30 março 2016
24 março 2016
26 fevereiro 2016
26 janeiro 2016
15 janeiro 2016
13 janeiro 2016
11 janeiro 2016
08 janeiro 2016
07 janeiro 2016
11 dezembro 2015
10 dezembro 2015
20 novembro 2015
17 novembro 2015
02 novembro 2015
28 outubro 2015
à laia de canavial
facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto facto
FACTO!
31 dezembro 2014
25 abril 2013
há 39 anos foi há mais de um século
Ele há dias assim que são o dia
A gente diz "foi há
39 anos". Não é muito, é meia vida de um homem. Mas foi mesmo há muito,
no outro século. Pouco antes, no abril anterior, em 1973, cinco
bracarenses estavam na casa de um deles. A PSP bateu à porta e multou-os
por não terem avisado da reunião. O 1.º Juízo da Comarca de Braga
confirmou a multa. E no jornal República, corajoso, o jornalista Vítor
Direito, corajoso, tinha de escrever crónicas assim: "Manhã de nevoeiro
transforma a cidade. Não se vê um palmo em frente do nariz. Andam por aí
uns senhores a prever "boas abertas". Mas o nevoeiro persiste." E no
Porto, a comemorar o 31 de Janeiro, houve um comício no Coliseu. Um
estudante ia a meio do seu discurso quando o representante do Governo
Civil (cuja presença era obrigatória) se ergueu e disse: "O senhor
cale-se!" O estudante meteu o discurso no bolso. E ainda em janeiro, mas
em Lisboa, António José da Glória, da tabacaria na Alameda, frente ao
Técnico, disse, enquanto servia uma cliente: "Ontem, lá houve mais
bordoada entre estudantes e polícias." Um guarda da PSP, desfardado e
também cliente, logo lhe deu voz de prisão. O sr. Glória foi a tribunal
por "propagação de boatos". Veio nos jornais. E em fins de fevereiro,
alguém escrevia, no Comarca de Arganil: "Que aconteceu ao boateiro?
Ficava bem uma lição eficaz." Hoje é o 25 de Abril. Eu amo-o como se
fosse ontem. Sobretudo por pequeninas coisas que me recordam que antes
dele foi há mais de um século.
11 dezembro 2012
24 outubro 2012
"Portugueses querem pagar pouco para o que exigem do Estado"
a crer numa engraçada folha de excel que recebi por mail há pouquinho, e corrigindo para o facto de neste cantinho escandinavo eu receber 12 meses por ano e não 13, com as alterações propostas nos escalões e mais o caracinhas de que se lembraram na outra semana o estado ficar-me-ia com mais 600 euros do ordenado em portugal do que fica aqui na suécia.
isto foi só para dizer que este gajo é parvo.
01 outubro 2012
ando pelo norte há demasiado tempo xviii
o homem chateia-me um bocado, mas ainda me chateia mais chamarem-lhe "íens" quando o nome dele é "iéns".
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
lálás,
sverige
26 setembro 2012
Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego...
Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu a construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público...
Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou prá descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão
Atrapalhando o sábado...
Por esse pão prá comer
Por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer
E a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Deus lhe pague...
Pela cachaça de graça
Que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça
Que a gente tem que tossir
Pelo andaimes pingentes
Que a gente tem que cair
Deus lhe pague...
Pela mulher carpideira
Prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bixeiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
Que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague...
21 setembro 2012
«(...)
porque eu não acredito no trabalho, não
acredito na propriedade, não acredito na polícia, não acredito nos
tribunais, não acredito nas fronteiras. não acredito que, para me
protegerem, possam obrigar-me a usar cinto de segurança. não acredito
que, para me castigarem, tenham o direito de me enforcar. não acredito
que esta terra, por ter sido povoada por certos tipos ambiciosos, lhes e
me pertença. não acredito que a minha pátria seja a minha língua porque
com as minhas pernas eu aprenderia outras línguas e delas faria casa.
não acredito que quarenta horas empenhadas num trabalho de merda num
supermercado valorize um ser humano que seja, da mesma forma que não
acredito que o motivo de uma vida possa genuinamente ser a ascensão na
carreira. não acredito que as fortunas conquistadas pelo suor do
trabalho contenham mais mérito do que a pobreza mantida por gerações
apesar do suor do trabalho. não acredito na herança, no património, no
imobiliário, no self made man.
(...)»
19 setembro 2012
03 julho 2012
a vida a doer-me
eu encolho-me um bocado quando penso nos meus anos todos no técnico, no que me custou engolir os exames que tive de repetir uma e outra vez - muitas vezes porque o medo de não chegar me impedia de abrir mão da folha de exame já escrita, borrada, reescrita, marcada pela angústia do não saber se sabia.
agora, a menos de meio ano de acabar o doutoramento longe, o medo ainda me paralisa. a certeza da perfeição não-alcançada, a dúvida do chegar ou não a martelar-me a coragem.
e depois deparo-me com isto. licenciatura-bacharelato feita num ano porque o currículo profissional foi analisado e foram tidos em conta cursos por terminar (por começar!) para atribuir créditos que a todos nós custam sangue.
foda-se.
26 junho 2012
coisas incríveis que se ouvem na suécia
"este verão as minhas férias vão ser fraquinhas, só vou tirar 4 semanas."
22 maio 2012
«I used to hear voices.
For years. It started when I'd walk into my room and say hello to my
Lain poster (I've always over personified objects) and eventually she
started responding. Over time I could talk to her elsewhere, I'd pull
her up when I was sitting in class or riding the bus, and I'd put on
headphones so nobody would notice I was talking to myself since it was
barely audible. Eventually Lain told me she was a god and I was too,
and there were two others, but they didn't really like me so they would
almost never talk to me.
A long time later, maybe years, she started being really mean, and it
turned out there was another voice who was just pretending to be Lain
named Misery. This one was stereotypical, everything I did was wrong
and I had to pay for my actions, I should cut myself if I was
ungraceful, everyone hated me, etc. Lain split again, and this time she
was sisterly. When I was upset and crying myself to sleep I could feel
her holding me and telling me everything would be alright. Misery
looked different but could look like Lain if she wanted to fool me
(although she would turn back into herself when I called her out on it),
and the two Lains all looked the same, so I could only tell who they
were when they started responding to me.
After a while they all just disappeared. I guess I saned up, because
during the peek it never occurred to me I was hearing voices, they
truly were gods who were speaking to me, and later during the time
period I realized that I was hallucinating with delusions of grandeur.
Then at one point I realized that there was more of me and less of them,
when I pulled them up it was a conscious effort and part of their
responses were forced on my part. Then eventually I just gave them up,
they were so weak that it was really just like talking to myself and not
to other people that lived in my head.
That's not my secret, I've mentioned it to a few very select people
that I truly trust. My secret is that I miss them. I miss them with
with all my heart. Even Misery. They were friends and family, they
were close to me, they understood me, and they were always there for me.
Now even with real friends and family, there's nobody that close. I
can't just pull up someone to talk to when I'm lonely, I have to call up
a real person and that person never knows what I want to talk about or
what I'm hiding from them, they only know what I say. Lain (the main
one) would always call me on my bullshit and make me keep changing my
answer until I told her the truth. Misery could always find my biggest
weaknesses, which allowed me to work on strengthening them. Sisterly
Lain could calm me down in a way that's unimaginable, you can't
comprehend how good it feels to be hugged by someone inside of you.
And now I feel lonelier than I have in years because I almost never
think of that time or remember how it felt, but tonight I'm sitting by
myself at 2am and all I can think about is how much I want a voice to
talk to and it's been so long since I had one and I'd give anything to
have another psychotic break so I could get back all my friends that
live in my head.
I once had a psychiotic episode where I could talk to clouds and I
could feel how much they loved me, the clouds, the trees, the birds,
they were all my friends and they all loved me and they all wanted me to
be happy. I had that feeling on mushrooms once, everything in the
world loved me, every single thing, the house, the ceiling, the lamp,
each blade of grass, it all loved me and it was the best feeling I have
ever known, that was the best night of my life. I can't tell you how
much I want to feel that again, I just have no way of tracking them down
again.
Being crazy feels amazing, whether it's good or bad. Even the bad
crazy where I'd stay awake all night because I knew something was going
to get me in my sleep and I'd try to claw the evil out of my skin, even
that's preferable to being normal because the intensity is
indescribable. I miss everything about being crazy. I miss it more
than I can possibly describe.»
16 abril 2012
quebrar o jejum porque isto é muito importante
"Depois, que no interior há cada vez menos escolas, hospitais, centros de emprego, etc!, etc!, etc!. O interior está a fechar (alguns estarão lembrados de que até já aqui sugeri a sua privatização) e nós fazemos de conta que isso é um fenómeno natural e não uma opção política (sempre fomos bons nisto). E quando tudo isto falta a uma terra, pode sobrar-lhe ainda a Junta de Freguesia, onde às vezes vai um médico, onde há algumas atividades, onde alguém representa o Estado para o qual estas pessoas pagam tanto como qualquer lisboeta e pode responder a algumas perguntas mais simples. Nalguns sítios, a Junta de Freguesia é o último sinal de que aquele lugar não foi abandonado. E sempre que juntarem freguesias em regiões com uma geografia humana mais dispersa existem pessoas que vão perder o único serviço que ainda estava ao seu alcance.
(...)
Na democracia representativa quem não é representado não
existe. Uma democracia representativa onde nem todos são representados não é
democracia nenhuma. "
tudo tudo aqui
26 março 2012
15 março 2012
06 março 2012
05 março 2012
democratic elections produce mediocre leadership and policies
People Aren't Smart Enough for Democracy to Flourish, Scientists Say
"(...) democracies rarely or never elect the best leaders. Their advantage over dictatorships or other forms of government is merely that they "effectively prevent lower-than-average candidates from becoming leaders."
ahh...
coisas de língua
hoje fui de alternativo para opcional até chegar ao que queria: facultativo. tenho tudo rasurado. ai.
24 fevereiro 2012
ando pelo norte há demasiado tempo xvii
ontem à noite, depois do jogo de hóquei, não encontrei a paragem de
autocarro e decidi ir a pé até casa. foram 50 minutos, mas não fez mal
porque afinal 2ºC é quente.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo xvi
fui a um jogo de hóquei no gelo, não perdi o disco de vista e achei toda a porrada que houve em campo perfeitamente justificada.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo xv
pousar o pão directamente no balcão do café é normal. e sei que quando voltar para portugal morro disto.
[adenda: isto não é nenhuma crítica enviesada ao grau de limpeza dos balcões de café portugueses. só as diferentes temperatura e humidade em portugal e na suécia devem chegar e bastar para justificar a atitude escandinava mais relaxada nestas matérias. não quero cá confusões.]
[adenda: isto não é nenhuma crítica enviesada ao grau de limpeza dos balcões de café portugueses. só as diferentes temperatura e humidade em portugal e na suécia devem chegar e bastar para justificar a atitude escandinava mais relaxada nestas matérias. não quero cá confusões.]
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
20 fevereiro 2012
16 fevereiro 2012
há quem ache que eu não posso com a suécia. a culpa é minha, nunca desmenti a coisa com a veemência que merece. digo muito mal, claro. mas eu só digo mal desta maneira do que gosto, pensei que já se soubesse isso. e ontem, ao ver aquele triste episódio (vide post anterior), senti-me mais escandinava do que europeia, mais sueca do que portuguesa.
o chato é não se encontrarem pães-de-leite de jeito por aqui. ou couve para caldo verde.
tenho a escandinávia entranhada em mim
o tanto que o meu queixo caiu ontem à noite quando vi a triste figura deste senhor na televisão!
espreitem aqui (até 10 março), entre os 35:15 min e os 51:20, para verem como mona sahlin (que quase ficou com o assento de reinfeldt há uns tempos), timbuktu (um sô artista do rap/reggae sueco), jonas gahr støre (ministro dos negócios estrangeiros norueguês) e fredrik skavlan (o apresentador) se torcem todos para não pregarem um par de estalos ao senhor enquanto tentam, infrutiferamente, transformar aquele monólogo inflamado num coisa qualquer mais parecida com uma conversa.
o homem largou tantos insultos que é impossível falar deles todos. vejam tudo, são 16 minutos que valem a pena. para rir ou para chorar, ainda não me decidi.
14 fevereiro 2012
desconcerto
uma pessoa habitua-se a encontrar cabelos brancos. cada vez mais, e sempre nos sítios mais expostos, até já não valer a pena contá-los. começam a cair como os outros, a aparecer semeados nas camisolas de lã, já não surpreendem nem indiciam apropriações das mantas por estranhos. de vez em quando aparece um fio que é testemunho do tempo a passar pelo corpo, um fio que começou castanho e que morre nos entreténs das malhas já esbranquiçado, estranha traça da vida que ainda falta percorrer.
hoje encontrei um cabelo que de branco passou a castanho. não sei o que isto significa.
06 fevereiro 2012
02 fevereiro 2012
31 janeiro 2012
21 janeiro 2012
suecos
há um moço por aqui que diz que é mentira os suecos terem dificuldade em exteriorizar sentimentos - ele diz que eles não sentem. nunca o levo muito a sério, mas hoje lembrei-me disto quando entrei no edifício da faculdade.
não tem estado um inverno frio (nem sequer tem estado bem inverno...), mas nos últimos dias a temperatura baixou bastante e levantou-se um ventozinho que mata um bocado. da paragem do autocarro ao meu edifício são uns 50 m ou coisa assim e decidi não pôr as luvas. quando a porta se abriu (depois de várias tentativas desajeitadas de passar o cartão na máquina com os dedos enregelados) levei com um bafo quentinho que me corou as bochechas e me deixou realmente agradecida por não se desligar o aquecimento por estes lados. e lembrei-me duma conversa que tivemos há uns tempos aqui no departamento, durante o café.
já há mais de um ano que correm rumores acerca de um homem que dorme no edifício da faculdade. a universidade é gratuita por isso ele vai-se inscrevendo em algumas cadeiras, recebe identificação de estudante e acesso aos edifícios, mesmo durante a noite e aos fins-de-semana (entra-se quase em qualquer lado com a chave-cartão). no nosso edifício há até um quarto de descanso e um balneário para os funcionários da universidade (para quem traz a bicicleta, por exemplo, não ir a pingar suor para a sala de aula). não é aceitável que alguém more aqui, claro, e a situação deu origem a várias horas de discussão - informal e formalmente. não sei bem como foi resolvida, mas há uns tempos comentaram que agora o acesso ao balneário e ao quarto de descanso, assim como outras áreas, estava limitado e tinha de se pedir uma autorização especial. por causa do tal morador clandestino. e que era bem-feito.
perguntei se em karlstad existe alguma casa-abrigo, onde quem não tem sítio para ficar possa aquecer-se e passar a noite e ninguém me soube responder. ninguém se mostrou interessado ou sequer percebeu como é que isso seria relevante para a conversa, que entretanto seguiu por outros caminhos (hóquei, o tempo, a tira de bd do dia).. aqui morre-se na rua sem abrigo. e a falta de compaixão dos meus colegas chocou-me.
20 dezembro 2011
neste natal escreva uma carta ao primeiro-ministro
uma destas. muitas.
[Exmo Senhor Primeiro Ministro
Começo por me apresentar, uma
vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam.
Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me
conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos,
se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu
pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se
recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se
recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de
fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado,
porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França,
porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque
não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país
onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo
feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os
meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu
não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil
para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde
entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde
despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais
tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos
todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para
viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me
dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na
faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela
altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do
que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe
disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí,
curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23
anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi
textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas
oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do
que tinha aprendido.
Cresci.
Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida.
Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei
mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha
primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me
personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela
que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas
tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção".
Fiquei.
Aos 27 anos conheci a
prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego.
"Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo,
arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a
precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais
conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com
que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de
licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira
'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como
jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado,
domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como
ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado
que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar
para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor
primeiro ministro, só tinha 24 horas...
Cresci mais. Aos 38 anos conheci
o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã.
Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o
desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam
comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não
era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou
poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o
seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da
Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se,
depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento
deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a
comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e
descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos
aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de
bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho
actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu
bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16
anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que
arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor
primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios
familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho
uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez,
deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há
mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de
alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte,
senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o
salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto
foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito
do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os
fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas
possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e
que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido
luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros
a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro,
por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime
em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que
de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco
tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que
arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me
passou pela cabeça emigrar...
Mas hoje, senhor
primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o
seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias
que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e
falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor.
Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale
e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em
compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o
primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero
pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso
emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que
nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo
arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo
aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo
responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir
nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como
os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra
via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se
torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que
venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza
muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria
dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus
melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou
praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas
dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito
mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais,
lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei,
claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano
passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No
ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas
qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu
excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre
você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da
mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha.
Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o
Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa
sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e
desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à
sua escolha, senhor primeiro-ministro.
E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.
Myriam Zaluar, 19/12/2011]
19 dezembro 2011
ontem disseram-me para levar roupa quente, casacão e cachecol para portugal. assustaram-me com o frio que faz, frio de camisola de lã e casaco e dedos enregelados. não tenho roupa de inverno desde que vim para a suécia.
hoje fui ver a previsão para os dias que vou passar no meu país-maravilha:
a sério que não é verão por aí?
(eu sei que vou morrer de frio na mesma, morro sempre. são as saudades que se me entranham nos ossos)
16 dezembro 2011
ando pelo norte há demasiado tempo xiv
já não sei o que é andar com os fundilhos das collants nos joelhos.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
15 dezembro 2011
14 dezembro 2011
gente mal-nutrida com mamas [até me ria se isto não desse tanta vontade de gritar]
quanto ao menino que posa como menina, acho alguma piada. talvez tenhamos chegado àquele ponto extremo que obriga a mudanças. gente que bate uma a olhar para sacos de ossos com mamas de silicone é muito triste, mas confesso que sinto uma risadazinha diabólica a formar-se quando penso na quantidade de meninos iludidos que o poderão fazer com o tal anúncio do rapaz que miraculosamente ganha mamas com o novo push-up. a imagem de mulher sensual com que os meios publicitários nos bombardeiam a todas as alturas está tão delirantemente longe da realidade que já não bastam meninas pré-adolescentes subnutridas e têm de recorrer a meninos imberbes nas campanhas.
12 dezembro 2011
fiquei com um sorriso parvo
(roubei não sei onde, mas estou eternamente agradecida. a sério que estou)
09 dezembro 2011
coisas curiosas
"Têm um curso superior 16,7% da população. O Centro, Algarve e Norte
estão quase ao mesmo nível, com 10% de licenciados. No extremo oposto
estão os Açores, com apenas 8,4% da população com licenciatura."
interessante como dos valores 16,7%, 10% e 8,4% se chega a "quase ao mesmo nível" e "extremo oposto" no neste bocadinho de texto aqui mais acima. tsc tsc tsc
o português que me foge
hoje, duma assentada, aprendi estas palavras novas todas:
nanja
asserto (assim mesmo, com ss, que percebi de imediato mas que não sabia existir)
lídimo
franduna
vezo
ora vão lá aprender.
nanja
asserto (assim mesmo, com ss, que percebi de imediato mas que não sabia existir)
lídimo
franduna
vezo
ora vão lá aprender.
07 dezembro 2011
jullängtan
Saw a man in a bar with his hair like a lady
Bloody thorns ’round his ears like he was a crazy
He had holes in his hands and a cross for a spine
Crushed a berry in his Perrier and called it wine
He said, “There’s great sadness in life, but don’t sit there and blub:
Here’s some tickets for your friends to the Jesus Stag Night Club!”
I can’t remember where I was last night
Think I was hanging naked off a church spire
Tied by my ankles to a weathervane
Felt like I was Jesus on fire
Cuffed to the bumper of a big truck
I begged my dad (?) to take me to a strip bar
Drank kerosene slammers through my eyeballs
Drove myself home in a stolen car
Turn a bird upside down and it lies in your fingers like a dead man
When you throw it in the air it’s resurrected from your hand
We went to a motel, he showed me his Bible
I said, “Tell me the truth,” while he looked me in the eyeball
He said, “There’s great happiness in life but don’t just sit there in love:
Here’s some tickets for your friends to the Jesus Stag Night Club!”
I can’t remember where I was last night
Think I was getting on a night bus
Lyin’ on the laps of my good friends
Judas Priest and Lazarus
I’m getting married in the big bad morning
But it feels like I’m giving birth
I feel so happy I could scream
“This is my last few seconds on Earth”
Saw a man in the street lying on the floor beaten up
He had a fish finger sandwich and a yellow M coffee cup
I bent down drunk and tried to pick him up
But when I turned around I could see…it was Jesus…
I can’t remember where I was last night
Think I was hanging on a church spire
Tied by my ankles to a weathervane
Felt like I was Jesus on fire
Cuffed to the bumper of a big truck
I begged my dad to take me to a strip bar
Drank kerosene slammers through my eyeballs
Drove myself home in a stolen car
I can’t remember where I was last night
Think I was getting on a night bus
Lyin’ on the laps of my good friends
Judas Priest and Lazarus
I’m getting married in the big bad morning
But it feels like I’m giving birth
I feel so happy I could scream
“This is my last few seconds on Earth!”
na segunda-feira tirei as luvas do armário pela primeira vez, mas só as usei durante uns segundos. o gorro continua guardado. o sobretudo de inverno (aka edredão-ambulante) começa agora a substituir o casaco de feltro vermelho. admito que já o tinha usado 2 vezes, mas foram momentos de fraqueza ou loucura momentânea que paguei caro com suor escorrendo pela testa. só ontem troquei as socas pelas botas. hoje, finalmente!, cai uma poeirazinha de neve que se derrete quase imediatamente assim que toca o mundo. estamos no natal e nunca mais é inverno.
02 dezembro 2011
há uma lisboa que é cada vez menos minha e eu morro de saudades
«(...) mete[u]
a mão e conseguiu estragar a única zona de lisboa que continuva
genuína, onde os copos eram baratos e a música sempre a abrir. na porta
ao lado, uma esplanada onde uma loira platinada, casaco de peles
vestido, pinta os lábios. devolvam-me as ruas com as putas gordas, de
lycra justa e banhas a saltar pelo cós, as putas mal fodidas,
desconjuntadas, sem dentes. no americano a música está demasiado alta,
mas é tão bom, a companhia, não a música, que ninguém se importa de
estar aos berros para se fazer ouvir. e o cansaço da semana, de
carregar o mundo às costas há demasiado tempo, pede mais cerveja e
muitos passos de dança. o tóquio parece uma matiné dançante para as
mulheres da ala geriátrica e gozamos com elas, mas há a hipótese de
aquelas sermos nós daqui a 30 anos, nós sem saber envelhecer, mas não,
aquilo é mau demais. o que interessa são as músicas do costume e o
pensamento de que só me faltava ter-te ali para te levar para casa.
danço até passar da hora, mas agora
no novo cais do sodré já não se cumprem horários e a janis já não se
cala quando batem as quatro. preciso de dormir, dormir um mês inteiro
de preferência, e saio para o frio e para o cais que conheço, os bêbados aos
caídos, os putos mal vestidos, as putas nas esquinas, a rua sem um
centímetro de espaço livre. na cabeça um apito interminável e uma névoa
de álcool. amanhã vou estar de ressaca.»
01 dezembro 2011
uma coisa parva que me diverte
é chegar à universidade a estas lindas horas e armar-me em ninja para ver se engano os sensores que ligam as luzes dos corredores enquanto vou buscar café.
hoje preguei um susto à senhora da limpeza quando emergi das trevas.
30 novembro 2011
ando pelo norte há demasiado tempo xiii
mesa para as 18h é jantar e não lanche.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo xii
no supermercado, ponho as coisas na passadeira com os códigos de barras bem-comportadinhos virados para o sensor. ainda não cheguei ao extremo de pôr tudo em fila indiana porque continuo a achar um desperdício de espaço, mas mais uns mesinhos e talvez lá chegue.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
29 novembro 2011
18 novembro 2011
17 novembro 2011
16 novembro 2011
histórias de crianças
uns colegas daqui do departamento contaram-me estas histórias bonitas que se passaram com os filhos e não me quero esquecer delas:
a meio de uma viagem de carro, a filha de 7 anos vira-se para o pai e diz-lhe:
-olha, pai! estás a ver aquele cruzamento ali ao fundo? é o futuro.
enquanto a curiosidade das crianças não esmorece, explicar coisas complicadas é mais fácil. como a gravidade a miúdos de 3 ou 4 anos:
- caiu-te o gelado ao chão? é a gravidade, filho. sabes, tudo no mundo está sempre a cair.
- não é nada! os balões sobem.
14 novembro 2011
dói-me tudo
dói-me isto e isto e isto e mais uma data de istos que me enchem a cabeça e apertam cá dentro, tanto que dois comprimidos pretos daquela raiz de acalmar só me chegam para duas horas de sono. tal como a ela, estas ideias parecem-me cada vez mais bonitas.
se é assim a tantos mil quilómetros de distância, como será para quem está por aí, no sítio mais bonito do mundo?
08 novembro 2011
07 novembro 2011
04 novembro 2011
31 outubro 2011
27 outubro 2011
ando pelo norte há demasiado tempo xi
e de batatas cozidas.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo x
reparei no outro dia que gosto de salmão.
[correcção: afinal continuo a não gostar de salmão - só do (bem) fumado, como o do sítio ali de cima. hoje ao almoço ia despejando bolo alimentar no prato, mesmo em frente a um sô professor aqui do grupo e outra gente importante.]
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo ix
há sempre gelado no meu congelador e cogumelos secos no meu armário.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo viii
ah, hum e [ar a ser inspirado pela boca rapidamente] são variantes perfeitamente aceitáveis para sim.
etiquetas:
ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
Subscrever:
Mensagens (Atom)














