29 agosto 2008

isto de se viver quase no pólo norte...

acabei de receber uma newsletter da tap a aliciar-me para experimentar um verão diferente, com sugestões de destinos. reacção imediata: isto anda mesmo atrasado. há que tempos que o verão acabou!
     
que triste que fiquei quando me apercebi que SÓ AQUI é que o verão já acabou...

21 agosto 2008


(a quem se esteja a interrogar: sim, já sei do nélson évora e sim, fiquei contente.
muito contente, mas muitíssimo menos do que ele. de certezinha.)

da choraminguice olímpica e outras tretas do género

recambiada para o topo do mundo - onde sobram árvores, lagos e escuridão -, tendo a deixar-me ir e confiar que qualquer grande mudança pela qual eventualmente o mundo passe acabará por me encontrar mais cedo ou mais tarde. meses de clausura seguidos por consumo frenético de jornais, revistas e demais parvoíces do género confirmaram-me já há algum tempo aquilo de que suspeitava: a maior parte do que se perde é barulho que não interessa a ninguém.

embora não faça grande esforço por me manter actualizada, isto não significa que faça o esforço contrário e feche os sentidos ao mundo. vou passando os olhos pelas gordas nos sítios de alguns jornais, pratico um pouquinho de sueco nos diários que se distribuem por karlstad e que acabam por decorar os assentos do autocarro (durante algum tempo ainda tentei o telejornal, mas depressa percebi que a seguir ao segundo cabecear já não estava a aproveitar nada e mais valia poupar o pescoço e ir para a cama), leio com mais ou menos atenção alguns blogues que aceitam espionagem do bicho rss.

nestes últimos deparo-me por vezes com uma convergência de interesses que alguns certamente considerariam cósmica (constou-me que aquela aldrabice d'o segredo também varreu terras lusas) e que eu prefiro atribuir à magia internética*. ultimamente o prato do dia tem sido a particupação portuguesa nos jogos olímpicos. ficaria encantada se toda esta discussão se tivesse gerado em relação ao país anfitrião, mas não. o grande problema não é a violação dos direitos humanos de milhões de pessoas em terras mais a leste, nem sequer a barracada da cerimónia de abertura e o que ela poderá indicar. o grande problema são as desculpas dos atletas portugueses quando não alcançam as medalhas que os grandes atletas de sofá já viam no horizonte - os mesmos atletas de sofá que já haviam de certo afiado a língua e treinado ao espelho aquele toma! de punho fechado a atingir com firmeza a palma da mão aberta ou mesmo, se as mais secretas esperanças (quase certezas) se confirmassem, um valente manguito a tudo e todos. ah!, afinal somos grandes.

goradas as expectativas, viram-se todos para os malvados dos atletas. aqueles mesmos que momentos após verem escapar-se em segundos as razões para dezenas de horas de treinos semanais, vidas sociais arruinadas, relatórios médicos medonhos antecipando velhice dolorosa e outras delícias do género, não conseguem esconder a desorientação e arranjar uma desculpa que seja de jeito. sim, porque uma desculpa todos querem. querem é que seja de jeito.

esgotadas as acusações aos atletas, apenas resta lamentar a triste sina, e mergulhar sem pudor no choradinho do país miserável em que vivemos! que nem nos jogos olímpicos. que ninguém vale um chavo. que até os atletas se esquivam. que só neste país. que grande par de estalos.

há poucas coisas que me arrancam reacção mais forte do que a moda d'o meu país é o pior de todos. é tão irracional quanto a d'o meu país é o melhor de todos, e creio que talvez ainda mais perigosa porque apela à inércia e ao cruzar de braços que o senhor do manguito tão bem caracteriza(va).

que se desenganem todos: os nossos atletas não são mais (ou menos?) do que os outros, nem sequer nas desculpas. o choradinho não é moda exclusiva portuga; não detemos patente. para chatear, vai aqui mais abaixo um recorte do metro sueco, correio dos leitores, de hoje:



tradução (muito) caseira:

atletas de topo escudam-se de responsabilidades na tv

inocentes. nós os suecos somos os mais inocentes/sem culpa/inimputáveis do mundo. se alguém não ganha nos jogos olímpicos a culpa é de outra coisa qualquer, seja lesões, doenças, os outros atletas ou os juízes. se choramos a culpa é dos meios de comunicação. os atletas têm sempre milhares de desculpas, como se vê na tv. admitir responsabilidade e reconhecer a fraca prestação e a superioridade dos vencedores não é cá com os suecos.

* esta da magia é engraçada,
mas fica para depois se me lembrar.

20 agosto 2008

the grand challenges for engineering

«the century ahead poses challenges as formidable as any from millennia past. (...) in pursuing the century's great challenges, engineers must frame their work with the ultimate goal of universal accessibility in mind. (...) Through the engineering accomplishments of the past, the world has become smaller, more inclusive, and more connected. The challenges facing engineering today are not those of isolated locales, but of the planet as a whole and all the planet’s people. Meeting all those challenges must make the world not only a more technologically advanced and connected place, but also a more sustainable, safe, healthy, and joyous — in other words, better — place.»

. make solar energy economical (espreitem o que foi escrito aqui e aqui por palmira silva acerca da energia solar. ainda se ouve pouco acerca de alternativas plásticas, mas espero que esse silêncio se vá dissolvendo);


. manage the nitrogen cycle;

. p
rovide access to clean water;

. r
estore and improve urban infrastructure;

. a
dvance health informatics;

. e
ngineer better medicines;

. r
everse-engineer the brain;

. p
revent nuclear terror;

. s
ecure cyberspace;

. e
nhance virtual reality;

. a
dvance personalized learning;

. e
ngineer the tools of scientific discovery.

17 agosto 2008

amuse bouche


afixe de mensagens curtas


jota: obrigada pela correcção. não me perdoo, verifiquei o nome duas vezes. aqui vai, com figas para ver se não me engano de novo: banksy.

sr. headache: obrigada! que boas que são estas sementes de boa disposição nas caixas de comentários.

claudjinha, meu amor: estou cheiinha de saudades tuas.

menino do futebol: parece sim, que em karlstad é mais fácil. é o que dá ser tudo gente de agenda internacional. em outubro não escapas, rapto-te do lab e pronto. fica é a faltar um santini com a menina, mas podemos trocar por um mui snobe chá das cinco.

restelo: o único local inóspito neste momento sou eu. aproveito e confesso-me: fico roidinha por dentro quando começas a falar dos teus planos para os fins-de-semana.

luís: outra semente de sorrisos. continuo em estado de perplexidade por saberes o meu nome.

não percebo porquê

mas jogos olímpicos na televisão despertam-me a gula por pecados de boca. esgotei as minhas reservas de gomas, bolachas, chocolate e porcarias de pacote neste fim-de-semana. tenho de começar a treinar o palato para pecados com mais requinte...

15 agosto 2008

29 julho 2008

ainda não desapareci. secam-se-me as palavras nos dedos, vou desaparecendo sílaba a sí

15 junho 2008

salta-me a veia autoritária e tenho vontade de pegar no país por uma orelha (que a polícia sueca não me oiça ou ainda vou presa) e pô-lo de castigo



«Durante três dias, as estradas, em alguns pontos nevrálgicos do país, foram controlada por façanhudos que impediram a circulação de mercadorias. A polícia do Estado assistiu com benevolência. Habituada a dar porrada em trabalhadores fabris e estudantes faltava-lhe o cacete adequado e não actuou, nem seguramente recebeu ordens para tal. Agressões, atropelamentos mortais, destruição de bens, incêndios, foram consentidos com placidez. Enquanto os jagunços ocupavam a rua, o governo negociava com os representantes engravatados do sector. E repunha-lhes os lucros à custa dos restantes cidadãos, mais preocupados em encher os depósitos de carros e discutir o contrato de Scolari com o Chelsea.

Em plena crise a Galp aumentou o preço dos combustíveis. Mas não se ouviu nenhum grito de revolta, nem foi conhecida nenhuma acção responsável dirigida contra os distribuidores ou os produtores de petróleo.

A paralisação foi decidida, executada e dirigida por pequenos e médios patrões, com organização rudimentar. Os aparelhos sindicais clássicos que tinham mobilizado 200.000 pessoas na semana anterior assistiram, como o resto do país, ao espectáculo. Dos aparelhos sindicais neo-clássicos ninguém espera verdadeiramente nada.

Os partidos parlamentares estiveram a comemorar o dia não-se-sabe bem de quê. Os partidos de esquerda parlamentar fizeram declarações pavlovianas sobre a gaffe pavloviana do Presidente. A líder da oposição, economista de obra conhecida, esteve calada.

Os teóricos da alterglobalização fizeram ponte.

O Dr. Vital Moreira escreveu um artigo em louvor da economia de mercado regulada pelo Eng.ºSócrates e o dr. Loureiro fez um negócio milionário com peixe congelado no fim do prazo de validade.

Quando se esperava que os partidos explicassem aos eleitores a crise que encena os próximos episódios da civilização baseada no mercado, no individualismo e nos combustíveis fósseis, e apresentassem medidas para a dominar, houve futebol, história fedorenta, medalhas de metal sem valor em peitos sempre feitos e outros mais ingénuos.

Os jovens não acreditam na crise. Os jovens têm uma religião que tem como pilares os supermercados cheios de comida, o depósito de gasolina e os concertos de cerveja. A crise de Junho foi vivida como uma interrupção da festa, uma ressaca antes dos festivais de Verão.

Os mais velhos são jovens retardados. Como se vê nas reportagens do Europeu, os mais velhos olham para o lado antes de gritar, para ver como gritam os mais novos.

Os mais velhos dos mais velhos querem é que os deixem.

Os mais novos dos mais novos vão ser entregues aos pais biológicos.

Eu sei de um sítio com uma horta, água limpa, um falcão peneireiro nos céus. Não tenho é gasolina para lá chegar.»

copiado daqui

01 junho 2008

inventa-se tanta coisa para fazer quando o tempo é curto


What philosophy do you follow? (v1.03)

created with QuizFarm.com

You scored as Existentialism.
Your life is guided by the concept of Existentialism: You choose the meaning and purpose of your life.

“Man is condemned to be free; because once thrown into the world, he is responsible for everything he does.”
“It is up to you to give [life] a meaning.”
Jean-Paul Sartre

“It is man's natural sickness to believe that he possesses the Truth.”

Blaise Pascal

Existentialism



80%

Hedonism



70%

Utilitarianism



70%

Kantianism



40%

Justice (Fairness)



40%

Apathy



35%

Strong Egoism



25%

Nihilism



25%

Divine Command



0%

correcções

na barra ao lado o termómetro marca 26 ºC em karlstad.
é mentira. o termómetro da varanda diz que estão 30 ºC.


. breaking news: nothing is still happening . there is no news today . nothing happened . zip diddley squat nada zilch nought not a bean . nothing breaks out all over the world . there is no war . there are no terrorist attacks . there are no funny stories . nobody died . united states has not invaded any countries . things are pretty much as they were yesterday . nothing is happening .

crónicas dos pequenos delitos

«As pernas, altas e grossas, estão presas numas jeans de feira que lhe apertam a parte de baixo das ancas e lhe fazem transbordar a carne em excesso, que sai, aliviada, por cima do cinto dourado de plástico.»

20 maio 2008

quem me ajuda?

num ataque inesperado de iutubismo, certamente relacionado com a pilha de papéis que me vem seguindo os passos neste últimos tempos gritando por mim (como se traduz glooms?), e em preparação dum afixe-maravilha acerca da eurovisão - sim, viver fora de portugal faz estas coisas às pessoas -, encontrei o carlospaiãopódearrozcinderela a cantar. aqui:



alguém me pode dizer se aquela moça de amarelo no coro é a ana bola? nem sei se vou conseguir dormir bem à conta disto... se calhar aproveito e ataco as tais glooming folhas. ahaha! deliro.

18 maio 2008

exercício de indiscrição

doem-me as palavras que carrego comigo; é tão mais fácil deixar que outros as carreguem. são mais escuras, densas, pesadas, as minhas. as dos outros têm a leveza dum dia de sol semeado de gargalhadas. quais escolher?


a limpidez e o arrepio da água, quer seja chuva, rio ou mar. o cinzento-prata do luar ou dos dias tristes. a música duma gargalhada que se solta de repente ou da canção perfeita em que se tropeça sem saber. o vento que nos beija a pele num dia quente de verão ou que nela descobre gretas escorrendo sangue. o sorriso que a saudade abre nos lábios de quem recorda ou que surge inteiro e sem medida no instante do abraço. o amor que se atropela na vontade de ser simples.

perguntaram-me: se te dividisses em 6 palavras e 1 imagem, quais seriam? hoje seriam estas.

pergunto de volta a 5: branco sujo, o cicio de salomé, nice day inside the closet, diário de bordo, gezellig.

17 maio 2008

da publicidade sueca


not suitable for all audiences
viewer discretion is advised


13 maio 2008

11 maio 2008

alterações na barra mesmo aqui ao lado

estou a ver se expulso o pó dos tempos agitados da barra do blogue, mas não prometo que consiga. no caso dos blogues, não é o pó que a agitação não deixa assentar, são as palavras. por serem as palavras o mais importante, comecei pelas minhas leituras.

o molecular thermodynamics desapareceu porque, passados uns longos meses, terminei a minha primeira cadeira a sério do plano de estudos! (houve outra, de pesquisa na biblioteca da universidade, mas essa nunca contou para muito - a irina que me perdoe.) comecei há umas semanas - e espero estar quase a terminar - física das superfícies. nem é preciso acrescentar nada ao nome, a tristeza não desaparece. quando acabar esta faço uma grande festa... (suspiro)

entre o shortcuts do raymond carver e estas collected stories da amy hempel já passaram alguns livros pela minha mesa de cabeceira. o melhor de todos mencionei algures aí mais abaixo: on chesil beach, de ian mcewan (vão já procurá-lo na livraria/biblioteca mais próxima!).

qualquer dia, quando o tempo e a paciência me encontrarem, hei-de falar um pouquinho de cada um. agora, tenho de ir raspar as batatas do fundo do tacho. o blogger fez com que, pela primeira vez, conseguisse queimar batatas enquanto as cozia. incrível, não?

na suécia faz frio e neva muito - parte dois

mas, por vezes, faz calor. e é preciso comprar sandálias lindas para não fazer sofrer os pés. sacrifícios.


na suécia faz frio e neva muito






mas, por vezes, faz calor. e dá para apanhar banhos de sol na varanda do prédio; de biquini para escandalizar os vizinhos pensionistas. 25ºC

09 maio 2008

hoje cheguei embalada pelo sol.

roubei a imagem daqui. como de costume.

06 maio 2008

coisas a dizer

tenho a dizer que hoje cheguei à faculdade faltavam 5 minutos para as sete. tenho a dizer que só à porta me lembrei que tinha deixado o cartão (antes das 8h é preciso um cartão magnético e um código para entrar) no gabinete. e que por isso fui a correr atrás dumas pessoas que tinham saído comigo do autocarro e iam para outro edifício. foi a segunda corrida da manhã - o autocarro chegou dois minutos cedo demais e eu ia deixando um pulmão para trás na ânsia de o apanhar. o autocarro, não o pulmão. tenho a dizer que o edifício onde as tais pessoas entraram fica no cu-de-judas e que, mesmo com sono e a morrer da corrida, não me enganei no labirinto que é o caminho por pontes de vidros com recortes de andorinhas de plástico colados e esquinas e portas (umas trancadas, a pedir o tal cartão com código que ficou no gabinete ontem à noite, de que foi preciso esquivar-me) até ao meu edifício. não sei o que é que isto quer dizer, mas alguma coisa há-de significar.


tenho a dizer que talvez seja melhor parar com isto do blogger e pôr-me a trabalhar. mas antes de ir tenho mais duas coisas a dizer: 1. está tempo de dor de cabeça, aquele céu cinzentobaçoluminoso que nos obriga a semicerrar os olhos; 2. às 5h20 já o dia se levantou.


acrescento: o blogger não me quer aceitar uma linha de intervalo entre os parágrafos, raiospartamisto. o firefox deixou de funcionar no meu computador e tenho de usar o ie. isto acrescenta à minha dor de cabeça (só de olhar para o ie não vos faz doer a cabeça? esta merda apresenta tudo desfocado e esquisitóide...). também reparei que a minha barra fica toda desformatada aqui. não quero saber. vou trabalhar. beijinhos, sim?

segundo acrescento: a linha de intervalo já está. ha!

25 abril 2008

20 abril 2008

não é para meter inveja a ninguém

na sexta-feira comprei uma mesa de campismo horrível por 14 euros - que a minha colega de apartamento não vai querer porque não combina com as cadeiras (paneleirices).

hoje estive a resolver os meus exercícios de sueco na varanda. ao sol. de t-shirt. também almocei na varanda. ao sol. de t-shirt. acho que já estou com uma corzinha*.

* ahaha! delírio momentâneo.
deve ter sido do sol que apanhei na cabeça.

10 abril 2008

em modo iutúbaro*

poucas horas de sono misturadas com 4 horas de trabalho que esperam por mim, implacáveis, espalhadas pelo quarto resultam nisto:




movin to the country gonna eat a lot of peaches
im movin to the country im gonna eat me a lot of peaches
im movin to the country im gonna eat a lot of peaches
movin to the country im gonna eat a lot of peaches
peaches come from a can they were put there by a man
in a factory downtown
if i had my little way id eat peaches everyday
sun soakin bulges in the shade chegam-me estas coisas assim de repente à cabeça abraçadas a cálculos de reflexões e refracções e difracções e outras merdas que as ondas fazem e que vou ter de ensinar amanhã


movin to the country im gonna eat a lot of peaches
movin to the country im gonna eat a lot of peaches
im movin to the country gonna eat a lot of peaches
movin to the country gonna eat a lot of peaches

i took a little nap where the roots all twist
squished a rotten peach in my fist
and dreamed about you woman
i poked my finger down inside makin a little room for a ant to hide
natures candy in my hand or can or a pie

millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free

look out

millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free
millions of peaches peaches for me
millions of peaches peaches for free


look out



ah!, já agora mais uma para recordar



* palavra lindíssima roubada à descarada ao menino da cerveja.

08 abril 2008

ataque lusitano à escandinávia *


moonspell no festival de arvika - 3 a 5 jul 08





buraka som sistema no way out west em gotemburgo - 8 e 9 ago 08



* credo! parece título de jornal desportivo...

porque é que a pré-visualização do blogger não tem nada a ver com o que é publicado? serve para quê, então?!

foi só um desabafo.

açorda







não sei se é por estar longe, mas a substituição dos coentros por tomilho* não estragou tanto a açorda quanto receava. deve ter sido a fome a misturar-se com a saudade.



* foi por necessidade.
e nem descrevo o choque que foi encontrar as últimas folhinhas de coentros apodrecidas no congelador...
já agora esclareço:
por cá também se consegue encontrar coentros
(poejo não sei, ainda nem consegui descobrir a palavra em sueco).
quatro caules raquíticos em vasinhos ridículos quase 2 euros.
e ainda está demasiado frio para pôr uns vasos na varanda.

02 abril 2008

eu devia era estar mergulhada em ondas para sexta... *


vampire weekend



jack peñate



devotchka


* isto é só para que me pese a consciência,
não se esforcem muito por entender.

da ciência e da irracionalidade dos deuses

«in all respects science is logically incompatible with the belief in a nonmaterial intelligent entity that controls the universe and is called god, yet many scientists (...) have such a religious belief.

i can think of only three resolutions of this paradox.

the scientist’s god either is not an intelligent entity or has no control over the universe.

the second is to accept the concept of science as defined here with a part of one’s mind and that of god with another, with an impermeable barrier between the two parts.

the third is either not to be a scientist or not to believe in god (...).

the funny thing about these solutions is that they all work! the troublemakers are the zealots*, i.e. the proponents of intelligent design on the one hand, and the russian communists’ idiotic attempt to prohibit religion on the other.»

daqui [pdf; 140 kb]





* drumbeaters, fanbois, fanatical partisans, blablablas.

27 março 2008

a propósito do incidente dámutelemóbeljá

12-year-old girl sends teacher to hospital

the girl began yelling at the teacher, and then proceeded to punch and kick her repeatedly the teacher ended up being sent to the emergency room for her injuries

só neste país é que acontecem estas coisas. lá fora não se vê nada disto. está tudo perdido. é uma vergonha. não há respeito. portugal já foi pelo cano. somos todos uns desgraçadinhos.

aquilo ali acima
(carreguem no texto para irem lá ter)
aconteceu na suécia

26 março 2008

e já que comecei com isto de livros

li este aqui abaixo em duas noites (daquelas curtas, em que se rouba ao sono para se dar às palavras).

carregar na imagem para saber mais .

coisas de vidas



comprei o livro. também quero ver o filme.

25 março 2008

da vida internética

"1) everything that's already in the world when you're born is just normal;

2) anything that gets invented between then and before you turn 35 is incredibly exciting and creative and, given opportunity, you can make a career out of it;

3) anything that gets invented after you're 35 is against the natural order of things and the beginning of the end of civilization as we know it until it's been around for about ten years when it gradually turns out to be alright really.”

Axel Bringéus, 24, was fired from his job at Procter & Gamble last week after a newspaper published excerpts from his personal blog.

ao semanário sol:

esqueceram-se do último parágrafo!

reuters:
(...) Academics at Durham and Plymouth universities said their research shows that a player's biological response to the colour red, a "testosterone-driven signal of male quality", has helped football teams to success.

sol:
Segundo investigadores da Universidade Durham e da Universidade Plymouth, a resposta biológica de um jogador à cor vermelha, um «sinal de masculinidade ligado à testosterona», ajudou algumas equipas de futebol a conquistarem vitórias

reuters:
(...) As well as boosting the players, the colour could also help bring in the ticket and memorabilia-buying fans, who are becoming more crucial now that success in the beautiful game depends on how much cash clubs have to pay for top players.

"Over time supporters may have been subconsciously more attracted to a club wearing red, so the club has developed an increasing resource base within its community," said Robert Barton, a professor at Durham University.

sol:
Segundo o estudo, além de dar mais energia aos jogadores, a cor vermelha também leva mais adeptos aos estádios e incentiva na compra de produtos relacionados com a marca do clube, fonte de rendimento cada vez mais importante nas contas dos clubes, em que o sucesso das equipas é medido conforme o salário pago aos jogadores

«Ao longo do tempo, os adeptos podem sentir-se mais atraídos, de forma subconsciente, por uma equipa que use a cor vermelha, sendo assim a equipa aumenta a sua massa associativa» , afirmou Robert Barton, professor da Universidade Durham.

reuters:
Arsenal's dominance of the Premier League may help prove this theory, but FC Barcelona -- whose away kit is yellow -- and the orange-clad Dutch national side may resent the other end of the researchers' findings.

sol:
O facto de o Arsenal dominar a primeira divisão do futebol inglês poderia comprovar a teoria. Mas o Barcelona, cuja segunda camisa é amarela, e a selecção holandesa talvez não fiquem muito satisfeitos com a outra suposta descoberta dos investigadores.

reuters:
After studying English football league results since 1945, the academics concluded that teams who wear these colours were likely to win the fewest games.

sol:
.......................................................................................................................................

ó sol, falta traduzir aquele parágrafo ali mais acima para se perceber a piada do amarelo e do laranja! se é para copiar literalmente, pelo menos tomem atenção e não façam figura (ainda mais) triste deixando uma ideia a meio.

já agora, uma pesquisa rápida nesta www muito querida levanta duas questões interessantes:

. andará a reuters em crise de notícias? um artigo do news in science de 2005 diz praticamente o mesmo e cita a reuters como referência;

. quão cuidada será a investigação dos jornalistas antes de publicarem qualquer coisa? um outro artigo de fev08 no physorg indica que, embora a influência do vermelho seja importante, uma nova avaliação dos dados poderá ser necessária de maneira a considerar outros factores que poderão estar a distorcer as conclusões. nada disto é mencionado. ah! e a reuters sabia disto. duas vezes.

em março de 2008 difunde-se uma informação com 3 anos, que aparentemente já tinha sido noticiada pela mesma agência, sem nenhum cuidado em procurar actualizações. e o semanário sol decide traduzir quase literalmente este pedaço de notícia sem sequer se aperceber que deixa uma ideia a meio por "falhar" o último parágrafo. é triste.

o que ainda me chateia mais nisto tudo é que, fora o artigo do physorg, em mais lado nenhum aparecem os artigos originais referenciados.

isto tudo ainda me ajuda.
já não me sinto mal por não conseguir ler os jornais todos os dias.
que merda.

11 março 2008

há dias vi este filme


e gostei tanto e achei tanta piada e que giro que foi e uma hora e meia passou que nem dei por ela e silencio, old man! e ahaha.

passada a euforia, fica uma sensação de estranheza. é tudo tão bonitinho e doce e perfeito e therightthingtodo que enjoa um bocado. não?

mas gostei na mesma.
e recomendo.

ai! tantas coisas para contar


e tão poucas palavras nos (meus) bolsos.

28 fevereiro 2008

em março desse lado do mundo

a cebola noticia

das armadilhas

«you think technology benefits you because it gives you an easier row to hoe? bollocks. the ease it provides is illusory. it has trapped you, made you a slave to things you don't even need but suddenly can't live without.»

desculpas esfarrapadas

imagem daqui

se hoje tivesse conseguido arrastar-me da cama assim que o despertador tocou, a motorista do autocarro teria feito o percurso de 15 minutos entre a minha paragem e a universidade sozinha. teria sido muito aborrecido.

as boas acções costumam requerer alguns sacrifícios.
dormir mais meia-hora, por exemplo.

25 fevereiro 2008

do puritanismo parte 3/2

afinal já não é escandaloso. vá lá.

que história ridícula.

24 fevereiro 2008

dívidas

lançaram-me um desafio há uns tempos que me deixou muito feliz. andei a marinar doze palavras para as escrever aqui, e queria muito que fossem as melhores de todas. é difícil. as que aqui ficam de certeza certezinha que seriam outras se o agora fosse daqui a pouco, mas neste agora são estas. escolhi-as pelo prazer que dão a quem as ouve e a quem as diz, pelo significado ou pelo som, sem nenhuma ordem especial.

gargalhada chuva dor carícia murmúrio língua rebuçado palavreado coração estupor pele abraço

ultimamente não tenho passado estas coisas a ninguém, mas gostava muito de saber doze palavras de quem aqui espreitar.

15 fevereiro 2008

01 fevereiro 2008

30 janeiro 2008

coisas de gente grande quando era gente pequena





marmelada de banana
bananada de goiaba
goiabada de marmelo
sítio do pica-pau amarelo
sítio do pica-pau amarelo

boneca de pano é gente
sabugo de milho é gente
o sol nascente é tão belo
sítio do pica-pau amarelo
sítio do pica-pau amarelo

rios de prata piratas
voo sideral na mata
universo paralelo
sítio do pica-pau amarelo
sítio do pica-pau amarelo

no país da fantasia
num estado de euforia
cidade polichinelo
sítio do pica-pau amarelo
sítio do pica-pau amarelo

não consegui encontrar nenhuma
versão inteira da canção

25 janeiro 2008

diz landau acredita que cortando as orelhas a uma espécie animal ao longo de várias gerações os animais virão a nascer sem orelhas? responde lyssenko sim pede landau então explique-me porque é que as raparigas continuam a nascer virgens

cega pelo sol a ouvir o mar com um sumol ao alcance da mão

«une étrange folie possède les classes ouvrières des nations où règne la civilisation capitaliste. cette folie traîne à sa suite des misères individuelles et sociales qui, depuis des siècles, torturent la triste humanité. cette folie est l'amour du travail, la passion moribonde du travail, poussée jusqu'à l'épuisement des forces vitales de l'individu et de sa progéniture.»

24 janeiro 2008

nãotenhote
mponãotenh
otempo

nãotenhotemponãotenh
otemponãotenhotemp

onãotenhote
m

ponãotenhotemp
onãote
nhotemponãote
nhotempoãoten
hotemponãotenh
otem
ponã

otenhotemponãotenh
otemponãotenhotemponãotenhotemponãotenhotemponãotenho

tempo

14 janeiro 2008

metade orgulho metade fúria

de longe chegou-me a notícia que a lello no porto é a terceira livraria mais bonita do mundo.


pena é que ainda não tenham
tido vontade de arranjar um site de jeito.

pena não, irritação.

eu queria ir...

de volta a terras do frio


e sem net em casa. novidades só depois, sim?

19 dezembro 2007

12 dezembro 2007

a fingir que mergulho nos meus resultados e preparo a reunião de amanhã

«gosto de estendais públicos, nada tenho contra a roupaovento, não me perturba a arquitectura passagística. acho-lhes graça e, humanos, ainda são das coisas que mais arcam a cidade em íris.»

10 dezembro 2007

não sei escolher

mas ela obrigou-me...

. eternal sunshine of the spotless mind, de michel gondry - 2001


porque vejo e vejo e vejo e vejo e vejo e vejo e vejo...


. dancer in the dark, de lars von trier - 2000


porque chorei baba e ranho, e mordi-me toda, e solucei que nem uma
perdida, e quase me arrancou um pedaço do coração nem sei bem como.


. trainspotting, de danny boyle - 1996


porque tem a melhor banda sonora, o melhor argumento,
a pronúncia mais impossível, e o outro moço a correr rua fora.


. cidade de deus, de fernando meirelles - 2002


porque me levou até um mundo desconhecido e assustador,
e mesmo assim conseguiu aterrorizar-me duma forma linda.


. le fabuleux destin d'amélie poulain, jean-pierre jeunet - 2001


foi aquela parte da mão na caixa dos feijões.
taras.


e tantos que não aparecem aqui.
passo a quem quiser responder. é só levantar a mão.

(podem ir carregando nas imagens aí acima)

nem sei que dizer de tão emocionada

recebi uma etiqueta,

cortesia desta menina.

a parte que me faz espécie é ter recebido isto exactamente enquanto não tinha net e esta coisa andava muito mais às moscas do que o normal. significará alguma coisa?

como ando do contra, não passo a ninguém.
por enquanto.
e não é ser do conta:
é andar numa luta inglória com a preguiça;
e haver uma data deles de que gosto;
e estar com vergonha de lhes dizer;
e ter muita preguiça.

lalala

(roubei esta foto à descarada num sítio qualquer - carreguem nela)

faltam 11 dias.

07 dezembro 2007

truz truz

ainda não desapareci

estou à espera que a palavra-chave certa me bata à porta para o router começar a funcionar.

28 novembro 2007

versões - mundos (d)escritos em português

acho interessante que numa obra que tem como objectivo representar a escrita lusófona, evidenciando semelhanças e diferenças culturais através da língua, se encontrem tantos erros ortográficos.

27 novembro 2007

há gajos que deviam ser espanhóis, pá!

não tenho nada a dizer acerca de espanhóis*, mas quis partilhar esta linda frase com vocês. nãosediz nãosediz, eu sei.

mas ri-me tanto!



* por acaso até tenho. este fim-de-semana descobri que há espanhóis que REALMENTE
não conseguem perceber português. mesmo fazendo um esforço.
mesmo sendo inteligentes (hum...). mesmo depois de se apontar as maneiras como
as sílabas habitualmente mudam duma língua para a outra para seguirem a
pronunciação (afinal a culpa é só do som), que muda um bocadinho.
não consigo perceber isto.

26 novembro 2007

rosalind franklin











há uns tempos desapareceram-me ali do lado as referências aos livros que ando a ler tenho de voltar a colocar isso. e actualizar as ligações. e colocar as outras todas que desapareceram por cortesia do novo blogger. e deixar de ser preguiçosa. um deles era a biografia de rosalind franklin, a injustamente apelidada dama negra do adn. já o acabei, e sinto-me tão pequenina...


carregar

(e espreitar ainda http://www.medscape.com/viewarticle/448302. receita: 1. colocar o endereço no google; 2. seguir a ligação que aí aparece.)

aos que se roem de inveja por causa da neve

está frio e vento. a neve transformou-se numa camada de gelo que abraça estradas e passeios e todos quantos se atrevem a sair à rua.

as minhas mãos já diminuíram alguns centímetros com o frio.
daí o sangue que escorre pelas gretas da pele.

23 novembro 2007

se me responderem ao desafio aqui abaixo, hei-de tentar fazer um doce com as respostas.

we choose as the zero of energy the n atoms completely separated in their ground electronic states

a 5ª frase completa da página 161 do livro que os meus olhos encontraram primeiro: molecular thermodynamics, de d.a. mcquarrie e j.d. simon.

obrigada, raa.

passo

à claudjinha, porque tenho muita vontade de saber notícias
ao pedrinhop, com a promessa duma torrada com manteiga num dia de chuva suborno...
ao sérgio, que se não continuar a corrente deve pelo menos fazer-me soltar umas gargalhadas com a recusa
ao jota, porque quero uma (grande) frase dum (grande) livro que o (grande) autor ande a ler
à menina do cicio, porque me apetece ler um bocadinho do enigma de salomé com ela repetem-se correntes? faltam páginas? oh...
ao ruim, como aliciante a que ele quebre o jejum e recomece a escrever sobre outros mundos

são seis, eu sei. mas confesso que aquela é a 6ª frase - a 5ª tinha uma equação demasiado complicada para eu a conseguir escrever aqui. ai ai.



1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas -- implica acaso e não escolha.
2. Abra o livro na página 161.
3. Na referida página procure a 5.ª frase completa.
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada.
5. Passe o desafio a cinco bloggers.

nem sei bem o que dizer acerca disto


20 novembro 2007

o blogger é tonto

acabo de descobrir que estas coisas que se publicam não aparecem com a data de publicação, mas sim com a data em que foram guardadas como rascunho. que parvoíce.

19 novembro 2007

acho que com o afixe abaixo comecei a primeira rubrica oficial do blogue, aquela em que exorcizo os demónios suecos que me assombram os dias.

fixe.