"Têm um curso superior 16,7% da população. O Centro, Algarve e Norte
estão quase ao mesmo nível, com 10% de licenciados. No extremo oposto
estão os Açores, com apenas 8,4% da população com licenciatura."
interessante como dos valores 16,7%, 10% e 8,4% se chega a "quase ao mesmo nível" e "extremo oposto" no neste bocadinho de texto aqui mais acima. tsc tsc tsc
Saw a man in a bar with his hair like a lady
Bloody thorns ’round his ears like he was a crazy
He had holes in his hands and a cross for a spine
Crushed a berry in his Perrier and called it wine
He said, “There’s great sadness in life, but don’t sit there and blub:
Here’s some tickets for your friends to the Jesus Stag Night Club!”
I can’t remember where I was last night
Think I was hanging naked off a church spire
Tied by my ankles to a weathervane
Felt like I was Jesus on fire
Cuffed to the bumper of a big truck
I begged my dad (?) to take me to a strip bar
Drank kerosene slammers through my eyeballs
Drove myself home in a stolen car
Turn a bird upside down and it lies in your fingers like a dead man
When you throw it in the air it’s resurrected from your hand
We went to a motel, he showed me his Bible
I said, “Tell me the truth,” while he looked me in the eyeball
He said, “There’s great happiness in life but don’t just sit there in love:
Here’s some tickets for your friends to the Jesus Stag Night Club!”
I can’t remember where I was last night
Think I was getting on a night bus
Lyin’ on the laps of my good friends
Judas Priest and Lazarus
I’m getting married in the big bad morning
But it feels like I’m giving birth
I feel so happy I could scream
“This is my last few seconds on Earth”
Saw a man in the street lying on the floor beaten up
He had a fish finger sandwich and a yellow M coffee cup
I bent down drunk and tried to pick him up
But when I turned around I could see…it was Jesus…
I can’t remember where I was last night
Think I was hanging on a church spire
Tied by my ankles to a weathervane
Felt like I was Jesus on fire
Cuffed to the bumper of a big truck
I begged my dad to take me to a strip bar
Drank kerosene slammers through my eyeballs
Drove myself home in a stolen car
I can’t remember where I was last night
Think I was getting on a night bus
Lyin’ on the laps of my good friends
Judas Priest and Lazarus
I’m getting married in the big bad morning
But it feels like I’m giving birth
I feel so happy I could scream
“This is my last few seconds on Earth!”
na segunda-feira tirei as luvas do armário pela primeira vez, mas só as usei durante uns segundos. o gorro continua guardado. o sobretudo de inverno (aka edredão-ambulante) começa agora a substituir o casaco de feltro vermelho. admito que já o tinha usado 2 vezes, mas foram momentos de fraqueza ou loucura momentânea que paguei caro com suor escorrendo pela testa. só ontem troquei as socas pelas botas. hoje, finalmente!, cai uma poeirazinha de neve que se derrete quase imediatamente assim que toca o mundo. estamos no natal e nunca mais é inverno.
«(...) mete[u]
a mão e conseguiu estragar a única zona de lisboa que continuva
genuína, onde os copos eram baratos e a música sempre a abrir. na porta
ao lado, uma esplanada onde uma loira platinada, casaco de peles
vestido, pinta os lábios. devolvam-me as ruas com as putas gordas, de
lycra justa e banhas a saltar pelo cós, as putas mal fodidas,
desconjuntadas, sem dentes. no americano a música está demasiado alta,
mas é tão bom, a companhia, não a música, que ninguém se importa de
estar aos berros para se fazer ouvir. e o cansaço da semana, de
carregar o mundo às costas há demasiado tempo, pede mais cerveja e
muitos passos de dança. o tóquio parece uma matiné dançante para as
mulheres da ala geriátrica e gozamos com elas, mas há a hipótese de
aquelas sermos nós daqui a 30 anos, nós sem saber envelhecer, mas não,
aquilo é mau demais. o que interessa são as músicas do costume e o
pensamento de que só me faltava ter-te ali para te levar para casa.
danço até passar da hora, mas agora
no novo cais do sodré já não se cumprem horários e a janis já não se
cala quando batem as quatro. preciso de dormir, dormir um mês inteiro
de preferência, e saio para o frio e para o cais que conheço, os bêbados aos
caídos, os putos mal vestidos, as putas nas esquinas, a rua sem um
centímetro de espaço livre. na cabeça um apito interminável e uma névoa
de álcool. amanhã vou estar de ressaca.»
é chegar à universidade a estas lindas horas e armar-me em ninja para ver se engano os sensores que ligam as luzes dos corredores enquanto vou buscar café.
hoje preguei um susto à senhora da limpeza quando emergi das trevas.
no supermercado, ponho as coisas na passadeira com os códigos de barras bem-comportadinhos virados para o sensor. ainda não cheguei ao extremo de pôr tudo em fila indiana porque continuo a achar um desperdício de espaço, mas mais uns mesinhos e talvez lá chegue.
dói-me isto e isto e isto e mais uma data de istos que me enchem a cabeça e apertam cá dentro, tanto que dois comprimidos pretos daquela raiz de acalmar só me chegam para duas horas de sono. tal como a ela, estas ideias parecem-me cada vez mais bonitas.
se é assim a tantos mil quilómetros de distância, como será para quem está por aí, no sítio mais bonito do mundo?