27 agosto 2009

termodinâmica dos cacos pulsantes

há proporcionalidades que se querem directas e que surgem, por momentos, surpreendentemente inversas. no final, tudo obedecerá à primeira lei.

20 agosto 2009

that leaving feeling



trouxe tudo comigo, incluindo a tristeza e as chaves; não quero deixar nada para trás.

12 agosto 2009

para fazer em lisboa

parar no museu da electricidade e espreitar o re-made in portugal 2009:

«O Remade in Portugal é um projecto que procura incentivar à criação e desenvolvimento de produtos cuja composição integre uma percentagem de, pelo menos, 50 % de matéria proveniente de processos de reciclagem. (...)
Este projecto materializa-se em exposições periódicas que ocorrem tanto em território nacional como a um nível internacional com o objectivo de difundir a cultura do eco-design e do desenvolvimento sustentável.»

até 13 de setembro
entrada livre
ver também na RDB

coisas bonitas

estas coisas das bicicletas não me inflamam; para lisboa eu quero é muitos corredores bus e eléctricos e as linhas de comboio suburbanas casadas com o metro e que os carros se danem todos, tanto tanto que se inundem os transportes públicos e estes melhorem e e e e e.

mas a ciclovia belém - cais do sodré está tão bonita! quero mais. quero passear lá.




vão ver mais fotos, estão tão lindas.



O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro


11 agosto 2009

vou-me vingando das confusões do consulado e da comissão nacional de eleições*



My Political Views

I am a left moderate social libertarian
Left: 5.75, Libertarian: 1.92


My Foreign Policy Views
Score: -5.86



My Culture War Stance
Score: -5.15



political spectrum quiz, visto aqui.

* votar é mentira.

09 agosto 2009

suécia

tenho 17 picadas de mosquito no pé esquerdo.

12 junho 2009

mais do que ortografia

não é na ortografia que a diferença entre o meu português e o português do brasil se encontra. esta apenas espelha parcialmente musicalidades que são em si diferentes; ritmos que se geram em partes distintas do corpo e que por isso mesmo tangem emoções noutros nervos, noutras vísceras. uniformizar a ortografia não altera nada. e isto, felizmente, não é apenas sentimento meu:

«Não há a rigor uma só frase que não nos cause estranheza – tudo é familiar, mas pelo caminho espalham-se pedrinhas de sentido a desviar o rumo. Quanto à linguagem, em nenhum momento o leitor se sente em casa, e isso é mortal na prosa literária, que tem na vida cotidiana da língua a sua matéria-prima de origem. Não é só vocabulário, o que seria um problema simples – é sintaxe mesmo, os pronomes todos e seus modos de usar, campos semânticos sutilmente distintos, regências particulares que vão como que armando um novo modo de ver o mundo, tudo que metaforicamente define uma língua.»

cristóvão tezza,
escritor brasileiro
aqui

não concordo com a sugestão de alterar sintática e ortograficamente as obras de cada lado do atlântico, traduzindo-as como se de outra língua se tratasse, que o escritor sugere no final do artigo referenciado. o ritmo do original, embora possa causar estranheza e deixar uns pozinhos de desconforto na mente, é único. perde-se sempre numa tradução, é transfigurado pelo tradutor que o filtra, que o molda de maneira a melhor encaixar numa outra emoção mais familiar ao leitor. mas admito que entre uma tradução dum livro em língua que desconheço prefiro sempre (e continuarei sempre a preferir) a portuguesa. e espero que com a minha ortografia.

02 junho 2009

diferenças culturais

eu aprendi a escrever relatórios no 10° ano - quais as partes essenciais e tal. depois duns quantos atrapalhos (incluindo a quase-inclusão duma receita de molho de tomate num relatório de biologia, cof cof...) lá aprendi o que é essencial incluir (e o que não é!). fui aprendendo truques e ganhando hábitos, especialmente na faculdade em que a seriedade da coisa aumentou exponencialmente. como se constroem tabelas, como se numera e descreve e inclui figuras, blábláblá. ainda tenho muito que aprender (os próximos dias vão ser interessantes por razões que não me apetece explicar), mas sempre SEMPRE sempre tentei fazer uma coisa de jeito.

agora, estes suécios... como é que no segundo ano da faculdade não sabem as coisas mais básicas?! não sabem escrever um sumário (não inclui as 30 tabelas de resultados!), não sabem que a introdução teórica ou lá como lhe quiserem chamar não é uma lista de equações a usar, não sabem que têm de referenciar a origem dos valores tabelados, o que é que eu estou a dizer?!, eles nem sabem que apresentando um diagrama têm de escrever na legenda a que elemento se refere e não apenas "diagrama" (diagrama quê? diagrama de quê?)! e as conclusões... as conclusões!

estou em choque cultural.

nota: esta gente não leva nota. é só passar ou chumbar. os relatórios são entregues numa determinada data, corrigidos e devolvidos para alterações; novamente entregues, corrigidos e devolvidos para alterações; e de novo; e de novo; e de novo - até eu entrar em parafuso e passar toda a gente! não é um bom sistema.


29 maio 2009

há mesmo gente horrível neste mundo

"Reducido el sexo a simple entretenimiento, ¿qué sentido tiene mantener la violación en el Código Penal? (...) ¿No debería equipararse a otras formas de agresión, como si, por ejemplo, obligáramos a alguien a divertirse durante unos minutos?"

daqui, visto aqui
estou ... nem sei como explicar a repulsa que sinto

25 maio 2009

(cleptomania minha)

se as cidades estão cheias de passado
é de ausências que se embaciam as ruas

lugares vazios onde as estrelas se apagam

e o que não se disse da melancolia
é que vivemos numa espécie de queda




maria sousa

20 maio 2009

saudades

hoje paguei 45 coroas* por um pão. ainda não me arrependi.
*4,30 euros... credo!

18 maio 2009

já tenho net em casa!

e agora vou dormir, que isto cansou-me muito.

notas breves:
1) saber como se diz cardinal em sueco é muitíssimo importante quando se precisa de contactar os serviços técnicos por telefone;
2)também ajuda não entrar em pânico quando uma gaja qualquer começa a debitar tralha em viking à velocidade da luz - costuma ser publicidade... que saudades da musiquinha parva que entretinha a espera!

13 maio 2009

é fartar, vilanagem!

mais alguém reparou que dum momento para o outro começou toda a gente a escrever "fartar vilanagem" a torto e a direito por esta blogosfera fora? e para eu, que ando em modo desligado, ter reparado a coisa deve ser muitíssimo grave. será pandemia?

08 maio 2009

dores de cotovelo

«(...) si los Obama conocieran las diferencias entre el perro de agua portugués y el español "habrían elegido el español" como mascota. (...) "El perro de agua portugués es más serio que el español por haberse dedicado a la guarda de las embarcaciones", señala García. (...) Sin embargo, su pariente portugués está más extendido fuera de España porque fue registrado en los libros caninos de Portugal mucho antes que en España.»

daqui, visto aqui.

e o negrito está assim no original e tudo. ahahaha!

21 abril 2009

pergunta

conta como procrastinação sentar-me em frente ao computador durante horas e só conseguir escrever duas palavras seguidas de jeito quando faltam dez minutos para o prazo final? e (apenas) nessa altura me entusiasmar, achando que ficaria perfeito se tivesse só mais uma horinha? que grande merda.

ainda não cheguei aos dez minutos finais.

15 abril 2009