21 março 2011

17 março 2011

o que é que deu à radar para agora andar a passar isto a torto e a direito? é que não dá jeitinho nenhum estar-se a discutir o horário dos laboratórios com um dos orientadores e mais dois assistentes e, num momento de reflexão silenciosa, ouvir-se you sexy motherfucker. várias vezes seguidas. ai, a minha vida.

14 março 2011

olha só, eu tão emigrante



dá assim a modos que um aperto no coração, como aqueles que sinto quando leio a merda que anda a ser escrita acerca da manifestação de sábado - mas sem a zanga nem a vontade de distribuir estalos, só com a tristeza.

11 março 2011

Manifesto


Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

para amanhã

opção 1



opção 2




eu, entretanto, é mais isto:

a sério que esta gente existe?

"tenho 23 anos, licenciei-me e neste momento trabalho e sustento uma casa para mim e para a minha esposa"

e nem comento o post, que já tenho que chegue a tanger-me os nervos.

a minha alma está parva

olha só, eu a achar piada a isto:


02 março 2011

cortado e colado

"Resumindo, quase todas as soluções apontadas implicavam uma mudança de atitude dos jovens trabalhadores (...).

Como é habitual, muito pouca gente se lembrou de culpar as empresas que conseguem vantagens desleais à custa do trabalho não-remunerado."

daqui

18 fevereiro 2011

copiar é feio



há quase 2 anos atrás (via sô ska):


a entrada de hoje no ex-maravilhoso wulffmorgenthaler:


e vergonha na cara, não há?

10 fevereiro 2011

tudo a correr uma merda e quando recebo a avaliação dos dias em que os alunos do secundário vieram até cá espreitar a universidade (a quem estive a dar laboratório) encontro: "fysikdoktoranden Ana var jätteduktig och superintressant".

mais umas quantas destas e pode ser que não saia daqui a chorar. ai.

03 fevereiro 2011

perda de identidade

ontem, em vez de cortar as unhas*, pintei-as e agora as mãos não são minhas.

*têm de estar sempre curtinhas, rentes ao sabugo.
odeio unhas compridas.

28 janeiro 2011

perigos que se escondem nos livros


“I suppose every old scholar has had the experience of reading something in a book which was significant to him, but which he could never find again. Sure he is that he read it there, but no one else ever read it, nor can he find it again, though he buy the book, and ransack every page.” — Emerson


“When we read, we are, we must be, repeating the words to ourselves unconsciously; for how else should we discover, as we have all discovered in our time, that we have been mispronouncing a word which, in fact, we have never spoken? I refer to such words as ‘misled,’ which I, and millions of others when young, supposed to be ‘mizzled.’” — A.A. Milne


“It is one of the oddest things in the world that you can read a page or more and think of something utterly different.” — Christian Morgenstern


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27 janeiro 2011

a conta certa

quero querer tudo na conta certa, nem mais nem menos. lagom. assuecificação bem-vinda, assuecificação lagom. o chato é que é difícil explicar que este lagom é bom, é positivo, não é acomodação nem desistência. lagom é melhor do que muito, é melhor do que mais. é lagom. lá-gome.