06 outubro 2011
03 outubro 2011
ando pelo norte há demasiado tempo vi
ando pelo norte há demasiado tempo v
ando pelo norte há demasiado tempo iv
ando pelo norte há demasiado tempo iii
ando pelo norte há demasiado tempo ii
ando pelo norte há demasiado tempo
02 outubro 2011
listener
(seria um bocadinho demais roubar o título também, não? mas eu queria...
i lost my friend to sadness)
01 outubro 2011
30 setembro 2011
prémios ig nobel
«MATHEMATICS PRIZE: Dorothy Martin of the USA (who predicted the world would end in 1954), Pat Robertson of the USA (who predicted the world would end in 1982), Elizabeth Clare Prophet of the USA (who predicted the world would end in 1990), Lee Jang Rim of KOREA (who predicted the world would end in 1992), Credonia Mwerinde of UGANDA (who predicted the world would end in 1999), and Harold Camping of the USA (who predicted the world would end on September 6, 1994 and later predicted that the world will end on October 21, 2011), for teaching the world to be careful when making mathematical assumptions and calculations.»
e o do prémio de literatura:
«LITERATURE PRIZE: John Perry of Stanford University, USA, for his Theory of Structured Procrastination, which says: To be a high achiever, always work on something important, using it as a way to avoid doing something that's even more important. »
este último explica muita coisa e é capaz de me ajudar nos próximos meses. a sério, carreguem lá nas letrinhas azuladas da frase anterior.
23 setembro 2011
21 setembro 2011
20 setembro 2011
29 agosto 2011
hoje mostraram-me isto
26 agosto 2011
25 agosto 2011
27 julho 2011
21 julho 2011
14 julho 2011
cuidados a ter
outra coisa que eu fazia era obcecar com os relógios digitais. estava sempre a apanhar horas especiais como 12:12, 15:51, 00:00.
entretanto deixei-me destas coisas. os meus passeios já não me levam alfinetes e os relógios só me contam de atrasos e esquecimentos.
não sei se foram os alfinetes que desapareceram ou se fui eu que deixei de os conseguir ver, como quem deixa de acreditar em seres mágicos e no fim da guerra e da fome no mundo. as minhas horas também deixaram de ser especiais, e ainda me pergunto de vez em quando se fui eu que deixei de cuidar delas como devia ou se esgotei a minha quota de instantes esquisitos.
há coisas das quais se tem de cuidar ou desaparecem.
13 julho 2011
[suspiro]
acordas todas as manhãs com um aperto no peito
não consegues comer, engoles o café, apanhas o autocarro para o trabalho
horas longas e chatas, tarefas sem sentido
ninguém se toca, olhares vazios
conversas ocas e risos falsos
mas habituas-te
habituas-te
e o trabalho que fazes não te diz nada
são outros que se aproveitam dele
e nem sabes quem são
mudas papéis de sítio, puxas as alavancas certas
ganhas o teu
e é parvo e idiota
mas habituas-te
habituas-te
quando chegas a casa à noite
vês que te esqueceste de fechar a janela
e está a janela cheia de porcaria, gases de tubos de escape enchem a sala
esqueceste-te de comprar comida
mas nem sequer tens vontade de comer, obrigas-te a engolir um pedaço de pão
habituas-te
habituas-te
tomas umas aspirinas por causa da cabeça que lateja, estupidificas em frente à televisão
o vizinho vai à casa-de-banho e os canos lamentam-se
estás cansado e vais deitar-te
e o vizinho discute com a mulher, e o tráfico não pára
é impossível dormir
mas habituas-te
habituas-te
os lençóis asfixiam-te e ficam molhados do suor
e as horas nocturnas são como elásticos
enquanto esperas pelo sono
toca o despertador
foda-se, que dor, nem vontade de te lavar tens
bebes o café frio de ontem
e lá fora está frio e escuro e húmido e enevoado
mas habituas-te
habituas-te
mesmo assim sexta-feira chega, e embebedas-te completamente
e no sábado vais até ao jardim, dás-te ao luxo de uma pizza
e à noite chega o choro
é bom abandonares-te ao desespero
finalmente sentes-te real
compras pornografia na máquina
vais para casa e masturbas-te
e é indescritivelmente triste
mas habituas-te
tens de te habituar.
qualquer dia melhoro a tradução, hoje não consigo mais.
11 julho 2011
09 julho 2011
08 julho 2011
pergunta
07 julho 2011
a crise, do ponto de vista dos teclados
06 julho 2011
coisas parvas na suécia
ando nisto há 3 semanas. já liguei para o centro de apoio e falei com a gente de lá. já liguei para um número de emergência e falei com uma enfermeira de lá. tente outra vez. vá tentando. tente mais tarde. hoje fui à recepção do centro de saúde e fiz a chamada enquanto estava no átrio da entrada. sempre a mesma conversa. blabla fila cheia blabla tente mais tarde plim!
explica-se a situação na recepção e a resposta é (surpresa) tente outra vez, vá tentando, tente mais tarde, eu aqui não posso fazer nada. e pergunto: como é que andam com este problema há tanto tempo e a vossa única solução é esta? não há alternativa? eu não estou praqui a morrer (espero), mas isto é ridículo. pois. tente outra vez, vá tentando, tente mais tarde, eu aqui não posso fazer nada.
estalo.
04 julho 2011
embirrações
(humm, li isto aqui há dias. uma coisa mais a sério, que comigo a embirração de momento é só estética)
27 junho 2011
23 junho 2011
ahaha!
(tive de ir ver o que é que expletive é. fiquei sem saber que %&#¤§ de palavra é que ele escolheu, o que é pena)
quero ser assim
At noon on a spring day in Paris some years ago, an old motor truck broke down in the center of the Place de l’Opéra, requiring the driver to spend a half hour under it to make the repair. After apologizing for the trouble he had caused the policemen who had been directing the traffic around him, the truckman drove away — to collect several thousand dollars from friends who had bet that he could not lie on his back for 30 minutes at the busiest hour in the middle of the busiest street in Paris. He was Horace De Vere Cole, England’s celebrated practical joker.
– Collier’s, 1948
21 junho 2011
a minha vida é muito triste
sol, céu azul, tudo perfeito, mas claro que na altura da eliminação tinha de estar escuro e a chover, para a moça não fazer figura de vilã e poder despedir-se a escorrer água e remorso. diogo, foste tu?
20 junho 2011
roubado
Na tradição política portuguesa há portanto dois tipos de esquerda: as que são muito de esquerda e querem fazer a revolução e as que só são um bocadinho de esquerda e consideram governar. Mas, no caso destas últimas, não só não se nota qualquer avanço neste sentido como Daniel Oliveira escreveu no Expresso que ninguém deve governar se não tiver experiência de governo, o que claramente explicita que governar é coisa para gente do centro-direita, e com currículo. Resulta portanto que este tipo não só não conta como não existe.
Logo, na tradição política portuguesa há apenas um tipo de esquerda: a que quer fazer uma revolução. No entanto, olhando bem para eles, nenhum dos partidos de esquerda portugueses quer fazer uma revolução. Levam o determinismo histórico muito a sério e assumem a preparação para a revolução um pouco como a preparação para o juízo final - vamos mantendo a alma pura e depois logo se vê. Pelo que estes também não contam.
Com tudo isto ando a sentir-me um pouco orfã. O que vale é que, pelo menos nos romances de cordel, a orfandade é meio caminho andado para uma história de amor escaldante. Venha ela.»
14 junho 2011
toque
09 junho 2011
(parêntesis)
01 junho 2011
30 maio 2011
23 maio 2011
22 maio 2011
acerca de feriados
- portugal:
1. 01/01
2. 08/03
3. 21/04*
4. 22/04
5. 24/04
6. 25/04
7. 01/05
8. 10/06
9. 13/06*
10. 23/06
11. 15/08
12. 05/10
13. 01/11
14. 01/12
15. 08/12
16. 24/12*
17. 25/12
- suécia:
1. 01/01
2. 05/01*
3. 06/01
4. 21/04*
5. 22/04
6. 24/04
7. 25/04
8. 01/05
9. 02/06
10. 06/06
11. 12/06
12. 24/06*
13. 25/06
14. 04/11*
15. 05/11
16. 25/12
17. 26/12
18. 27/12
- alemanha:
1. 01/01
2. 06/01*
3. 22/04
4. 24/04
5. 25/04
6. 01/05
7. 02/06
8. 12/06
9. 13/06
10. 23/06*
11. 15/08*
12. 03/10
13. 31/10*
14. 01/11*
15. 16/11*
16. 24/12*
17. 25/12
18. 26/12
19. 31/12*
cof cof.
darwin deez
20 maio 2011
acerca de férias*
a partir dos 30 anos: 31 dias úteis;
a partir dos 40 anos: 35 dias úteis.
por isso é que a suécia está como está. mandriões.
* isto aqui na universidade, não sei se é igual para toda a gente.
18 maio 2011
eu ando a trabalhar numa tese, mas o processo é o mesmo
(mas eu imagino desgraças, não glórias. e milhares de leitores, mulheres novas em idade fértil ou não, seria mau sinal)
17 maio 2011
11 maio 2011
última coisinha acerca da eurovisão (acho que estou obcecada)
10 maio 2011
já foi
só uma notazinha final: os comentadores suecos acabaram a noite a dizer "pedimos desculpa pelos problemas técnicos. devido a não-sei-quê que os alemães fizeram os comentadores não conseguiram comunicar com os seus países. tivemos de comentar pelo telefone. e a conta, claro, vai ser a alemanha a pagar." não foi dito como piada.
os comentadores suecos são uma nódoa
mais uma coisinha: ó senhores da eurovisão*, e que tal não transmitirem aquele bater de coração entre as canções? que medo.
*saiu-me eurocisão! talvez não devesse ter ememdado.
outro olha
(e também me parece que o operário agora é outro)
olha, afinal não
a sério, faz algum sentido?
(mas gente em espanha e reino unido pode votar, para além dos outros 19 países que participam nesta final - o que inclui suiça. não sei se me percebem, moços e moças)
09 maio 2011
03 maio 2011
que estalo, credo...
só me consola saber que o senhor paulo de carvalho ficou em último lugar com isto aqui mais abaixo.
ganância?
vai um rajá?

a coisa ficou preta este ano (passe a incorrecção política): a gb glace decidiu-se este ano a introduzir a maravilha às riscas no mercado: o happy me, happy you (podiam-se era ter esforçado no nome. coisa mais parva. como uns suecos já sugeriram, tradução directa para träben seria muuuuuuuuuuuuuito melhor).

queixas à parte, é tão bom haver disto por aqui! vai aliviar um bocadinho este longo martírio até 15 julho. e acertaram no tamanho e tudo! aquela coisa do mega perna de pau nunca me convenceu...
sem importância
(é foda-se, gente)
26 abril 2011
21 abril 2011
18 abril 2011
(eu não estou aqui)
Comer carne: podemos comer um bife da vazia ou um lombo de tofu.
Mas se nos der uma travadinha e formos parar ao hospital, ninguém quer que o senhor doutor se lembre de nos perguntar "mas quer que a gente use todo o conhecimento que tem para o salvar, ou só aquele obtido sem experimentação animal?"»
21 março 2011
19 março 2011
17 março 2011
14 março 2011
olha só, eu tão emigrante
11 março 2011
Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.
Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.
Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.
Caso contrário:
a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.
b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.
c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.
Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.
Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.
a sério que esta gente existe?
e nem comento o post, que já tenho que chegue a tanger-me os nervos.
02 março 2011
cortado e colado
Como é habitual, muito pouca gente se lembrou de culpar as empresas que conseguem vantagens desleais à custa do trabalho não-remunerado."
18 fevereiro 2011
copiar é feio
14 fevereiro 2011
10 fevereiro 2011
08 fevereiro 2011
03 fevereiro 2011
perda de identidade
odeio unhas compridas.
02 fevereiro 2011
28 janeiro 2011
perigos que se escondem nos livros
“I suppose every old scholar has had the experience of reading something in a book which was significant to him, but which he could never find again. Sure he is that he read it there, but no one else ever read it, nor can he find it again, though he buy the book, and ransack every page.” — Emerson
“When we read, we are, we must be, repeating the words to ourselves unconsciously; for how else should we discover, as we have all discovered in our time, that we have been mispronouncing a word which, in fact, we have never spoken? I refer to such words as ‘misled,’ which I, and millions of others when young, supposed to be ‘mizzled.’” — A.A. Milne
“It is one of the oddest things in the world that you can read a page or more and think of something utterly different.” — Christian Morgenstern
27 janeiro 2011
a conta certa
26 janeiro 2011
25 janeiro 2011
24 janeiro 2011
o meu voto
já agora, acham que seria pedir muito se a direcção-geral da administração interna soubesse como se escreve presidEnciais?
hoje só me aparecem palavrões na boca. foda-se.
21 janeiro 2011
ataque gratuito e claramente dispensável
(e só para me calar assim que ia carregar no botãozinho para publicar decidiram escolher pôr isto a tocar:
uma pessoa já nem pode dizer mal descansadinha. chiça.)
o voto em branco
(Critério da eleição)
2. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número de votos, proceder-se-á a segundo sufrágio ao qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados que não tenham retirado a sua candidatura.
e na versão anotada e comentada de 2005 [pdf] acrescenta-se isto:
I - Este artigo tem redacção dada pela Lei n° 143/85, de 26 de Novembro (DR n° 272 - I Série - suplemento).
A anterior redacção deste preceito, nomeadamente a do seu n° 1 - «considerar-se-á eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos» - gerou acesa polémica entre várias entidades com responsabilidade no processo eleitoral, acerca do significado da expressão votos validamente expressos.
No fundo tratava-se de saber se votos validamente expressos seriam apenas os votos válidos em cada um dos candidatos (cfr. n° 2 do artº 87°) ou se seriam integrados também pelo conjunto dos votos em branco, com exclusão apenas dos votos nulos (cfr. n° 2 do artº 88°).
Segundo o ponto de vista do STJ. (cuja competência no processo eleitoral está atribuída desde Novembro de 1982 ao Tribunal Constitucional) que desde as primeiras eleições presidenciais realizadas em 1976 fixou doutrina acerca deste assunto, a qual foi secundada pelo Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE), votos validamente expressos eram todos aqueles que exprimiam a escolha expressa de alguém para exercer determinado cargo.
Tendo partido do princípio de que «eleger é escolher, logo o eleitor que votava em branco ao recusar-se a fazer a escolha entre os diversos candidatos, não elegia nenhum deles, antes se limitava a depositar nas urnas um mero papel sem significado jurídico, pela impossibilidade em termos de escrutínio, de se vir a recolher qual a sua vontade expressa».
Opinião diversa sustentava a CNE, para quem «o voto em branco era um voto que de forma alguma podia ser considerado menos expressivo da vontade do eleitor, pois constituía o exercício do direito e dever cívico de votar, apesar de não pretender o eleitor optar por qualquer dos candidatos que se apresentavam ao sufrágio».
Aliás, no dizer da CNE, tal entendimento «coincidia com o espírito constitucional que visava garantir que o candidato eventualmente eleito à primeira volta não tivesse contra ele mais votos do que os que ele próprio obtinha».
Este diferendo foi ultrapassado aquando da revisão constitucional de 1982 (cfr. artº 126°) e consagrado na lei eleitoral para o Presidente da República em alteração introduzida pela Lei n.° 143/85, de 26 de Novembro.
II - A Constituição adoptou na eleição do Presidente da República o sistema de “ballotage” ou de duas voltas.
Segundo tal sistema só há candidato eleito no primeiro escrutínio se o mesmo tiver obtido a maioria absoluta dos sufrágios expressos, quer dizer, mais de metade dos votos validamente expressos.
Caso haja necessidade de se proceder a segunda volta vencerá o candidato que obtiver maior número de votos.
o que isto nos ensina é que votar em branco ou mandar recadinhos amorosos aos sôs candidatos a representante da república portuguesa e comandante supremo das forças armadas no boletim de voto não faz grande mossa. nas presidenciais, voto branco entra nas contas quando se vai ver como se esteve de abstenção e é só.
(mais uma ligaçãozinha acerca disto: aqui [pdf pequenino])






















