03 maio 2011

(as nossas melhores canções no festival foram políticas. hehe... foi tão bom lembrar-me de ouvir a tourada outra vez! realmente é pena que a canção deste ano seja tão pobrezinha, mas diz que há uma crise)

que estalo, credo...

finalmente tive uns segundos para espreitar o pedacinho de programa da svt acerca da eurovisão em que falam de portugal (esta gente aqui é um bocado doida por estas coisas, há mini-festivais regionais e tudo antes do nacional e mais mil programinhas de análise e tal. fica tudo maluco, pior do que com o ídolos). quem se quiser aventurar com o sueco espreite entre os minutos 28 e 34, mais coisa menos coisa. não estava à espera de grande coisa, afinal a canção dos homens da luta é merda mesmo, não dá para disfarçar. mas esta gente consegue ser tão anormal! estou a borbulhar de raiva. tenho de confirmar primeiro que o meu sueco não é brilhante, mas acho que o cabrãozinho do andreas johnson (esse portento musical...) sugeriu que o nosso pedaço de península ibérica se podia despegar do resto da europa e ir atlântico fora. para além dos comentários parvos doutros comentadores de "não percebo nada, aquilo está lá na língua deles". isto de gente que tem a desfaçatez de fazer sempre duas versões das canções que leva ao festival, uma em sueco para ganhar em casa e outra para inglês perceber - coisa que acho inadmissível num programa que supostamente celebra a multiculturalidade europeia, mas afinal não sou eu quem faz as regras.*

só me consola saber que o senhor paulo de carvalho ficou em último lugar com isto aqui mais abaixo.



de qualquer forma, os homens da luta nunca me envergonharão tanto quanto a tristeza que se enviou em 2006.

*até 73 as canções a festival tinham de ser na língua do país participante. foi nesse ano que levámos isto, que ficou em 10º lugar (de 17).


ganância?

a jennifer lopez está a fazer anúncios ao seu novo álbum no spotify. o que é que ela anda a fazer ao dinheiro? terá sido tudo sugado pela editora?

agora que penso nisso, a mulher também andou a fazer um anúncio a uma lâmina para meninas cortarem os pêlos das pernas e doutros sítios que a natureza ditou que devem estar protegidos. hum...

vai um rajá?

há uns tempos dei por mim a lamentar esta minha situação emigrante: à olá sueca (gb glace) faltava-lhe o perna de pau e à gb glace portuguesa (olá) faltava-lhe o twister. ora, no ano passado, à conta do monstrozinho verde* que toda a gente adora - excepto eu -, o twister apareceu em portugal. ficou então decidido, sem me restar alternativa: portugal sempre.


a coisa ficou preta este ano (passe a incorrecção política): a gb glace decidiu-se este ano a introduzir a maravilha às riscas no mercado: o happy me, happy you (podiam-se era ter esforçado no nome. coisa mais parva. como uns suecos já sugeriram, tradução directa para träben seria muuuuuuuuuuuuuito melhor).


queixas à parte, é tão bom haver disto por aqui! vai aliviar um bocadinho este longo martírio até 15 julho. e acertaram no tamanho e tudo! aquela coisa do mega perna de pau nunca me convenceu...

(32 anos. chiça!)

* shrek

sem importância

em semana cheia de coisas importantes para comentar e que obrigam à reflexão, o que me apetece dizer é isto: irrita-me gente que usa palavrões sem saber como se escrevem. fodasse, por exemplo, dá cabo de mim.

foda-se, gente)

18 abril 2011

(eu não estou aqui)

«Usar peles: podemos optar por nos agasalhar com blusão de pele de foca bebé ou casaco de malha.
Comer carne: podemos comer um bife da vazia ou um lombo de tofu.
Mas se nos der uma travadinha e formos parar ao hospital, ninguém quer que o senhor doutor se lembre de nos perguntar "mas quer que a gente use todo o conhecimento que tem para o salvar, ou só aquele obtido sem experimentação animal?"»

21 março 2011

17 março 2011

o que é que deu à radar para agora andar a passar isto a torto e a direito? é que não dá jeitinho nenhum estar-se a discutir o horário dos laboratórios com um dos orientadores e mais dois assistentes e, num momento de reflexão silenciosa, ouvir-se you sexy motherfucker. várias vezes seguidas. ai, a minha vida.

14 março 2011

olha só, eu tão emigrante



dá assim a modos que um aperto no coração, como aqueles que sinto quando leio a merda que anda a ser escrita acerca da manifestação de sábado - mas sem a zanga nem a vontade de distribuir estalos, só com a tristeza.

11 março 2011

Manifesto


Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

para amanhã

opção 1



opção 2




eu, entretanto, é mais isto:

a sério que esta gente existe?

"tenho 23 anos, licenciei-me e neste momento trabalho e sustento uma casa para mim e para a minha esposa"

e nem comento o post, que já tenho que chegue a tanger-me os nervos.

a minha alma está parva

olha só, eu a achar piada a isto:


02 março 2011

cortado e colado

"Resumindo, quase todas as soluções apontadas implicavam uma mudança de atitude dos jovens trabalhadores (...).

Como é habitual, muito pouca gente se lembrou de culpar as empresas que conseguem vantagens desleais à custa do trabalho não-remunerado."

daqui