02 outubro 2009

a curiosidade não matou o gato

o gato está simultaneamente vivo e morto.












prémios ignobel. primeiro fazem-te rir, depois fazem-te pensar.

01 outubro 2009

coisas suecas

embora as casas-de-banho sejam mistas e eu esteja a trabalhar no departamento de física (onde as meninas são uma gritante minoria), não me lembro de alguma vez ter encontrado o tampo da sanita levantado. aliás, geralmente até a tampa está no sítio. boa, meninos suecos!

em contrapartida, a cada duas horas oiço o meu
vizinho chinês ir lá escarrar com grande alarido.

que me tange os nervos

gente muito pipi, sem um cabelo fora de sítio, troteando estrada fora com a etiqueta do preço ainda colada à sola dos sapatos. é especialmente perturbador quando a sola é preta ou vermelha ou assim qualquer coisa mais especial e a cada passo surge uma manchinha branca a marcar o ritmo.
last minute gift idea.

29 setembro 2009

my heart, slow down

don't run
you see i'm lost without your rythm.

26 setembro 2009

american history x

tanta coisa boa para fazer pensar, e agora que o vejo novamente só me vem à cabeça: aquele é o irmão do earl, não é?

acabei de ver num anúncio na tv

as chamadas de valor acrescentado na suécia custam tanto quanto falar para outras redes em portugal.

eu sou a super-mulher


consegui partir um copo de vidro só de o apertar. nem uma gota de sangue.

25 setembro 2009

contra-sinais

ontem pediram-me a identificação na systembolag. praí desde o natal que isto não acontecia.

e acho que não vai acontecer muitas mais vezes.
[suspiro]

no domingo de manhã

«No domingo de manhã somos todos verdadeiramente iguais. Nessa hora democrática, quando o ruído parou e os pulhas ainda não ousam as sondagens, não há governo e é tudo possível (...).»

23 setembro 2009

(ando com uma peninha da gente centro-direita que nem sei. como é possível tê-los chamado coitadinhos duas DUAS vezes aí mais abaixo?!)

desabafo

anda tudo num corrupio a falar do próximo domingo e do telejornal que acabou e do primeiro que é assim e que é assado e nem à porrada se entende e das escutas e da miséria de presidente que temos e mais isto e mais aquilo, e de repente há umas almas iluminadas que vêm dizer que o ps ganha, mas pouco, e o be sobe e o pcp sobe menos e o psd coitadinho nem dá que falar e o portas que esbracejaesbraceja e nada (também o que é que ele queria? mais um tempinho com a fotocopiadora? depois dos cartazes que pregou acerca do rendimento mínimo e da polícia e sei-lá-que-mais, aquilo só mesmo com um foguete atado às pernas e fogo nele). mas esta gente não tem mais que fazer? eu ando para aqui exilada, tanto que nem votar me deixam, e nada disto é novo. as intriguices que enjoo, e o eterno jogo da politiquice que no fim não altera nada, e o cansaço disto tudo - estou quase como a outra, a coitada que foi escolhida para fogo de vista e fingir que se luta sem lutar: seis meses de descanso à democracia e eu punha mão neles.*

*ahaha!, olha para mim a achar que sei...

sinais (iii)

na semana passada notei que há dois moços bonitos nos laboratórios que estou a dar. logo a seguir reparei na data de nascimento dos crianços.

wtf?!!!

sinais (ii)

os sapatos que mais tenho calçado nestes últimos dias são uns ténis muito feios que são também muito confortáveis.

hum...

(mensagem pessoal)

à atenção dum certo e determinado emigra: eu gosto de usar linhas em branco a separar parágrafos. manias da linha, sei lá. mas anotei a dica.

sinais

há uns anos fui contra um poste. tive desculpa - o menino pp, a baralhar-me os passos e o batimento cardíaco e tudo, e o poste dar-me pelas mamas, encontrando-se por isso fora do meu campo de visão.

ontem repeti a proeza. nada de meninos, nada de postes curtinhos. não sei bem que pensar disto. dói-me o ombro.

deve estar relacionado com isto,
mas não quero admiti-lo.

22 setembro 2009

bonito de morrer

vi aquiaqui e o coração lembrou-me que já conhecia estas palavras doutro sítio. roubei-as todas para partilhar com quem aqui passar.

«E eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo no Rudy e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhados e ir ao Florent beber café à meia-noite e tu a roubares-me os cigarros e a nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa da televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço dos teus peitos do teu rabo do teu ________ e sentar-me nos degraus a fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus a fumar até tu chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar todo negro e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando estás ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar frio quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender porque é que pensas que eu te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que eu alguma vez te podia deixar e pensar quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores-anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar porque é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar como um bebé quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir-te em casamento e tu dizeres não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou seguro contigo e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e pensar que acabou tudo mas ficar agarrado a apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem eu sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo às três da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do esmagador, imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, desafiante, contínuo e infindável amor que tenho por ti.»

crave, sarah kane

20 setembro 2009

ai!, isto aqui abaixo está em repite... não consigo deixar de carregar no botãozinho.

mais lálás

19 setembro 2009

e estes são os morangos selvagens que o vento me deixou de presente na varanda durante o verão




vai correr bem

acaba o tempo na lavandaria, mas estendo a roupa ao sol na varanda e de repente estou um bocadinho em casa; um "gosto de ti" inesperado a meio duma frase acende-me um sorriso por dentro; mão morta a passar na rádio deixa-me aos saltinhos na suécia. até nem está a ser um dia mau.

11 setembro 2009

tanta coisa boa para fazer em lisboa


todos, caminhada de culturas
martim moniz - 10 a 13 de setembro
programa aqui (pdf)

música, exposições, passeios, tanto.

10 setembro 2009

08 setembro 2009

rendemo-nos a quem desarmamos.

02 setembro 2009

medo


vão por mim, sim? e tenham medo.

27 agosto 2009

termodinâmica dos cacos pulsantes

há proporcionalidades que se querem directas e que surgem, por momentos, surpreendentemente inversas. no final, tudo obedecerá à primeira lei.

20 agosto 2009

that leaving feeling



trouxe tudo comigo, incluindo a tristeza e as chaves; não quero deixar nada para trás.

12 agosto 2009

para fazer em lisboa

parar no museu da electricidade e espreitar o re-made in portugal 2009:

«O Remade in Portugal é um projecto que procura incentivar à criação e desenvolvimento de produtos cuja composição integre uma percentagem de, pelo menos, 50 % de matéria proveniente de processos de reciclagem. (...)
Este projecto materializa-se em exposições periódicas que ocorrem tanto em território nacional como a um nível internacional com o objectivo de difundir a cultura do eco-design e do desenvolvimento sustentável.»

até 13 de setembro
entrada livre
ver também na RDB

coisas bonitas

estas coisas das bicicletas não me inflamam; para lisboa eu quero é muitos corredores bus e eléctricos e as linhas de comboio suburbanas casadas com o metro e que os carros se danem todos, tanto tanto que se inundem os transportes públicos e estes melhorem e e e e e.

mas a ciclovia belém - cais do sodré está tão bonita! quero mais. quero passear lá.




vão ver mais fotos, estão tão lindas.



O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro


11 agosto 2009

vou-me vingando das confusões do consulado e da comissão nacional de eleições*



My Political Views

I am a left moderate social libertarian
Left: 5.75, Libertarian: 1.92


My Foreign Policy Views
Score: -5.86



My Culture War Stance
Score: -5.15



political spectrum quiz, visto aqui.

* votar é mentira.

09 agosto 2009

suécia

tenho 17 picadas de mosquito no pé esquerdo.

12 junho 2009

mais do que ortografia

não é na ortografia que a diferença entre o meu português e o português do brasil se encontra. esta apenas espelha parcialmente musicalidades que são em si diferentes; ritmos que se geram em partes distintas do corpo e que por isso mesmo tangem emoções noutros nervos, noutras vísceras. uniformizar a ortografia não altera nada. e isto, felizmente, não é apenas sentimento meu:

«Não há a rigor uma só frase que não nos cause estranheza – tudo é familiar, mas pelo caminho espalham-se pedrinhas de sentido a desviar o rumo. Quanto à linguagem, em nenhum momento o leitor se sente em casa, e isso é mortal na prosa literária, que tem na vida cotidiana da língua a sua matéria-prima de origem. Não é só vocabulário, o que seria um problema simples – é sintaxe mesmo, os pronomes todos e seus modos de usar, campos semânticos sutilmente distintos, regências particulares que vão como que armando um novo modo de ver o mundo, tudo que metaforicamente define uma língua.»

cristóvão tezza,
escritor brasileiro
aqui

não concordo com a sugestão de alterar sintática e ortograficamente as obras de cada lado do atlântico, traduzindo-as como se de outra língua se tratasse, que o escritor sugere no final do artigo referenciado. o ritmo do original, embora possa causar estranheza e deixar uns pozinhos de desconforto na mente, é único. perde-se sempre numa tradução, é transfigurado pelo tradutor que o filtra, que o molda de maneira a melhor encaixar numa outra emoção mais familiar ao leitor. mas admito que entre uma tradução dum livro em língua que desconheço prefiro sempre (e continuarei sempre a preferir) a portuguesa. e espero que com a minha ortografia.

02 junho 2009

diferenças culturais

eu aprendi a escrever relatórios no 10° ano - quais as partes essenciais e tal. depois duns quantos atrapalhos (incluindo a quase-inclusão duma receita de molho de tomate num relatório de biologia, cof cof...) lá aprendi o que é essencial incluir (e o que não é!). fui aprendendo truques e ganhando hábitos, especialmente na faculdade em que a seriedade da coisa aumentou exponencialmente. como se constroem tabelas, como se numera e descreve e inclui figuras, blábláblá. ainda tenho muito que aprender (os próximos dias vão ser interessantes por razões que não me apetece explicar), mas sempre SEMPRE sempre tentei fazer uma coisa de jeito.

agora, estes suécios... como é que no segundo ano da faculdade não sabem as coisas mais básicas?! não sabem escrever um sumário (não inclui as 30 tabelas de resultados!), não sabem que a introdução teórica ou lá como lhe quiserem chamar não é uma lista de equações a usar, não sabem que têm de referenciar a origem dos valores tabelados, o que é que eu estou a dizer?!, eles nem sabem que apresentando um diagrama têm de escrever na legenda a que elemento se refere e não apenas "diagrama" (diagrama quê? diagrama de quê?)! e as conclusões... as conclusões!

estou em choque cultural.

nota: esta gente não leva nota. é só passar ou chumbar. os relatórios são entregues numa determinada data, corrigidos e devolvidos para alterações; novamente entregues, corrigidos e devolvidos para alterações; e de novo; e de novo; e de novo - até eu entrar em parafuso e passar toda a gente! não é um bom sistema.


29 maio 2009

há mesmo gente horrível neste mundo

"Reducido el sexo a simple entretenimiento, ¿qué sentido tiene mantener la violación en el Código Penal? (...) ¿No debería equipararse a otras formas de agresión, como si, por ejemplo, obligáramos a alguien a divertirse durante unos minutos?"

daqui, visto aqui
estou ... nem sei como explicar a repulsa que sinto

25 maio 2009

(cleptomania minha)

se as cidades estão cheias de passado
é de ausências que se embaciam as ruas

lugares vazios onde as estrelas se apagam

e o que não se disse da melancolia
é que vivemos numa espécie de queda




maria sousa

20 maio 2009

saudades

hoje paguei 45 coroas* por um pão. ainda não me arrependi.
*4,30 euros... credo!

18 maio 2009

já tenho net em casa!

e agora vou dormir, que isto cansou-me muito.

notas breves:
1) saber como se diz cardinal em sueco é muitíssimo importante quando se precisa de contactar os serviços técnicos por telefone;
2)também ajuda não entrar em pânico quando uma gaja qualquer começa a debitar tralha em viking à velocidade da luz - costuma ser publicidade... que saudades da musiquinha parva que entretinha a espera!

13 maio 2009

é fartar, vilanagem!

mais alguém reparou que dum momento para o outro começou toda a gente a escrever "fartar vilanagem" a torto e a direito por esta blogosfera fora? e para eu, que ando em modo desligado, ter reparado a coisa deve ser muitíssimo grave. será pandemia?

08 maio 2009

dores de cotovelo

«(...) si los Obama conocieran las diferencias entre el perro de agua portugués y el español "habrían elegido el español" como mascota. (...) "El perro de agua portugués es más serio que el español por haberse dedicado a la guarda de las embarcaciones", señala García. (...) Sin embargo, su pariente portugués está más extendido fuera de España porque fue registrado en los libros caninos de Portugal mucho antes que en España.»

daqui, visto aqui.

e o negrito está assim no original e tudo. ahahaha!

21 abril 2009

pergunta

conta como procrastinação sentar-me em frente ao computador durante horas e só conseguir escrever duas palavras seguidas de jeito quando faltam dez minutos para o prazo final? e (apenas) nessa altura me entusiasmar, achando que ficaria perfeito se tivesse só mais uma horinha? que grande merda.

ainda não cheguei aos dez minutos finais.

15 abril 2009

14 abril 2009

(isto deve ser para compensar a ausência prolongada)*

roubadíssimo, de novo
* ou para fugir ao trabalho... cof cof

legenda #4

não é que me faltem coisas para dizer. por vezes nem sequer são as palavras que faltam. é mesmo a vontade.

legenda #3

a páscoa na suécia dura 4 dias e meio. feriado sexta (por isso quinta só se trabalha meio-dia*) e feriado segunda. deu para plantar coentros e salsa, para coser meias, para comer gelado, para andar de manga curta na rua (mesmo com frio), para tirar as socas e as pulseiras da caixa, para fazer o primeiro churrasco do ano e jogar kubb, para experimentar receitas antigas, para sentir muitas saudades da feira da ladra e do cheiro de lisboa depois da chuva.

*sim, eu trabalhei o dia inteiro. e um pouquinho durante os outros dias também...

legenda #2

voltar da alemanha foi excelente. deixar de carregar a vida numa mala de viagem. ter a melhor visita. curtinha...

legenda #1

passei o mês de março inteirinho na alemanha. as primeiras 3 semanas em augsburg, a trabalhar em sala limpa, a usar uma caixa de luvas gigantesca (tão fixe!), a evaporar coisas em sistema de vácuo, a medir as minhas primeiras células solares.* a última semana em dresden, a ouvir mil pessoas (6 000!) a falar de coisas que não percebo (e de algumas que já percebo um bocadinho) e a tentar vender os meus resultados no matadouro que é uma sessão de posters na alemanha. foi bom.

* não vou explicar. não quero (mais) gente a dormir por aqui.

13 abril 2009

alemanha/p./páscoa/preguiça

munique - torre chinesa

institut für physik, universität augsburg - caixa de luvas

augsburg - mercado

augsburg - fuggerei

augsburg - fuggerei ninguém está a espreitar, são autocolantes... hehe!


augsburg best bike ever, anke!

augsburg super-frango!

augsburg


karlstad foto do p.

páscoa - churrasco e kubb

páscoa - folar

páscoa - folar

sol este fim-de-semana de páscoa armei-me em sueca e vesti-me de primavera, com direito a socas e
a pulseiras nos tornozelos e a vontade de andar de sandálias (só a vontade, não exageremos) e tudo. que bom!

10 março 2009

da vida suspensa. do meu espanto. aqui.

escritas de corpo

«(...) Por vezes, olho algumas caligrafias e sinto cheiros, é como se estivesse a tocar uma pele escondida nas letras, como se ouvisse o tom de uma voz através da forma como a língua é desenhada sobre a página por uma mão mais ou menos firme, por um corpo mais ou menos firme, já que para a mão, quando escrevemos, vai todo o peso do corpo. (...)»

18 fevereiro 2009

pub



já andava há uns tempos para pôr isto aqui e falar de boxers que aparecem em primeiro lugar na lista de prendas de natal de putos suecos de 12 anos. fica só o video que o tempo anda a fugir-me.

19 janeiro 2009

isto não interessa a ninguém, mas lembro-me de me sentar ao pé do joão aguardela durante um sarau de ginástica há mil anos atrás enquanto calçava as sapatilhas e o meu coração batia um nadinha mais forte. uma emoção feita de adolescência e de cabelos compridos a gritar rebeldia e da aura de estrelas que afinal bebem bicas no bar da associação desportiva do bairro como as pessoas normais.

e agora, porque se morre em todo o lado e a todas as horas e as coincidências são umas putas insensíveis, o que descobri foi que uma canção que me andou a perseguir durante muito tempo é afinal parte do extinto projecto megafone. esta aqui abaixo.



que me desculpem se ofendo, mas do que me vou lembrar sempre é do coração acelerado e de ter querido ser crescida o suficiente para beber uma bica com o meu vizinho.

11 janeiro 2009

lá-lás para um retornado


não me perdoo não te ter visto, e à donana, no natal. mas vou seguir-te avidamente, qual stalker.

09 janeiro 2009

ainda não parei de rir



isabelle chase otelo saraiva de carvalho

carreguem nisto verde aqui acima, pelamordochantinhos!
(obrigadinha)

08 janeiro 2009

em decomposição

na semana passada caiu-me um cabelo branco. ontem caiu-me outro.

tira as calças



Sem Calças! '09 Lisboa 10jan 15h jardim de telheiras

07 janeiro 2009

17 dezembro 2008

publicidade, fotografia, lisboa


Lisboa, 3 da manhã, dia 19 de Dezembro e 24 horas seguintes.


«fui convidado para fotografar Lisboa durante 24 horas seguidas enquanto ao mesmo tempo todas as outras capitais europeias estão também a ser fotografadas por um fotógrafo/a. infelizmente não tive e não terei tempo para preparação. não faz mal, terá que ser feito engenho a partir do pouco que se tem. é aqui que vocês ou os vossos amigos e conhecidos podem participar... procuro sugestões e pessoas que vivam ou trabalhem em Lisboa e que gostassem de ser fotografadas por mim nesse dia! preciso de fotografar cada uma das 24 horas e por isso não tenham vergonha e peço descaradamente ajuda na vossa participação. pode ser fotografar o INEM durante a madrugada, como pode ser a fornalha de um padeiro. o quarto de um estudante ou a varanda de um escritor. a vassoura de quem limpa a madrugada ou o crepúsculo de quem não tem casa. o vermelhar de um nascimento ou uma visita às flores de uma lápide. não há muito tempo e resta-me a esperança de alguém ler, distribuir estas palavras rápidas e esperar que alguém me escreva ou me telefone com vontade em participar.

obrigado.»

09 dezembro 2008

bolo rei

coloca-se ~500 g de fruta cristalizada cortada em pedaços pequenos e ~200 g de sultanas a macerar em vinho do porto. Amassa-se 250 g de farinha com 50 g de fermento de padeiro desfeito em 125 ml de água morna (ou leite); faz-se uma bola, tapa-se e guarda-se a um canto quentinho da cozinha.


bate-se 200 g de açúcar com 200 g de margarina amolecida. junta-se 6 ovos, 2 dl de água (ou leite), uma pitada de sal, 100 ml de vinho do porto (eu juntei aquele onde tinha deixado as frutas a macerar e um gole de rum - ficou mais perto dos 200 ml...) e 1 kg de farinha. amassa-se bem - não é preciso ser tímido, arregaça-se as mangas, pede-se a alguém para segurar a tigela e usa-se as mãos até doerem os nós dos dedos e ainda mais. junta-se o fermento e amassa-se mais até se obter uma massa elástica, que não se cole às mãos (tem de se juntar um pouco mais de farinha se se exagerou na bebida). deixa-se repousar durante uns 5 minutos.

junta-se a fruta cristalizada e ~200 g de frutos secos cortados em pedaços pequenos. envolve-se bem e deixa-se levedar durante pelo menos uma hora tapado com um plástico - até dobrar de volume (e dobra mesmo!).


divide-se a massa em bolas com o tamanho desejado e deixa-se repousar durante 10 minutos, tapadas (ou não se deixa repousar, como eu). molda-se uma coroa fazendo um buraco no meio - quem quiser pode usar o cotovelo.* pincela-se com ovo batido, polvilha-se com amêndoa/noz/pinhões granulado e decora-se com fruta cristalizada, frutos secos e açúcar em pó.


deixa-se levedar no tabuleiro por mais uma hora (ou não. hehe!).

vai ao forno a 180 - 200 ºC durante o tempo que for preciso - para bolos de ~500 g deve demorar uns 25 minutos, mas o melhor é ir espetando a massa com um palito e ver se ainda vem alguma coisa agarrada.


serve-se com vinho do porto, glögg, uma troca de prendas, e gargalhadas q.b.



*não houve fava nem surpresa para ninguém - não arranjei a tempo.

nota: as quantidades da fruta cristalizada, das sultanas e dos frutos secos vêm aproximadas porque coloquei a olho (mais frutos secos e menos fruta cristalizada, acho eu) - mas estas são as que estavam indicadas numa das receitas que segui.

08 dezembro 2008

com dedicatória


«Toco a tua boca.

Com um dedo, toco a borda da tua boca, desenhando-a como se saísse da minha mão, como se a tua boca se entreabrisse pela primeira vez, e basta-me fechar os olhos para tudo desfazer e começar de novo, faço nascer outra vez a boca que desejo, a boca que a minha mão define e desenha na tua cara, uma boca escolhida entre todas as bocas, escolhida por mim com soberana liberdade para desenhá-la com a minha mão na tua cara e que, por um acaso que não procuro compreender, coincide exactamente com a tua boca, que sorri por baixo da que a minha mão te desenha.

Olhas-me, de perto me olhas, cada vez mais de perto, e então brincamos aos ciclopes, olhando-nos cada vez mais de perto. Os olhos agigantam-se, aproximam-se entre si, sobrepõem-se, e os ciclopes olham-se, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam sem vontade, mordendo-se com os lábios, quase não apoiando a língua nos dentes, brincando nos seus espaços onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio. Então as minhas mãos tentam fundir-se no teu cabelo, acariciar lentamente as profundezas do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de uma fragrância obscura. E se nos mordemos a dor é doce, e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo do fôlego, essa morte instantânea é bela. E há apenas uma saliva e apenas um sabor a fruta madura, e eu sinto-te tremer em mim como a lua na água.»

o jogo do mundo
julio córtazar

02 dezembro 2008

sabem o que notei mesmo agora na imagem amis aqui abaixo? que a curta a ilha das flores vai passar na versão original, em brasileiro. ai!

do dicionário da priberam:

brasileiro

de Brasil

adj. e s. m.,
relativo ou pertencente ao Brasil;
natural do Brasil;

pop.,
por ext. indivíduo que foi ao Brasil e que voltou de lá rico.


português

do Lat. portucalense

adj.,
relativo a Portugal;
diz-se de uma variedade de trigo-mole;

fig.,
franco, leal, apesar de rude;

s. m.,
indivíduo natural de Portugal;
indivíduo que tem nacionalidade portuguesa;
língua falada pelos Portugueses, Brasileiros e todos os povos africanos de língua oficial portuguesa;
antiga moeda de ouro.

'tá pcebidó moços?

do consumismo e outros pecados

casa da horta

quem não andar pelo porto pode espreitar aqui (the story of stuff) e aqui (a ilha das flores).

notinha: não deixar o cérebro em casa.

01 dezembro 2008

do insulto ao elogio vai um instante e meio




You Are a Pig



You are very intelligent, and you enjoy being around people. You can trust others easily.

You have great reasoning skills, and you are quick learner. You are able to adapt to most situations.



You tend to be very territorial and picky. You don't like people messing with your stuff.

You have keen senses and reflexes. You can defend yourself well and quickly sense danger.

28 novembro 2008

(peço desculpa a todos quantos aqui caem e levam com o video dos kings of leon a tocar imediatamente. não sei desactivar essa coisa no myspacetv e os videos que encontrei no youtube não se conseguem enterrar no blogue)

da suécia

saio às seis da tarde e já há mais de 3 horas que os meus passos são os únicos que os corredores da universidade ouvem.

26 novembro 2008

i could just taste it

kings of leon

aqueles cabelinhos à sueco* é que não se aguentam - espreitem na página da banda (é só clicar no nome aqui em cima) e até se assustam. mas o que é que lhes aconteceu?! credo...

*i.e. à foda-se.

20 novembro 2008

19 novembro 2008

está a nevar.

17 novembro 2008

a minha vida é (quase) assim



(mas em sueco, e com fil. acreditem, não combina com löfbergs lila. blargh...)

obrigada, britta

das coisas roubadas

«Então prescreveram morte por fuzilamento, mas Ascânio negou-se ainda: a sua objecção de consciência, explicou, era tanto de matar quanto de morrer.»