23 junho 2011

truque

pãezinhos para cachorros-quentes disfarçam-se bem de pão de leite.

[faltam 21 dias]
it's like he wants to own me from the inside out.

ahaha!

quero ser assim

At noon on a spring day in Paris some years ago, an old motor truck broke down in the center of the Place de l’Opéra, requiring the driver to spend a half hour under it to make the repair. After apologizing for the trouble he had caused the policemen who had been directing the traffic around him, the truckman drove away — to collect several thousand dollars from friends who had bet that he could not lie on his back for 30 minutes at the busiest hour in the middle of the busiest street in Paris. He was Horace De Vere Cole, England’s celebrated practical joker.

Collier’s, 1948

daqui

21 junho 2011

apontamento

tenho o café numa caneca da tieto.com

a minha vida é muito triste

isto anda de tal forma que eu ontem dei por mim a ver a bachelorette (i.e. a solteirona) só porque se lembraram de passear a moça e os 5 pretendentes por portugal. lisboa, óbidos, sintra e um sítio não identificado algures no alentejo. ficaram no pestana palace e tiveram direito a jantar sozinhinhos no palácio da pena. luxo. acho que ainda vislumbrei as luzes do aeródromo lá muito ao longe - quase como ir num pulinho a casa, o chato foi ninguém ter ido à porta.

sol, céu azul, tudo perfeito, mas claro que na altura da eliminação tinha de estar escuro e a chover, para a moça não fazer figura de vilã e poder despedir-se a escorrer água e remorso. diogo, foste tu?

20 junho 2011

roubado

«Na tradição política portuguesa há três tipos de esquerda: as que são muito de esquerda e querem fazer a revolução, as que só são um bocadinho de esquerda e consideram governar em parceria e as que já não são de esquerda. Ah, claro, disparate, estas não contam.

Na tradição política portuguesa há portanto dois tipos de esquerda: as que são muito de esquerda e querem fazer a revolução e as que só são um bocadinho de esquerda e consideram governar. Mas, no caso destas últimas, não só não se nota qualquer avanço neste sentido como Daniel Oliveira escreveu no Expresso que ninguém deve governar se não tiver experiência de governo, o que claramente explicita que governar é coisa para gente do centro-direita, e com currículo. Resulta portanto que este tipo não só não conta como não existe.

Logo, na tradição política portuguesa há apenas um tipo de esquerda: a que quer fazer uma revolução. No entanto, olhando bem para eles, nenhum dos partidos de esquerda portugueses quer fazer uma revolução. Levam o determinismo histórico muito a sério e assumem a preparação para a revolução um pouco como a preparação para o juízo final - vamos mantendo a alma pura e depois logo se vê. Pelo que estes também não contam.

Com tudo isto ando a sentir-me um pouco orfã. O que vale é que, pelo menos nos romances de cordel, a orfandade é meio caminho andado para uma história de amor escaldante. Venha ela.»

14 junho 2011

toque

«(...) Há tempos tive de falar com um rapaz de 11 ½ anos, que preocupava a família. Os rapazes de 11 ½ são hoje, vinte anos depois, o equivalente do Adrian Mole quando tinha 13 ½. Este tinha revelado um conjunto de pequenos desajustamentos sociais que foram desvalorizados, até que se percebeu que uma má nota a Português fora devida a não ter respondido à alínea de composição, cotada em 6 vals. Mais precisamente, ele respondera. O tema era: “Qual foi a melhor coisa que te aconteceu nas férias?” E ele escreveu:- Não me lembro. A professora alarmou-se e chamou a família, que tinha tentado organizar umas excitantes férias juvenis. Acharam que tinha chegado a hora do rapaz falar com alguém que percebesse se havia algo de errado. Falámos então, durante algum tempo. Geralmente, em contextos formais, não tenho dificuldade em falar com os rapazes. As raparigas são , em regra, mais inteligentes e sofisticadas. Os rapazes são tímidos e broncos numa primeira abordagem. Mas depois, sobretudo aos 11 ½, são o género humano no que ele tem de melhor- uma mistura bruta de sentimentos confusos, uma possibilidade de êxito. Falamos de raparigas. É um tema que me é vedado, dado trabalhar e viver entre mulheres. Os rapazes de 11 ½ sabem tanto de raparigas como eu. Entendemo-nos. Podíamos falar do drama do universo ser finito ou infinito, de ser a crença na igualdade que separa a esquerda da direita, do gato de Shroendinger. Falamos de mulheres, ou de raparigas, que são os seres mais parecidos com as mulheres. É o tipo de assunto em que, apesar da diferença de idades e estatutos, rapidamente nos revelamos ignorantes e especialistas. Este rapaz começou por não se mostrar muito entusiasmado. –Ó , as raparigas! - julgo que foi o que exclamou. Como quem diz”Ó, a física quântica” ou “Ó , o Sporting”. Mas depois animou-se. Disse-me que havia na turma um rapaz particularmente atrevido com as raparigas, capaz de , nas palavras dele, lhes pedir o telefone nos primeiros contactos.- E tu, não gostava de ser capaz?- interrompi-o. Ele sorriu, primeiro para dentro e depois para fora, fez uma pausa e depois disse-me, como se tivesse percebido naquele preciso momento: - O problema é se elas me davam.»

09 junho 2011

(parêntesis)

alguém me explica porque é que este desgraçado é sempre referido como "gê pê simões"? deve ser mania dele, duvido que toda a gente da rádio seja burra. aquilo é um JOTA! um gê é isto: G. será que nunca ninguém lhe disse?

23 maio 2011

falta-me um pouco mais dum mês e meio aqui antes das férias, mas este fim-de-semana tive (finalmente) tempo para não fazer nada. foi um bocadinho estranho não ter de andar a inventar tarefas urgentíssimas para me esquivar ao trabalho - senti uma espécie de vazio cá dentro. lembrei-me então de esvaziar os meus armários (que são dois e muitos pequenos) e começar a seleccionar roupa. tira do monte, veste, despe, atira para outro monte. foi engraçado porque a minha casa só tem um quarto com uma grande janela que dá para um jardim (com vista para o lago se me inclinar um bocadinho na varanda, olhó luxo!) onde gente passeia cães e putos e eu já estou assuecada o suficiente para não me preocupar em fechar cortinas e tal. e os suecos não olham. enfim, acabei com 15 quilos de roupa que já não me serve ou que eu já não uso a encher-me a mala de viagem e 8 quilos de livros já seleccionados para levar de volta. não se nota diferença nenhuma nos armários e na estante. isto daqui a um ano e pouco vai ser giro, vai.

22 maio 2011

acerca de feriados

há coisas engraçadas que se encontram em agendas de 2011. muito engraçadas mesmo.

- portugal:
1. 01/01
2. 08/03
3. 21/04*
4. 22/04
5. 24/04
6. 25/04
7. 01/05
8. 10/06
9. 13/06*
10. 23/06
11. 15/08
12. 05/10
13. 01/11
14. 01/12
15. 08/12
16. 24/12*
17. 25/12

- suécia:
1. 01/01
2. 05/01*
3. 06/01
4. 21/04*
5. 22/04
6. 24/04
7. 25/04
8. 01/05
9. 02/06
10. 06/06
11. 12/06
12. 24/06*
13. 25/06
14. 04/11*
15. 05/11
16. 25/12
17. 26/12
18. 27/12
(por aqui, muitas vésperas de feriados são dias vermelhos, i.e. tolerâncias de ponto para o dia inteiro ou para a tarde. também têm umas coisas engraçadas chamadas dias entalados. alguém adivinha?)


- alemanha:
1. 01/01
2. 06/01*
3. 22/04
4. 24/04
5. 25/04
6. 01/05
7. 02/06
8. 12/06
9. 13/06
10. 23/06*
11. 15/08*
12. 03/10
13. 31/10*
14. 01/11*
15. 16/11*
16. 24/12*
17. 25/12
18. 26/12
19. 31/12*

cof cof.
*feriados regionais ou especiais ou coisa assim.


darwin deez

you are a radar detector you are a radar detector you are a radar detector you are a radar detector you are a rad

20 maio 2011

se eu alguma vez tiver uma pessoa pequena vou fazer-lhe um gorro assim

"we are outsourcing our brains to the cloud"


vão ler, que é giro.
(já não sei onde roubei isto... QED)

acerca de férias*

até aos 29 anos: 28 dias úteis;
a partir dos 30 anos: 31 dias úteis;
a partir dos 40 anos: 35 dias úteis.

por isso é que a suécia está como está. mandriões.


* isto aqui na universidade, não sei se é igual para toda a gente.

18 maio 2011

ando a precisar dum destes

faz lembrar as mensagens-modelo que vêm gravadas nos telemóveis. no meu, para além das típicas "estou atrasado", "estou em reunião", "vejo-o às" e outras que tais (tudo para meninos, meninas não precisam), vem um "também te amo". é bonito.

eu ando a trabalhar numa tese, mas o processo é o mesmo

"Conheço muita gente que anda a trabalhar num romance. Eu, por exemplo, ando a trabalhar num romance, que é um pouco diferente de escrever um romance. Trabalhar num romance confunde-se com a actividade geral da existência. Bebo um café e estou, de algum modo, a trabalhar no romance. Sento-me no autocarro e estou a trabalhar no romance. Fico a olhar melancolicamente pela janela do escritório e estou, mesmo assim, a trabalhar no romance. O romance, esse, não avança, tanto é o trabalho com que o sobrecarrego. Permanece em estado de crisálida, eterna possibilidade onde cabe tudo e não entra nada. É então que encontro outros que, como eu, andam a trabalhar num romance. Resumem intrigas, esboçam personagens no ar, prevêem glórias futuras, prémios Saramago, comendas, capas do suplemento do Expresso. Da crítica esperam que seja justa; dos leitores, que sejam milhares (mulheres novas em idade fértil, sobretudo); dos pares, a invejazinha fatal. Quanto ao romance, há-de aparecer, um dia."

(mas eu imagino desgraças, não glórias. e milhares de leitores, mulheres novas em idade fértil ou não, seria mau sinal)