com firmeza a palma da mão aberta ou mesmo, se as mais secretas esperanças (quase certezas) se confirmassem, um valente manguito a tudo e todos. ah!, afinal somos grandes.
goradas as expectativas, viram-se todos para os malvados dos atletas. aqueles mesmos que momentos após verem escapar-se em segundos as razões para dezenas de horas de treinos semanais, vidas sociais arruinadas, relatórios médicos medonhos antecipando velhice dolorosa e outras delícias do género, não conseguem esconder a desorientação e arranjar uma desculpa que seja de jeito. sim, porque uma desculpa todos querem. querem é que seja de jeito.
esgotadas as acusações aos atletas, apenas resta lamentar a triste sina, e mergulhar sem pudor no choradinho do país miserável em que vivemos! que nem nos jogos olímpicos. que ninguém vale um chavo. que até os atletas se esquivam. que só neste país. que grande par de estalos.
há poucas coisas que me arrancam reacção mais forte do que a moda d'o meu país é o pior de todos. é tão irracional quanto a d'o meu país é o melhor de todos, e creio que talvez ainda mais perigosa porque apela à inércia e ao cruzar de braços que o senhor do manguito tão bem caracteriza(va).
que se desenganem todos: os nossos atletas não são mais (ou menos?) do que os outros, nem sequer nas desculpas. o choradinho não é moda exclusiva portuga; não detemos patente. para chatear, vai aqui mais abaixo um recorte do metro sueco, correio dos leitores, de hoje:
tradução (muito) caseira:
atletas de topo escudam-se de responsabilidades na tv
inocentes. nós os suecos somos os mais inocentes/sem culpa/inimputáveis do mundo. se alguém não ganha nos jogos olímpicos a culpa é de outra coisa qualquer, seja lesões, doenças, os outros atletas ou os juízes. se choramos a culpa é dos meios de comunicação. os atletas têm sempre milhares de desculpas, como se vê na tv. admitir responsabilidade e reconhecer a fraca prestação e a superioridade dos vencedores não é cá com os suecos.
* esta da magia é engraçada,
mas fica para depois se me lembrar.
mas fica para depois se me lembrar.
20 agosto 2008
the grand challenges for engineering
«the century ahead poses challenges as formidable as any from millennia past. (...) in pursuing the century's great challenges, engineers must frame their work with the ultimate goal of universal accessibility in mind. (...) Through the engineering accomplishments of the past, the world has become smaller, more inclusive, and more connected. The challenges facing engineering today are not those of isolated locales, but of the planet as a whole and all the planet’s people. Meeting all those challenges must make the world not only a more technologically advanced and connected place, but also a more sustainable, safe, healthy, and joyous — in other words, better — place.»
. make solar energy economical (espreitem o que foi escrito aqui e aqui por palmira silva acerca da energia solar. ainda se ouve pouco acerca de alternativas plásticas, mas espero que esse silêncio se vá dissolvendo);
. provide access to clean water;
. restore and improve urban infrastructure;
. advance health informatics;
. engineer better medicines;
. reverse-engineer the brain;
. prevent nuclear terror;
. secure cyberspace;
. enhance virtual reality;
. advance personalized learning;
. engineer the tools of scientific discovery.
17 agosto 2008
afixe de mensagens curtas
jota: obrigada pela correcção. não me perdoo, verifiquei o nome duas vezes. aqui vai, com figas para ver se não me engano de novo: banksy.
sr. headache: obrigada! que boas que são estas sementes de boa disposição nas caixas de comentários.
claudjinha, meu amor: estou cheiinha de saudades tuas.
menino do futebol: parece sim, que em karlstad é mais fácil. é o que dá ser tudo gente de agenda internacional. em outubro não escapas, rapto-te do lab e pronto. fica é a faltar um santini com a menina, mas podemos trocar por um mui snobe chá das cinco.
restelo: o único local inóspito neste momento sou eu. aproveito e confesso-me: fico roidinha por dentro quando começas a falar dos teus planos para os fins-de-semana.
luís: outra semente de sorrisos. continuo em estado de perplexidade por saberes o meu nome.
não percebo porquê
mas jogos olímpicos na televisão despertam-me a gula por pecados de boca. esgotei as minhas reservas de gomas, bolachas, chocolate e porcarias de pacote neste fim-de-semana. tenho de começar a treinar o palato para pecados com mais requinte...
15 agosto 2008
29 julho 2008
20 junho 2008
18 junho 2008
15 junho 2008
salta-me a veia autoritária e tenho vontade de pegar no país por uma orelha (que a polícia sueca não me oiça ou ainda vou presa) e pô-lo de castigo
«Durante três dias, as estradas, em alguns pontos nevrálgicos do país, foram controlada por façanhudos que impediram a circulação de mercadorias. A polícia do Estado assistiu com benevolência. Habituada a dar porrada em trabalhadores fabris e estudantes faltava-lhe o cacete adequado e não actuou, nem seguramente recebeu ordens para tal. Agressões, atropelamentos mortais, destruição de bens, incêndios, foram consentidos com placidez. Enquanto os jagunços ocupavam a rua, o governo negociava com os representantes engravatados do sector. E repunha-lhes os lucros à custa dos restantes cidadãos, mais preocupados em encher os depósitos de carros e discutir o contrato de Scolari com o Chelsea.
Em plena crise a Galp aumentou o preço dos combustíveis. Mas não se ouviu nenhum grito de revolta, nem foi conhecida nenhuma acção responsável dirigida contra os distribuidores ou os produtores de petróleo.
A paralisação foi decidida, executada e dirigida por pequenos e médios patrões, com organização rudimentar. Os aparelhos sindicais clássicos que tinham mobilizado 200.000 pessoas na semana anterior assistiram, como o resto do país, ao espectáculo. Dos aparelhos sindicais neo-clássicos ninguém espera verdadeiramente nada.
Os partidos parlamentares estiveram a comemorar o dia não-se-sabe bem de quê. Os partidos de esquerda parlamentar fizeram declarações pavlovianas sobre a gaffe pavloviana do Presidente. A líder da oposição, economista de obra conhecida, esteve calada.
Os teóricos da alterglobalização fizeram ponte.
O Dr. Vital Moreira escreveu um artigo em louvor da economia de mercado regulada pelo Eng.ºSócrates e o dr. Loureiro fez um negócio milionário com peixe congelado no fim do prazo de validade.
Quando se esperava que os partidos explicassem aos eleitores a crise que encena os próximos episódios da civilização baseada no mercado, no individualismo e nos combustíveis fósseis, e apresentassem medidas para a dominar, houve futebol, história fedorenta, medalhas de metal sem valor em peitos sempre feitos e outros mais ingénuos.
Os jovens não acreditam na crise. Os jovens têm uma religião que tem como pilares os supermercados cheios de comida, o depósito de gasolina e os concertos de cerveja. A crise de Junho foi vivida como uma interrupção da festa, uma ressaca antes dos festivais de Verão.
Os mais velhos são jovens retardados. Como se vê nas reportagens do Europeu, os mais velhos olham para o lado antes de gritar, para ver como gritam os mais novos.
Os mais velhos dos mais velhos querem é que os deixem.
Os mais novos dos mais novos vão ser entregues aos pais biológicos.
Eu sei de um sítio com uma horta, água limpa, um falcão peneireiro nos céus. Não tenho é gasolina para lá chegar.»
copiado daqui
01 junho 2008
inventa-se tanta coisa para fazer quando o tempo é curto
What philosophy do you follow? (v1.03)
created with QuizFarm.com
You scored as Existentialism.
Your life is guided by the concept of Existentialism: You choose the meaning and purpose of your life.
“Man is condemned to be free; because once thrown into the world, he is responsible for everything he does.”
“It is up to you to give [life] a meaning.”
“It is up to you to give [life] a meaning.”
Jean-Paul Sartre
“It is man's natural sickness to believe that he possesses the Truth.”
Blaise Pascal
Existentialism | 80% | ||
Hedonism | 70% | ||
Utilitarianism | 70% | ||
Kantianism | 40% | ||
Justice (Fairness) | 40% | ||
Apathy | 35% | ||
Strong Egoism | 25% | ||
Nihilism | 25% | ||
Divine Command | 0% |
correcções
na barra ao lado o termómetro marca 26 ºC em karlstad.
é mentira. o termómetro da varanda diz que estão 30 ºC.
é mentira. o termómetro da varanda diz que estão 30 ºC.
. breaking news: nothing is still happening . there is no news today . nothing happened . zip diddley squat nada zilch nought not a bean . nothing breaks out all over the world . there is no war . there are no terrorist attacks . there are no funny stories . nobody died . united states has not invaded any countries . things are pretty much as they were yesterday . nothing is happening .
crónicas dos pequenos delitos
«As pernas, altas e grossas, estão presas numas jeans de feira que lhe apertam a parte de baixo das ancas e lhe fazem transbordar a carne em excesso, que sai, aliviada, por cima do cinto dourado de plástico.»
20 maio 2008
quem me ajuda?
num ataque inesperado de iutubismo, certamente relacionado com a pilha de papéis que me vem seguindo os passos neste últimos tempos gritando por mim (como se traduz glooms?), e em preparação dum afixe-maravilha acerca da eurovisão - sim, viver fora de portugal faz estas coisas às pessoas -, encontrei o carlospaiãopódearrozcinderela a cantar. aqui:
alguém me pode dizer se aquela moça de amarelo no coro é a ana bola? nem sei se vou conseguir dormir bem à conta disto... se calhar aproveito e ataco as tais glooming folhas. ahaha! deliro.
18 maio 2008
exercício de indiscrição
doem-me as palavras que carrego comigo; é tão mais fácil deixar que outros as carreguem. são mais escuras, densas, pesadas, as minhas. as dos outros têm a leveza dum dia de sol semeado de gargalhadas. quais escolher?
a limpidez e o arrepio da água, quer seja chuva, rio ou mar. o cinzento-prata do luar ou dos dias tristes. a música duma gargalhada que se solta de repente ou da canção perfeita em que se tropeça sem saber. o vento que nos beija a pele num dia quente de verão ou que nela descobre gretas escorrendo sangue. o sorriso que a saudade abre nos lábios de quem recorda ou que surge inteiro e sem medida no instante do abraço. o amor que se atropela na vontade de ser simples.
perguntaram-me: se te dividisses em 6 palavras e 1 imagem, quais seriam? hoje seriam estas.
pergunto de volta a 5: branco sujo, o cicio de salomé, nice day inside the closet, diário de bordo, gezellig.
a limpidez e o arrepio da água, quer seja chuva, rio ou mar. o cinzento-prata do luar ou dos dias tristes. a música duma gargalhada que se solta de repente ou da canção perfeita em que se tropeça sem saber. o vento que nos beija a pele num dia quente de verão ou que nela descobre gretas escorrendo sangue. o sorriso que a saudade abre nos lábios de quem recorda ou que surge inteiro e sem medida no instante do abraço. o amor que se atropela na vontade de ser simples.
perguntaram-me: se te dividisses em 6 palavras e 1 imagem, quais seriam? hoje seriam estas.
pergunto de volta a 5: branco sujo, o cicio de salomé, nice day inside the closet, diário de bordo, gezellig.
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