20 maio 2010
(eu não devia contar isto - porque me envergonha e porque muito facilmente passaria despercebido -, mas tenho de me rir com alguém:
escrevi "cavaco de silva" na coisa ali mais abaixo! e cheguei a publicar e tudo, sem reparar na enormidade. eu achava que era só na fala que isto andava entaramelado, mas parece que a escrever é a mesma merda...)
mais uma coisa
portugal foi notícia por dois dias seguidos num dos jornais de referência suecos. ontem foram duas páginas inteiras acerca do novo pacote de medidas anti-crise. hoje uma página inteira acerca do sim (tirado a ferros...) de cavaco silva à alteração da lei do casamento.
e agora dou-vos música
micachu & the shapes (outra vez)
aparte 1: espreitei os tune-yards e achei muito bom, mas continuo apanhadíssima por estes aqui em cima. obrigada pelos dois, sô jq.
aparte 2: desta vez não desanquei em ninguém, meu caro borboto... quero responder-te, mas tenho andado num rodopio e ainda não consegui.
tenho de ir que já estou atrasada.
(os chinelos são umas socas birkenstock que foram um dos primeiros sinais da minha aproximação à quarta década de vida: são o meu segundo par. igualzinho ao primeiro. já não me renovo.)
boletim meteorológico
desde ontem que está por aqui um calor desgraçado - não quero saber dos 1000 graus à sombra que estavam ontem em lisboa, hoje foi o primeiro dia em que não agarrei no meu cachecol maravilha de manhã*. e passei directamente para a versão chinelos e manga-curta! estou contente, mas sinto os tornozelos nus porque não consegui encontrar as minhas pulseiras.
*de lã, senhores. o cachecol é de lã.
07 maio 2010
mais pub
a feira do livro de lisboa começou há uns dias e eu não vou lá. é o terceiro ano consecutivo que me baldo e, embora a minha carteira respire de alívio, eu roo-me todinha por dentro e por fora com as saudades de carregar toneladas de palavras parque eduardo vii acima (e abaixo).
06 maio 2010
o estado é laico
e deve agir como tal. só me chateia aquela do "cidadãs e cidadãos". enfim, outras lutas.
católicos por encomenda
num anúncio que já não está disponível procuram-se (procuravam-se?) pessoas entre os 18 e os 50 anos para receber o papa de t-shirt e bandeirinha na mão. e parece que a brincadeira ainda rende uns trocos para a cerveja (uns €17,50). querem 100 figurantes. alguém se atreve?
eu sugiro uma granada de preservativos escondidos na baínha da t-shirt alusiva ao acontecimento, lançados ao ar nalgum momento mais emotivo. este outro movimento agradece, parece-me.
eu sugiro uma granada de preservativos escondidos na baínha da t-shirt alusiva ao acontecimento, lançados ao ar nalgum momento mais emotivo. este outro movimento agradece, parece-me.
27 abril 2010
25 abril 2010
21 abril 2010
20 abril 2010
saudades (ii)
é a mistura de pó, café a torrar da torre da löfbergs lila, óleo queimado das linhas dos comboios da estação e sei lá que mais coisas lindas cheirar igualzinho a peixe-espada grelhado. isto às 7h20 enquanto se atravessa o túnel do medo aqui da aldeia. sou triste.
19 abril 2010
cartas
30 março 2010
ai!
antes do pânico de último minuto se instalar (ver aqui), uma nota relativamente ao que escrevi aqui abaixo: esta coisa de se ser politicamente correcto, ou lá que merda é, dá um bocado de trabalho. não é que depois de publicar a coisa me apercebi que "gostar de meninos como as meninas gostam" não se deve dizer? é que nem todas as meninas gostam de meninos. ou só de meninos. e há muitas maneiras diferentes de gostar.
agora faço o quê? grande porcaria.
fica assim, com a devida chamada de atenção - que isto aqui não se quer incomodar ninguém mas estes pruridos de língua já me começam a dar cabo dos nervos.
coisas do mundo
parece que o ricky martin afinal gosta de meninos como as meninas gostam*. e disse-o muito bem aqui.
*a palavra gay dá cabo de mim e queer é ainda pior
(além de que nunca gostei de empréstimos de língua); homossexual
soa a diagnóstico; maricas e paneleiro é a miséria
que se sabe. como é que eu digo, afinal? gostar é bom.
(além de que nunca gostei de empréstimos de língua); homossexual
soa a diagnóstico; maricas e paneleiro é a miséria
que se sabe. como é que eu digo, afinal? gostar é bom.
Ilustrarte
até dia 4 de abril no museu da electricidade. vão lá a correr ver coisas bonitas. a entrada até é livre.
28 março 2010
e um presente
quem quiser receber os novelos da paixão para audição contínua experimente isto aqui. presente do expresso*, nada de ilegalidades.
*diz disponível até 12 de março, mas funcionou comigo hoje.
23 março 2010
19 março 2010
18 março 2010
11 março 2010
agora uso gel de duche palmolive naturals
04 março 2010
toll
é tão bonito e o que primeiro me atacou não foi ternura mas sim a clara certeza de um dente partido, lábio rasgado, sangue espesso que escorre pela pele selando um contrato de amor - a dor em troca de um beijo cristalizado.
03 março 2010
02 março 2010
24 fevereiro 2010
07 fevereiro 2010
em modo nostalgia
primitive reason
durante 4' tenho 17 anos outra vez.
acho que me bastam estes instantes, mais não me apetece.
acho que me bastam estes instantes, mais não me apetece.
30 janeiro 2010
29 janeiro 2010
28 janeiro 2010
21 janeiro 2010
coisas que aparecem no meio dos livros

«(...) objectos recolhidos durante a limpeza e restauro do acervo da instituição. Cartas de amor, postais ilustrados, cartões-de-visita, alfinetes, imagens de santos, flores secas, pequenos insectos que ficaram perdidos no meio dos livros. (...) pequenos segredos, marcadores improvisados que ficaram esquecidos, pequenas curiosidades que o tempo e os livros decidiram preservar.»
20 janeiro 2010
18 janeiro 2010
hoje é dia de roubos
«Hoje à noite, no Prós & Contras, debater-se-á a indiferença dos portugueses para com todo o tipo de debates. Hoje à noite, Marcelo Rebelo de Sousa escolherá as melhores fotografias da tragédia no Haiti. Hoje à noite, Martim Cabral e Nuno Rogeiro explicarão aos portugueses para que serve um Hércules C-130. Hoje à noite, António Vitorino elogiará Manuel Alegre. Hoje à noite, José Sócrates distribuirá computadores Magalhães pelas crianças do Haiti. Hoje à noite, Cavaco Silva não comentará. Hoje à noite, Vasco Pulido Valente tentará explicar aos portugueses que Portugal é o Haiti da Europa. Hoje à noite, António Barreto tenderá a concordar com Vasco Pulido Valente, passe embora o exagero da comparação. Afinal, Portugal é só o Burkina Faso da Europa. Hoje à noite, George W. Bush pedirá dinheiro para o Haiti ao mesmo tempo que o furacão Katrina pestanejará no Iraque. Hoje à noite, Fernanda Câncio promoverá o casamento gay no Haiti em prol do robustecimento demográfico e económico desta nação das Caraíbas. Hoje à noite, Angelina Jolie e Madonna darão o exemplo adoptando crianças órfãs do Haiti que deambulam pelas cidades dos EUA. Hoje à noite, Medina Carreira refutará as previsões maias. O mundo já acabou, nós é que andamos distraídos. Hoje à noite, Pedro Santana Lopes andará por aí. Hoje à noite, Pacheco Pereira argumentará contra a comunicação social servindo-se da comunicação social. Hoje à noite, Manuela Ferreira Leite aliviará os joanetes com palmilhas ortopédicas. Hoje à noite, Clara Ferreira Alves citará Michel Houellebecq a propósito do Haiti. Hoje à noite, Daniel Oliveira andará muito indignado. Hoje à noite, Catarina Furtado será nomeada embaixadora dos embaixadores. Hoje à noite, Ricardo Araújo Pereira escreverá umas piadas giras. Hoje à noite, Pedro Mexia também. Hoje à noite, o Papa descalçará os seus sapatos vermelhos, retirará o seu chapéu Saturno e o camauro, despirá a Mozzetta, rezará pelas vítimas da fome, adormecerá a ver filmes do Manoel de Oliveira. Hoje à noite, os ricos adormecerão no aconchego do lar, os pobres dormirão ao relento, povos exóticos e mediaticamente fotogénicos comercializarão restos de comida encontrados em lixeiras.»
13 janeiro 2010
agenda cultural
11 janeiro 2010
18 dezembro 2009
14 dezembro 2009
projecto com prazo de validade
não me lembro se já falei disto aqui. o moço dos berros é o dos zen (que saudades da juventude...). e eu ando com este novo projecto agarrado aos ouvidos há uns tempos. os desgraçados é que não me responderam quando eu escrevi a queixar-me que nunca dão concertos quando eu aí vou (o que até é mentira; o próximo vai ser na noite de natal*, no porto) e a dizer que queria comprar-lhes as canções. parvos.
vá, oiçam lá os moços:
vá, oiçam lá os moços:
13 dezembro 2009
estive uma semana a brincar aos cientistas malucos no irmão pequeno do cern, em lund. enquanto lá estava estatelei-me no meio da estrada, acrescente-se que com graciosidade e encanto. depois do tornozelo recuperado, ando a redescobrir os encantos de arrancar crostas de feridas. quase vale o não ter conseguido dobrar o joelho sem esguichar sangue durante 9 dias.
10 dezembro 2009
25 novembro 2009
24 novembro 2009
(a caixa mágica também me traz a daniela ruah. nos primeiros minutos do primeiro episódio a moça ameaça "partir o carro todo" a alguém pelo telefone, em português. passei a ver aquela treta* toda na esperança que eles repitam a gracinha de a pôr a falar na língua mais bonita, mas até agora nada.)
* eu vejo muitas tretas, o sacrifício não é assim tão grande...
para matar saudades
a indústria automóvel anda a tentar seduzir-me - traz-me pedacinhos de lisboa aos bochechos pela caixa mágica.
(ai, as castanhas!)
faltas
alguém a quem perguntar se tenho o nariz limpo.
(mas tenho quem me ature às tantas da manhã quando estou completamente adrenalinada por ter andado a almofadar o candeeiro da mesa de cabeceira pensando que era um ladrão. abraços de longe também se sentem.)
17 novembro 2009
16 novembro 2009
06 novembro 2009
05 novembro 2009
(confissões de emigrante)
vejam lá como isto anda que até achei o baixista da ágata muito bem-apessoado...
impressões
após 3 semanas com acesso à rtp internacional, eis o que aprendi:
. o malato é realmente irritante. nunca tinha passado tempo suficiente com a pessoa para me aperceber disso;
. a sílvia alberto já sabe dizer os éles. acho incrível, não percebo como é que se aprendem estas coisas;
. o joão baião devia usar calças do tamanho dele, parece-me que as que tem eram do irmão mais novo. mas gostei das cãs - subiu uns pontos por não as ter pintado;
. a judite de sousa está na crise de meia-idade. deve ser normal, mas é chato a dela ter de passar na televisão;
. a moça que fala com o marcelo rebelo de sousa todos os domingos (tento fixar o nome dela, mas escapa sempre), tem aquele ar de menina aplicada que quer mostrar que sabe antecipando o que o sôpessor vai dizer. dá-me cabo dos nervos aquele bbbbzzzzzzzzz, especialmente porque por vezes acerta e o marcelinho salta aquela parte - como o microfone dela não se ouve nessas alturas, fica uma pessoa a adivinhar, feita parva;
. a judite de sousa, mesmo em plena crise, com unhas douradas e sapatos à travesti (desculpem. é horrível dizer, mas não resisto), tem muito mais jeito para a coisa com o antónio vitorino. não teve foi jeitinho nenhum na entrevista com o antónio lobo antunes, mas isso é outra conversa*;
. o antónio lobo antunes fala da mesma maneira que aquelas pessoas muito fixes, muito fashion, muito acima de toda a gente falam - num tom condescendente, com uma paciência salpicada de exasperação pelo cansaço que é ter de explicar tudo, ao mesmo tempo que tenta a todo o custo passar uma imagem de calma e simplicidade. uma espécie de afectação zen, se me entendem;
. estou verdadeiramente emigrante. no outro dia deu um filme português que se passava ali para os meus lados - veio logo a lagriminha ao olho: ai, a praia de carcavelos, e paço de arcos, e aquilo é a cave do centro comercial de carcavelos (ah, mas foi gravado quando eu lá andava, como é que eu não dei por nada?), ai e os copos que eles estão a usar são iguais aos da minha mãe, e as matrículas dos carros, e as sombras das casas, e o raicoparta. estou perdida;
. alguém devia dar um dicionário de português e uma gramática (até pode ser como o acordo ortográfico manda, qualquer coisinha para começar) aos responsáveis pelo canal. tanto erro ortográfico nos anúncios de programas e agendas culturais e legendas. como é que têm a lata de passar aquilo do bom português se nem arrumam a própria casa?
. a acreditar nas comemorações dos 50 anos do telejornal, temos o melhor programa de informação do mundo. é mentira. (bate aos pontos o sueco, mas continua a ser miserável);
. estou a voltar a gostar de futebol à conta d'a liga dos últimos. e só vi um programa inteiro. claro que gosto é das pessoas, mas acho que continua a contar. não gosto dos comentadores. são paternalistas e irritam-me;
. a imagem que os emigrantes têm de portugal é datada e isso vê-se nos programas que passam. gostaria que os programas lhes levassem uma imagem mais verdadeira do país. mas isto é um querer igual ao outro querer que os programas que passam na televisão em geral nos tornem (espectadores) melhores e não que nós tornemos a tv pior;
. no domingo emparelharam o júlio isidro (é tão fixe, não é?) com uma menina que não conheço. na apresentação d'o programa das festas (sim, vi todinho. e ia morrendo porque aquilo passou-se na feira gastronómica de santarém e eu já não como nada que preste desde agosto). a moça até é engraçada e não fala mal e tudo, mas os dois juntos só se enterram. não combinam nadanadanadanada, aquilo foi atropelo atrás de atropelo. meteu dó;
. a outra moça do programa aqui de cima (outra que tento lembrar o nome e esqueço sempre - cristina qualquer coisa) fala como se estivesse a falar com meninos do infantário, mas curiosamente nem irrita muito. só me faz lembrar a serenela andrade. como me esqueço sempre do nome nunca consegui confirmar a suspeita. alguém ajuda?
. podia continuar, mas já estou a dizer muito mal duma só vez.
ao fim e ao cabo, gostei muito de ouvir a minha língua outra vez. e em muitas pronúncias e cores.
. o malato é realmente irritante. nunca tinha passado tempo suficiente com a pessoa para me aperceber disso;
. a sílvia alberto já sabe dizer os éles. acho incrível, não percebo como é que se aprendem estas coisas;
. o joão baião devia usar calças do tamanho dele, parece-me que as que tem eram do irmão mais novo. mas gostei das cãs - subiu uns pontos por não as ter pintado;
. a judite de sousa está na crise de meia-idade. deve ser normal, mas é chato a dela ter de passar na televisão;
. a moça que fala com o marcelo rebelo de sousa todos os domingos (tento fixar o nome dela, mas escapa sempre), tem aquele ar de menina aplicada que quer mostrar que sabe antecipando o que o sôpessor vai dizer. dá-me cabo dos nervos aquele bbbbzzzzzzzzz, especialmente porque por vezes acerta e o marcelinho salta aquela parte - como o microfone dela não se ouve nessas alturas, fica uma pessoa a adivinhar, feita parva;
. a judite de sousa, mesmo em plena crise, com unhas douradas e sapatos à travesti (desculpem. é horrível dizer, mas não resisto), tem muito mais jeito para a coisa com o antónio vitorino. não teve foi jeitinho nenhum na entrevista com o antónio lobo antunes, mas isso é outra conversa*;
. o antónio lobo antunes fala da mesma maneira que aquelas pessoas muito fixes, muito fashion, muito acima de toda a gente falam - num tom condescendente, com uma paciência salpicada de exasperação pelo cansaço que é ter de explicar tudo, ao mesmo tempo que tenta a todo o custo passar uma imagem de calma e simplicidade. uma espécie de afectação zen, se me entendem;
. estou verdadeiramente emigrante. no outro dia deu um filme português que se passava ali para os meus lados - veio logo a lagriminha ao olho: ai, a praia de carcavelos, e paço de arcos, e aquilo é a cave do centro comercial de carcavelos (ah, mas foi gravado quando eu lá andava, como é que eu não dei por nada?), ai e os copos que eles estão a usar são iguais aos da minha mãe, e as matrículas dos carros, e as sombras das casas, e o raicoparta. estou perdida;
. alguém devia dar um dicionário de português e uma gramática (até pode ser como o acordo ortográfico manda, qualquer coisinha para começar) aos responsáveis pelo canal. tanto erro ortográfico nos anúncios de programas e agendas culturais e legendas. como é que têm a lata de passar aquilo do bom português se nem arrumam a própria casa?
. a acreditar nas comemorações dos 50 anos do telejornal, temos o melhor programa de informação do mundo. é mentira. (bate aos pontos o sueco, mas continua a ser miserável);
. estou a voltar a gostar de futebol à conta d'a liga dos últimos. e só vi um programa inteiro. claro que gosto é das pessoas, mas acho que continua a contar. não gosto dos comentadores. são paternalistas e irritam-me;
. a imagem que os emigrantes têm de portugal é datada e isso vê-se nos programas que passam. gostaria que os programas lhes levassem uma imagem mais verdadeira do país. mas isto é um querer igual ao outro querer que os programas que passam na televisão em geral nos tornem (espectadores) melhores e não que nós tornemos a tv pior;
. no domingo emparelharam o júlio isidro (é tão fixe, não é?) com uma menina que não conheço. na apresentação d'o programa das festas (sim, vi todinho. e ia morrendo porque aquilo passou-se na feira gastronómica de santarém e eu já não como nada que preste desde agosto). a moça até é engraçada e não fala mal e tudo, mas os dois juntos só se enterram. não combinam nadanadanadanada, aquilo foi atropelo atrás de atropelo. meteu dó;
. a outra moça do programa aqui de cima (outra que tento lembrar o nome e esqueço sempre - cristina qualquer coisa) fala como se estivesse a falar com meninos do infantário, mas curiosamente nem irrita muito. só me faz lembrar a serenela andrade. como me esqueço sempre do nome nunca consegui confirmar a suspeita. alguém ajuda?
. podia continuar, mas já estou a dizer muito mal duma só vez.
ao fim e ao cabo, gostei muito de ouvir a minha língua outra vez. e em muitas pronúncias e cores.
* aí fez papel de menina babada, mas não se concentrou o suficiente para realmente ouvir o que o homem dizia. parecia parvinha, embasbacada a olhar e aos risinhos (ela agora tem um bocado a mania do riso nervoso. devem-lhe ter dito que isso a tornava mais humana, menos jornalista dura. estão errados, não lhe deviam ter dito nada). a certa altura ele descreve uma das pessoas com quem uma vez esperava pela sessão de quimioterapia e diz que a tal pessoa trazia a gravata mais bonita do mundo, mesmo sem ter nenhuma gravata (era uma gravata de dignidade ou coisa que o valha) e a mulher pergunta-lhe se ainda se lembra da cor da gravata... que murro.
03 novembro 2009
01 novembro 2009
31 outubro 2009
coisa sem interesse (ii)
eu ia colocar aqui umas fotos e um textozinho, à laia de diário; explicar que estou na alemanha até ao fim da semana (a trabalhar que nem um cão); que por cá há cerveja e pão (não se morre de fome, pode é morrer-se de enfartamento); e a paisagem é bonita; e as pessoas são simpáticas; e o café que bebi na república checa (num pardieiro a tresandar a tabaco) era excelente, mesmo sendo um balde dele; e e e e.
desisti. fartei-me de olhar para as minhas fotos e achar tudo desfocado e feio e que raio é que eu faço à máquina para sair tudo mal assim. não me apetece escrever mais.
e não é que alguém se importe...
ateus de todo o mundo, uni-vos!
«As you may already be aware, recently the Atheist Founation [sic] of Australia and the Global Atheist Convention websites were the target of a significant DDoS (Distributed Denial of Service) attack, which began on Monday 19 October.
This is a call to all non-believers and advocates for freedom of speech to join us in a global co-ordinated minute of prayer with the aim of inundating God (in this context, the Christian god, God, as distinct from the Greek god, Zeus, the Egyptian god, Ra etc etc) with so many useless prayers that it causes his divineness to go offline as as result of our own DDOS ('Divine' Denial of Service).
The prayer minute will be at exactly 8pm (Eastern Standard Time) and 9am (Greenwich Mean Time) on Sunday 8 November 2009.»
ahaha!
ahaha!
muito agradecida ao sô m. pela gargalhada
coisa sem interesse
o meu maior incentivo para usar creme hidratante a seguir ao banho é saber que assim a minha bagagem pesará menos um bocadinho no sábado que vem.
calculo que, por cada aplicação de creme, posso acrescentar 5 a 10 folhas de papel à mala.
30 outubro 2009
29 outubro 2009
26 outubro 2009
seguindo a corrente
eu não ia dizer nada acerca disto, mas já não consigo resistir mais tempo. tenho mesmo de meter a minha colherada no assunto.
assunto: maitê proença
vi o lindo vídeo uns tempos antes da polémica incendiar o país (isto parece mal escrito, mas é mesmo o que quero dizer: visto de fora, foi incêndio que deflagrou sem controlo). fiquei horrorizada; respirei fundo; olhei para a data daquela tristeza; encolhi os ombros perante a idiotia de algumas pessoas; e apaguei o mail onde me tinham enviado a ligação para o iutúbaro (tiro novamente o chapéu à genialidade do autor original desta linda tradução, que anda desaparecido há um porradão de tempo).
aquilo não tem ponta por onde se lhe pegue - e estou neste momento a dar o peito às balas. pelo que li por aí, parece que quem acha de mau gosto e sem piada é um desgraçadinho complexado com falta de sexo e problemas de infância. ficarei definitivamente marcada a ferro quente como uma portuguesinha triste, mas aquilo é fazer pouco da gente. terá piada num contexto pífio de tagarelice maldicente de comadres - o que parece ser o género de coisa que o programa da gnt é - daí eu nem ter ligado à coisa, por achar o programa tão insignificante. agora dizer que ahaha!, era a brincar e tal não dá para engolir.
é ofensivo.
mas este ser ofensivo não justifica o clamor de protestos que se seguiu - com gente a favor, gente contra, desculpas públicas, recolha de assinaturas para sei lá o quê, e maismaismais - exactamente pela pobreza de espírito dos ataques e pelo contexto em que foram feitos (em plena incapacidade de discernimento, consequência directa do programa onde passou a peça). não interessa.
a sério, interessa mesmo a alguém o que um grupo de araras cinquentonas poderá dizer ou deixar de dizer numa sessão de cusquice, mesmo que televizada?
aquilo não tem ponta por onde se lhe pegue - e estou neste momento a dar o peito às balas. pelo que li por aí, parece que quem acha de mau gosto e sem piada é um desgraçadinho complexado com falta de sexo e problemas de infância. ficarei definitivamente marcada a ferro quente como uma portuguesinha triste, mas aquilo é fazer pouco da gente. terá piada num contexto pífio de tagarelice maldicente de comadres - o que parece ser o género de coisa que o programa da gnt é - daí eu nem ter ligado à coisa, por achar o programa tão insignificante. agora dizer que ahaha!, era a brincar e tal não dá para engolir.
é ofensivo.
mas este ser ofensivo não justifica o clamor de protestos que se seguiu - com gente a favor, gente contra, desculpas públicas, recolha de assinaturas para sei lá o quê, e maismaismais - exactamente pela pobreza de espírito dos ataques e pelo contexto em que foram feitos (em plena incapacidade de discernimento, consequência directa do programa onde passou a peça). não interessa.
a sério, interessa mesmo a alguém o que um grupo de araras cinquentonas poderá dizer ou deixar de dizer numa sessão de cusquice, mesmo que televizada?
21 outubro 2009
não sei se é sinal, contra-sinal ou o caralhinho*
comprei um chocolate e aquilo não fez nada por mim. nadinha.
*ui!, caracinhas?...
16 outubro 2009
12 outubro 2009
09 outubro 2009
08 outubro 2009
contra-sinais (ii)
hoje disseram que eu tinha 21 anos.
quem disse isto tem 15, mas não se desdenham
estas coisas quando são assim de graça.
estas coisas quando são assim de graça.
06 outubro 2009
05 outubro 2009
04 outubro 2009
para o natal eu quero

desacordo ortográfico
«Uma antologia de textos que valorizam a diferença na língua portuguesa. Um livro que reúne autores que, em vez de escrever no bom português, preferiram adoptar os seus óptimos, estranhos, lindos portugueses.»
sai em novembro. ver aqui como se constrói.
03 outubro 2009
«Há, na música folk dos países do norte, uma força tranquila que impede o desespero, que mantém as pessoas de pé durante as intempéries, uma força que é impossível de ser encontrada na Europa do Sul, convertida desde sempre a uma bela e desconchavada sinusóide de festa e pranto. (...) Se o fado ou as canções napolitanas são sobretudo histórias de tumultos e arrebatamentos, histórias de faca e alguidar, de gente dilacerada pela vida, maltratada pelo amor, mas que, mesmo engaiolada no sofrimento, gosta imenso de falar, de dançar fora de horas, de vir à janela fazer caretas e de cuidar das feridas como se estas fossem tigres domésticos, muito queridos e ferozes, ou então bonsais, que são árvores completas em vasos pequenos, não sei se percebem onde quero chegar, a folk britânica ou nórdica interessa-se principalmente pelos silenciosos mecanismos do corpo, pelo combate, pelo trote dos cavalos, por essa serenidade algo incómoda e dolorosa, que também sobrevive e ronda as últimas coisas, e que está sempre lá, em qualquer final que se preze, depois das despedidas, nas ruelas às quatro da manhã, no caminho de regresso, na amurada do navio em alto mar.»
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