26 outubro 2009

seguindo a corrente

eu não ia dizer nada acerca disto, mas já não consigo resistir mais tempo. tenho mesmo de meter a minha colherada no assunto.

assunto: maitê proença

vi o lindo vídeo uns tempos antes da polémica incendiar o país (isto parece mal escrito, mas é mesmo o que quero dizer: visto de fora, foi incêndio que deflagrou sem controlo). fiquei horrorizada; respirei fundo; olhei para a data daquela tristeza; encolhi os ombros perante a idiotia de algumas pessoas; e apaguei o mail onde me tinham enviado a ligação para o iutúbaro (tiro novamente o chapéu à genialidade do autor original desta linda tradução, que anda desaparecido há um porradão de tempo).

aquilo não tem ponta por onde se lhe pegue - e estou neste momento a dar o peito às balas. pelo que li por aí, parece que quem acha de mau gosto e sem piada é um desgraçadinho complexado com falta de sexo e problemas de infância. ficarei definitivamente marcada a ferro quente como uma portuguesinha triste, mas aquilo é fazer pouco da gente. terá piada num contexto pífio de tagarelice maldicente de comadres - o que parece ser o género de coisa que o programa da gnt é - daí eu nem ter ligado à coisa, por achar o programa tão insignificante. agora dizer que ahaha!, era a brincar e tal não dá para engolir.

é ofensivo.

mas este ser ofensivo não justifica o clamor de protestos que se seguiu - com gente a favor, gente contra, desculpas públicas, recolha de assinaturas para sei lá o quê, e maismaismais - exactamente pela pobreza de espírito dos ataques e pelo contexto em que foram feitos (em plena incapacidade de discernimento, consequência directa do programa onde passou a peça). não interessa.

a sério, interessa mesmo a alguém o que um grupo de araras cinquentonas poderá dizer ou deixar de dizer numa sessão de cusquice, mesmo que televizada?

21 outubro 2009

pulinhos

tive de roubar.


já sei o que dizer para a próxima

(mouseover text: a laptop battery contains roughly the stored energy of a hand grenade, and if shorted it... hey! you can't arrest me if i prove your rules inconsistent!)

não sei se é sinal, contra-sinal ou o caralhinho*

comprei um chocolate e aquilo não fez nada por mim. nadinha.

*ui!, caracinhas?...

dos corações

e, já agora, carreguem aqui também.

das meninas

vão ver o vídeo que puseram aqui. vão já!

16 outubro 2009

capas lindas

espreitem e votem aqui.

as 3 primeiras...
não me consigo decidir.
«Today, I was commenting on my mom's hair, asking her if she had gotten it done today, or if she was just having a good hair day. She then said "I just did a really good blow job". My dad walked in and said "Yes, I would agree". I am never commenting on my mother's hair again.»

12 outubro 2009

um tiro, ninguém tem por aí um tiro que me dispense? mesmo pequenino, o tamanho não interessa. é que dava-me jeito. a sério.

alguém?

09 outubro 2009

festa da índia

no museu do oriente
8 a 24 outubro

sinais (iv)

achei isto realmente assustador:

(mouseover text: i'm teaching every 8-year-old relative to say this, and every 14-year--old to do the same with toy story. also, pokemon hit the us over a decade ago and kids born after aladdin came out will turn 18 next year.)

08 outubro 2009

contra-sinais (ii)

hoje disseram que eu tinha 21 anos.

quem disse isto tem 15, mas não se desdenham
estas coisas quando são assim de graça.
fazer dos amantes aqueles que se amam

horrível

mas a mim dava-me jeito.

06 outubro 2009

«Today, I texted my dad asking what he was doing. I don't think he realizes "your mom" just isn't the response his son wanted to hear.»

05 outubro 2009

04 outubro 2009

para o natal eu quero





desacordo ortográfico

«Uma antologia de textos que valorizam a diferença na língua portuguesa. Um livro que reúne autores que, em vez de escrever no bom português, preferiram adoptar os seus óptimos, estranhos, lindos portugueses.»

sai em novembro. ver aqui como se constrói.

03 outubro 2009

«Há, na música folk dos países do norte, uma força tranquila que impede o desespero, que mantém as pessoas de pé durante as intempéries, uma força que é impossível de ser encontrada na Europa do Sul, convertida desde sempre a uma bela e desconchavada sinusóide de festa e pranto. (...) Se o fado ou as canções napolitanas são sobretudo histórias de tumultos e arrebatamentos, histórias de faca e alguidar, de gente dilacerada pela vida, maltratada pelo amor, mas que, mesmo engaiolada no sofrimento, gosta imenso de falar, de dançar fora de horas, de vir à janela fazer caretas e de cuidar das feridas como se estas fossem tigres domésticos, muito queridos e ferozes, ou então bonsais, que são árvores completas em vasos pequenos, não sei se percebem onde quero chegar, a folk britânica ou nórdica interessa-se principalmente pelos silenciosos mecanismos do corpo, pelo combate, pelo trote dos cavalos, por essa serenidade algo incómoda e dolorosa, que também sobrevive e ronda as últimas coisas, e que está sempre lá, em qualquer final que se preze, depois das despedidas, nas ruelas às quatro da manhã, no caminho de regresso, na amurada do navio em alto mar.»


a quem possa interessar

eu vou ser, sem sombra de dúvida, uma mulher de bata.


ainda não cheguei lá, mas dêem-me uns instantes e nunca mais a largarei. sei isto porque:

1. gosto de aventais - têm de ter bolsos grandes onde as mãos se enterrem em descanso e peitilho (se não tiver, onde se encosta a tigela da massa dos bolos? ou o gigantesco pão alentejano para cortar uma fatia em cunha?). são excelentes para poupar na lavagem da roupa, logo em água e luz e detergente e ambiente*;
2. sempre que chego a casa tenho de despir a roupa da rua.

daqui até à bata será um passo muito curtinho. (menina alentejana, rendi-me. quando é que nos juntamos para fazer um modelito jeitoso para nós?)


*outra forma excelente de poupar em energia (e em paciência, tempo e tudo)
é não passar a roupa a ferro, mas dobrá-la direitinha assim que sai do
estendal. não é bom não passar a ferro? isto aplica-se a quem não vista coisas complicadas
com camisas e mariquices do género. o que conduz a
nova luta: porque é que é aceite sem contestação que o valor profissional
de alguém aumenta usando roupa desconfortável e formal? é tão
bom trabalhar numa universidade e ser estrangeira e não me importar com isto.