01 outubro 2011

enganada

era suposto hoje ser o último dia de sol e calor antes do susto que aí vem para a semana, mas afinal está frio e nevoento. acho mal.

apetites

e agora quero ler o resto. nunca me tinha apetecido antes.

30 setembro 2011

prémios ig nobel

dos vencedores deste ano destaco os do prémio de matemática:

«MATHEMATICS PRIZE: Dorothy Martin of the USA (who predicted the world would end in 1954), Pat Robertson of the USA (who predicted the world would end in 1982), Elizabeth Clare Prophet of the USA (who predicted the world would end in 1990), Lee Jang Rim of KOREA (who predicted the world would end in 1992), Credonia Mwerinde of UGANDA (who predicted the world would end in 1999), and Harold Camping of the USA (who predicted the world would end on September 6, 1994 and later predicted that the world will end on October 21, 2011), for teaching the world to be careful when making mathematical assumptions and calculations.»


e o do prémio de literatura:

«LITERATURE PRIZE: John Perry of Stanford University, USA, for his Theory of Structured Procrastination, which says: To be a high achiever, always work on something important, using it as a way to avoid doing something that's even more important. »

este último explica muita coisa e é capaz de me ajudar nos próximos meses. a sério, carreguem lá nas letrinhas azuladas da frase anterior.

21 setembro 2011

«(...) ela conta os lugares vazios, desenha o sulco da carótida escorrendo dos vidros (não te mexas).»

20 setembro 2011

29 agosto 2011

hoje mostraram-me isto

"de los relatos bíblicos rescato a eva. es una figura maravillosa, es lo mejor de la biblia. una figura literaria, la primera que se enfrenta con dios y arriesga todo por el conocimiento, debería ser la madrina de los científicos."

26 agosto 2011

27 julho 2011

(e alguém sabe o que é que aconteceu ao verão? é que ainda não o vi por cá e preciso mesmo de o encontrar)
(estou de férias mas não estou de férias embora esteja de férias)


por causa disto lembrei-me.

14 julho 2011



eu tenho uma mente muito suja, graçazadeus.

cuidados a ter

há uma data de anos, mas não tantos que a idade me possa desculpar os devaneios, eu fazia colecção de alfinetes. não era bem colecção. tinham-me contado um provérbio inglês que dizia que encontrar um alfinete dava sorte para dia, mas que deitá-lo fora traria azar para o resto da vida. acho que isto era porque antes do madeinchina e afins alfinetes eram coisas finas (repararam no trocadilho giro?), difíceis de fazer e por isso caras. acho até que a determinada altura a fortuna de algumas senhoras da sociedade era medida em alfinetes - sou capaz de ter sonhado isto, mas não interessa. o que é facto é que me fartava de encontrar alfinetes por aí. no metro, na calçada, no alcatrão quente do verão. nunca percebi como, será que andavam fadas-costureirinhas a espalhá-los pelo mundo, como quem semeia felicidade? era uma coisa chata, porque não os podia deitar fora e tentar o destino, mas nunca soube bem o que fazer com eles. acabaram por adornar dobras de malas e mochilas e assim, onde os guardava. ainda tenho marcas de ferrugem espalhadas pelos sacos.

outra coisa que eu fazia era obcecar com os relógios digitais. estava sempre a apanhar horas especiais como 12:12, 15:51, 00:00.

entretanto deixei-me destas coisas. os meus passeios já não me levam alfinetes e os relógios só me contam de atrasos e esquecimentos.

não sei se foram os alfinetes que desapareceram ou se fui eu que deixei de os conseguir ver, como quem deixa de acreditar em seres mágicos e no fim da guerra e da fome no mundo. as minhas horas também deixaram de ser especiais, e ainda me pergunto de vez em quando se fui eu que deixei de cuidar delas como devia ou se esgotei a minha quota de instantes esquisitos.

há coisas das quais se tem de cuidar ou desaparecem.

13 julho 2011

[suspiro]



acordas todas as manhãs com um aperto no peito
não consegues comer, engoles o café, apanhas o autocarro para o trabalho
horas longas e chatas, tarefas sem sentido
ninguém se toca, olhares vazios
conversas ocas e risos falsos
mas habituas-te
habituas-te

e o trabalho que fazes não te diz nada
são outros que se aproveitam dele
e nem sabes quem são
mudas papéis de sítio, puxas as alavancas certas
ganhas o teu
e é parvo e idiota
mas habituas-te
habituas-te

quando chegas a casa à noite
vês que te esqueceste de fechar a janela
e está a janela cheia de porcaria, gases de tubos de escape enchem a sala
esqueceste-te de comprar comida
mas nem sequer tens vontade de comer, obrigas-te a engolir um pedaço de pão
habituas-te
habituas-te

tomas umas aspirinas por causa da cabeça que lateja, estupidificas em frente à televisão
o vizinho vai à casa-de-banho e os canos lamentam-se
estás cansado e vais deitar-te
e o vizinho discute com a mulher, e o tráfico não pára
é impossível dormir
mas habituas-te
habituas-te

os lençóis asfixiam-te e ficam molhados do suor
e as horas nocturnas são como elásticos
enquanto esperas pelo sono
toca o despertador
foda-se, que dor, nem vontade de te lavar tens
bebes o café frio de ontem
e lá fora está frio e escuro e húmido e enevoado
mas habituas-te
habituas-te

mesmo assim sexta-feira chega, e embebedas-te completamente
e no sábado vais até ao jardim, dás-te ao luxo de uma pizza
e à noite chega o choro
é bom abandonares-te ao desespero
finalmente sentes-te real
compras pornografia na máquina
vais para casa e masturbas-te
e é indescritivelmente triste
mas habituas-te
tens de te habituar.


qualquer dia melhoro a tradução, hoje não consigo mais.


08 julho 2011

pergunta

como é que se condensam 2 semanas de trabalho em 4 dias?

(resposta: desliga-se o cabo de rede)