18 abril 2011

(eu não estou aqui)

«Usar peles: podemos optar por nos agasalhar com blusão de pele de foca bebé ou casaco de malha.
Comer carne: podemos comer um bife da vazia ou um lombo de tofu.
Mas se nos der uma travadinha e formos parar ao hospital, ninguém quer que o senhor doutor se lembre de nos perguntar "mas quer que a gente use todo o conhecimento que tem para o salvar, ou só aquele obtido sem experimentação animal?"»

21 março 2011

17 março 2011

o que é que deu à radar para agora andar a passar isto a torto e a direito? é que não dá jeitinho nenhum estar-se a discutir o horário dos laboratórios com um dos orientadores e mais dois assistentes e, num momento de reflexão silenciosa, ouvir-se you sexy motherfucker. várias vezes seguidas. ai, a minha vida.

14 março 2011

olha só, eu tão emigrante



dá assim a modos que um aperto no coração, como aqueles que sinto quando leio a merda que anda a ser escrita acerca da manifestação de sábado - mas sem a zanga nem a vontade de distribuir estalos, só com a tristeza.

11 março 2011

Manifesto


Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

para amanhã

opção 1



opção 2




eu, entretanto, é mais isto:

a sério que esta gente existe?

"tenho 23 anos, licenciei-me e neste momento trabalho e sustento uma casa para mim e para a minha esposa"

e nem comento o post, que já tenho que chegue a tanger-me os nervos.

a minha alma está parva

olha só, eu a achar piada a isto:


02 março 2011

cortado e colado

"Resumindo, quase todas as soluções apontadas implicavam uma mudança de atitude dos jovens trabalhadores (...).

Como é habitual, muito pouca gente se lembrou de culpar as empresas que conseguem vantagens desleais à custa do trabalho não-remunerado."

daqui

18 fevereiro 2011

copiar é feio



há quase 2 anos atrás (via sô ska):


a entrada de hoje no ex-maravilhoso wulffmorgenthaler:


e vergonha na cara, não há?

10 fevereiro 2011

tudo a correr uma merda e quando recebo a avaliação dos dias em que os alunos do secundário vieram até cá espreitar a universidade (a quem estive a dar laboratório) encontro: "fysikdoktoranden Ana var jätteduktig och superintressant".

mais umas quantas destas e pode ser que não saia daqui a chorar. ai.

03 fevereiro 2011

perda de identidade

ontem, em vez de cortar as unhas*, pintei-as e agora as mãos não são minhas.

*têm de estar sempre curtinhas, rentes ao sabugo.
odeio unhas compridas.