19 novembro 2010

o que faço pelo planeta por preguiça (ii)

não passo a ferro. nada. explicação das vantagens dispensável.

o que faço pelo planeta por preguiça (i)

uso as calças de ganga até ao último fiozinho.

1. só as lavo quando se aguentam em pé sozinhas ou têm manchas demasiado grandes para passarem despercebidas a 20 m de distância;

2. faço-lhes tantos remendos que alguns pares têm mais ganga acrescentada do que ganga original.

poupa-se em água e electricidade e detergente porque se lavam menos vezes; poupa-se em energia e material e coisos porque se compram menos calças novas e, ao mesmo tempo, dá-se trabalho à costureira do bairro, reutiliza-se tecido e poupa-se em paciência porque não é preciso percorrer 4 000 lojas à procura de um par que não nos gangrene as pernas por cortar a circulação/não tenha manchas de lixívia/tenha tecido suficiente para nos tapar o cu. só vantagens.

o que faço pelo planeta por preguiça - intro

inspirada nisto, nisto e noutras coisas, decidi começar uma rubrica por aqui em que partilho com quem quiser aquelas coisas maravilhosas e aliviadoras de consciência ambiental que faço, com a particulariedade de serem largamente motivadas pela preguiça e, por isso mesmo, extremamente atraentes mesmo para quem se borrifa para o ambiente.

(aproveito para mandar a minha posta acerca de comércio justo e coisas biológicas e o caracinhas, já que uma das ligações aqui acima fala disso: com excepção da carne, as coisas biológicas não me convencem e chateia-me que se misturem com as etiquetas de comércio justo. gosto muito da horta do meu pai, mas não me parece que esta seja uma solução viável ou sequer ecológica para o mundo. coisas que ver com quantas bocas querem alimento, problemas de pragas, fraco crescimento das culturas e mais bláblá. qualquer dia pode ser que elabore isto. entretanto, se alguém quiser rebater esta posição esteja à vontade. agradeço)

16 novembro 2010

sempre me fez confusão isto de embelezar casas com coisas em decomposição


notas

nisto aqui abaixo usei retrete, wc, casa-de-banho e sanitários. uma vez cada um. não é lindo?

gostava de ter um equivalente para mens em português. é fofinho.

e viva o direito à privacidade e essas coisas

o que isto aqui acima diz é que há uma empresa que obriga as mulheres a usar uma fitinha vermelha no pulso quando estão menstruadas. é que assim têm justificação para ir à retrete mais vezes. não são uns queridos? (se calhar até há quem agradeça por outras razões)

há ainda outra empresa que fornece códigos para as portas dos wcs aos empregados. parece que há uns tempos questionou uma empregada por o usar demasiadas vezes - já não se pode ter diarreia.

são duas empresas norueguesas. (isto tudo descobriu-se numa investigação que um sindicato norueguês andou a fazer)

ainda acerca de casas-de-banho, têm aqui [pdf] uma boa leitura. em nairobi paga-se para usar os sanitários públicos (uma grande percentagem da população não tem outra alternativa, exceptuando as flying toilets. vão ler o que é, não me apetece explicar) e o risco de violação para mulheres que se atrevam a percorrer umas míseras dezenas de metros até lá é gigantesco.

deprimi-me.

15 novembro 2010

já está

pronto, já me cansei desta música aqui abaixo. demorou um bocadinho, ainda foram uns bons dez minutos.

hoje sinto-me assim


parece que sou de paixões


12 novembro 2010

entretanto os juros baixam e ninguém diz nada.

e agora intervalo para publicidade

Haruko
Hlynur
Gudjonsson


Haruko é Susanne Stanglow.
Jovem artista de nacionalidade alemã, Haruko surge na cena folk/songwriter alemã como uma das novas vozes de referência. Através do seu primeiro LP Wild Geese cria um mundo doce e inocente, ligando-nos através da sua voz aos sentimentos mais puros e íntimos do nosso ser. Lembra-nos como podemos viver em paz em torno de uma música simples mas bela, fazendo-nos esquecer a agonia constante da nossa própria inquietação.


Haruko apresentar-se-á pela primeira vez em Portugal para uma pequena digressão por três espaços intimistas (Vale de Cambra, Évora e Lisboa) que terão a oportunidade de conhecer esta songwriter em ascensão em solo germânico e nos meandros da folk mundial. Virá acompanhada pelo islandês Hlynur Gudjonsson que será também o responsável pela primeira parte do concerto.

Susanne partilhou palcos com bandas como Tunng, Ora Cogan, James Blackshaw, Ruby Suns ou Islaja apresentando-se em Portugal após ter tocado com Emily Jane White.

http://www.myspace.com/haruko.music
http://www.myspace.com/hlynurgudjonsson
http://www.youtube.com/watch?v=tkXXXCHQ4WE
http://www.youtube.com/watch?v=mhWcu2HsWXk

A digressão passará já esta semana por:

Sex 12 Nov > Vale Pandora (Auditório ACR) - Vale de Cambra - 22:30 [3€ sócios/5€ não sócios]
Sáb 13 Nov > Sociedade Harmonia Eborense - Évora - 23:00 [3€]
Dom 14 Nov > Clube Ferroviário - Lisboa - 16:00 [entrada livre]

Esperamos por vocês em qualquer um destes espectáculos...

O Nariz Entupido


(copiar&colar directo, que eu neste instante sou uma pessoa sem pingo de criatividade)

vamos lá pôr ordem nisto

ora bem, todos os anos é a mesma merda. eu saio daqui da pasmaceira (isto é suécia, mas não é estocolmo, ó gente) cheiinha de vontade de fazer e ver coisas bonitas mas como é natal e toda a gente quer estar de férias (tal é o desplante) nunca há concertos ou peças de teatro ou exposições ou sei-lá que me valham. este ano parece que se estão a preparar para me passar a mesma rasteira dos outros anos. dia 19dez até há coisas a acontecer* e dia 12jan vai o sô manel cruz pôr-se aos pinotes em braga (e eu que queria tanto visitar o theatro-circo porque nunca vi e dizem que é bonito). mas que merda é esta afinal? eu chego dia 21dez à noitinha e ainda fico uma porrada de tempo até depois dos reis. não se arranja nada? um esforçozinho por mim, vá lá. só uma coisinha simples, nada de complicado. é que fazia-me tanto bem cá à alma...

*ainda não aparece nada, mas falem com esta gente
(quando é que o sítio fica a funcionar?)

ando com o douro entalado na garganta há muito tempo. um nó que não desaparece, uma urgência que se vai disfarçando com a anestesia dos dias mal vividos. como as urgências de pão quente com manteiga ou das águas frias do atlântico ou de leite-creme perfeito com caramelo a estalar. e depois, de repente, o tempo corre muito depressa e parece que já é quase tarde demais.



menino pp, é esta a prenda de natal que quero.

11 novembro 2010

olha que graça

as notícias nos jornais online que nos contam o quão mau isto está e que pobrezinhos que somos e que já batemos no fundo e tal estão pejadinhas de comentários. as que nos dão conta de coisas positivas estão sempre às moscas.
não lhes desejo o mal

10 novembro 2010

oh, que caraças...

ontem, quando saí do edifício da universidade, fui recebida pelas primeiras neves deste inverno. estava escuro, frio e escorregadio. hoje está mais claro (a neve cobriu tudo; os meus agradecimentos por alegrar novembro), mas continua escorregadio e frio. estou cansada.

09 novembro 2010

remexendo no tempo

hoje fui dar aqui sem querer (ou a querer muito não trabalhar, mas isto não é bom admitir). que fixe, que fixe, que fixe! claudjinha, és um espanto. eu não me tinha esquecido, mas agora apetece-me mesmo dar-te um abracinho. daqueles sem língua, que somos tímidas.

imprimi e está a adornar a porta do gabinete. a ver se ninguém nota que entretanto já tenho mais uns centímetros de largo, cof cof.

este sábado em beja

e castanhas e água-pé e coisas

meu deus, serei fútil?

«Hedonistic Humanist

You are one of life’s enjoyers, determined to get the most you can out of your brief spell on this glorious planet. What first attracted you to atheism was the prospect of liberation from the Ten Commandments, few of which are compatible with a life of pleasure. You play hard and work quite hard, have a strong sense of loyalty and a relaxed but consistent approach to your philosophy. You can’t see the point of abstract principles and probably wouldn’t lay down your life for a concept, though you might for a friend. Something of a champagne humanist, you admire George Bernard Shaw for his cheerful agnosticism and pursuit of sensual rewards, and your Hollywood hero is Marlon Brando, who was beautiful (for a while), irascible and aimed for goodness in his own tortured way. You adored the humanist London bus slogan (“There’s probably no God, now stop worrying and enjoy your life”) and are delighted that wild young comedians like Stewart Lee, Christina Martin and Ricky Gervais share your full-blooded rejection of religion. Sometimes you might be tempted to allow your own pleasures to take precedence over your ethics. But everyone is striving for that elusive balance between the good and the happy life. You’d probably better open another bottle and agree that for you there’s no contest.»

experimentem aqui. (daqui)