24 setembro 2009
23 setembro 2009
desabafo
anda tudo num corrupio a falar do próximo domingo e do telejornal que acabou e do primeiro que é assim e que é assado e nem à porrada se entende e das escutas e da miséria de presidente que temos e mais isto e mais aquilo, e de repente há umas almas iluminadas que vêm dizer que o ps ganha, mas pouco, e o be sobe e o pcp sobe menos e o psd coitadinho nem dá que falar e o portas que esbracejaesbraceja e nada (também o que é que ele queria? mais um tempinho com a fotocopiadora? depois dos cartazes que pregou acerca do rendimento mínimo e da polícia e sei-lá-que-mais, aquilo só mesmo com um foguete atado às pernas e fogo nele). mas esta gente não tem mais que fazer? eu ando para aqui exilada, tanto que nem votar me deixam, e nada disto é novo. as intriguices que enjoo, e o eterno jogo da politiquice que no fim não altera nada, e o cansaço disto tudo - estou quase como a outra, a coitada que foi escolhida para fogo de vista e fingir que se luta sem lutar: seis meses de descanso à democracia e eu punha mão neles.*
*ahaha!, olha para mim a achar que sei...
sinais (iii)
na semana passada notei que há dois moços bonitos nos laboratórios que estou a dar. logo a seguir reparei na data de nascimento dos crianços.
wtf?!!!
sinais (ii)
os sapatos que mais tenho calçado nestes últimos dias são uns ténis muito feios que são também muito confortáveis.
hum...
sinais
há uns anos fui contra um poste. tive desculpa - o menino pp, a baralhar-me os passos e o batimento cardíaco e tudo, e o poste dar-me pelas mamas, encontrando-se por isso fora do meu campo de visão.
ontem repeti a proeza. nada de meninos, nada de postes curtinhos. não sei bem que pensar disto. dói-me o ombro.
ontem repeti a proeza. nada de meninos, nada de postes curtinhos. não sei bem que pensar disto. dói-me o ombro.
deve estar relacionado com isto,
mas não quero admiti-lo.
mas não quero admiti-lo.
22 setembro 2009
bonito de morrer
vi aquiaqui e o coração lembrou-me que já conhecia estas palavras doutro sítio. roubei-as todas para partilhar com quem aqui passar.
«E eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo no Rudy e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhados e ir ao Florent beber café à meia-noite e tu a roubares-me os cigarros e a nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa da televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço dos teus peitos do teu rabo do teu ________ e sentar-me nos degraus a fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus a fumar até tu chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar todo negro e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando estás ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar frio quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender porque é que pensas que eu te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que eu alguma vez te podia deixar e pensar quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores-anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar porque é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar como um bebé quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir-te em casamento e tu dizeres não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou seguro contigo e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e pensar que acabou tudo mas ficar agarrado a apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem eu sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo às três da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do esmagador, imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, desafiante, contínuo e infindável amor que tenho por ti.»
crave, sarah kane
20 setembro 2009
19 setembro 2009
vai correr bem
acaba o tempo na lavandaria, mas estendo a roupa ao sol na varanda e de repente estou um bocadinho em casa; um "gosto de ti" inesperado a meio duma frase acende-me um sorriso por dentro; mão morta a passar na rádio deixa-me aos saltinhos na suécia. até nem está a ser um dia mau.
11 setembro 2009
tanta coisa boa para fazer em lisboa
10 setembro 2009
pub
isabelle chase otelo saraiva de carvalho
o novo disco que afinal são dois: worst of e george best of.
08 setembro 2009
02 setembro 2009
31 agosto 2009
27 agosto 2009
termodinâmica dos cacos pulsantes
há proporcionalidades que se querem directas e que surgem, por momentos, surpreendentemente inversas. no final, tudo obedecerá à primeira lei.
20 agosto 2009
that leaving feeling
trouxe tudo comigo, incluindo a tristeza e as chaves; não quero deixar nada para trás.
12 agosto 2009
para fazer em lisboa
parar no museu da electricidade e espreitar o re-made in portugal 2009:
«O Remade in Portugal é um projecto que procura incentivar à criação e desenvolvimento de produtos cuja composição integre uma percentagem de, pelo menos, 50 % de matéria proveniente de processos de reciclagem. (...)
Este projecto materializa-se em exposições periódicas que ocorrem tanto em território nacional como a um nível internacional com o objectivo de difundir a cultura do eco-design e do desenvolvimento sustentável.»
até 13 de setembro
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