pessoas, o que é que lêem aqui? é que eu... [suspiro]
15 Março 2012
14 Março 2012
06 Março 2012
por causa desta história toda de canções que soam a outras canções, lembrei-me da katie stelmanis e agora tenho austra a passar enrepite. coisas.
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lálás
05 Março 2012
democratic elections produce mediocre leadership and policies
People Aren't Smart Enough for Democracy to Flourish, Scientists Say
"(...) democracies rarely or never elect the best leaders. Their advantage over dictatorships or other forms of government is merely that they "effectively prevent lower-than-average candidates from becoming leaders."
ahh...
dura de ouvido (iv)
acho que vou acabar ameaçada de morte, mas aqui vai:
isto:
é tão igual a isto:
isto:
é tão igual a isto:
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curto-circuito,
dureza de ouvido,
lálás
coisas de língua
hoje fui de alternativo para opcional até chegar ao que queria: facultativo. tenho tudo rasurado. ai.
24 Fevereiro 2012
ando pelo norte há demasiado tempo xvii
ontem à noite, depois do jogo de hóquei, não encontrei a paragem de
autocarro e decidi ir a pé até casa. foram 50 minutos, mas não fez mal
porque afinal 2ºC é quente.
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ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo xvi
fui a um jogo de hóquei no gelo, não perdi o disco de vista e achei toda a porrada que houve em campo perfeitamente justificada.
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ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
ando pelo norte há demasiado tempo xv
pousar o pão directamente no balcão do café é normal. e sei que quando voltar para portugal morro disto.
[adenda: isto não é nenhuma crítica enviesada ao grau de limpeza dos balcões de café portugueses. só as diferentes temperatura e humidade em portugal e na suécia devem chegar e bastar para justificar a atitude escandinava mais relaxada nestas matérias. não quero cá confusões.]
[adenda: isto não é nenhuma crítica enviesada ao grau de limpeza dos balcões de café portugueses. só as diferentes temperatura e humidade em portugal e na suécia devem chegar e bastar para justificar a atitude escandinava mais relaxada nestas matérias. não quero cá confusões.]
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ando pelo norte há demasiado tempo,
sverige
20 Fevereiro 2012
16 Fevereiro 2012
há quem ache que eu não posso com a suécia. a culpa é minha, nunca desmenti a coisa com a veemência que merece. digo muito mal, claro. mas eu só digo mal desta maneira do que gosto, pensei que já se soubesse isso. e ontem, ao ver aquele triste episódio (vide post anterior), senti-me mais escandinava do que europeia, mais sueca do que portuguesa.
o chato é não se encontrarem pães-de-leite de jeito por aqui. ou couve para caldo verde.
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tenho a escandinávia entranhada em mim
o tanto que o meu queixo caiu ontem à noite quando vi a triste figura deste senhor na televisão!
espreitem aqui (até 10 março), entre os 35:15 min e os 51:20, para verem como mona sahlin (que quase ficou com o assento de reinfeldt há uns tempos), timbuktu (um sô artista do rap/reggae sueco), jonas gahr støre (ministro dos negócios estrangeiros norueguês) e fredrik skavlan (o apresentador) se torcem todos para não pregarem um par de estalos ao senhor enquanto tentam, infrutiferamente, transformar aquele monólogo inflamado num coisa qualquer mais parecida com uma conversa.
o homem largou tantos insultos que é impossível falar deles todos. vejam tudo, são 16 minutos que valem a pena. para rir ou para chorar, ainda não me decidi.
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sverige
14 Fevereiro 2012
desconcerto
uma pessoa habitua-se a encontrar cabelos brancos. cada vez mais, e sempre nos sítios mais expostos, até já não valer a pena contá-los. começam a cair como os outros, a aparecer semeados nas camisolas de lã, já não surpreendem nem indiciam apropriações das mantas por estranhos. de vez em quando aparece um fio que é testemunho do tempo a passar pelo corpo, um fio que começou castanho e que morre nos entreténs das malhas já esbranquiçado, estranha traça da vida que ainda falta percorrer.
hoje encontrei um cabelo que de branco passou a castanho. não sei o que isto significa.
06 Fevereiro 2012
31 Janeiro 2012
21 Janeiro 2012
suecos
há um moço por aqui que diz que é mentira os suecos terem dificuldade em exteriorizar sentimentos - ele diz que eles não sentem. nunca o levo muito a sério, mas hoje lembrei-me disto quando entrei no edifício da faculdade.
não tem estado um inverno frio (nem sequer tem estado bem inverno...), mas nos últimos dias a temperatura baixou bastante e levantou-se um ventozinho que mata um bocado. da paragem do autocarro ao meu edifício são uns 50 m ou coisa assim e decidi não pôr as luvas. quando a porta se abriu (depois de várias tentativas desajeitadas de passar o cartão na máquina com os dedos enregelados) levei com um bafo quentinho que me corou as bochechas e me deixou realmente agradecida por não se desligar o aquecimento por estes lados. e lembrei-me duma conversa que tivemos há uns tempos aqui no departamento, durante o café.
já há mais de um ano que correm rumores acerca de um homem que dorme no edifício da faculdade. a universidade é gratuita por isso ele vai-se inscrevendo em algumas cadeiras, recebe identificação de estudante e acesso aos edifícios, mesmo durante a noite e aos fins-de-semana (entra-se quase em qualquer lado com a chave-cartão). no nosso edifício há até um quarto de descanso e um balneário para os funcionários da universidade (para quem traz a bicicleta, por exemplo, não ir a pingar suor para a sala de aula). não é aceitável que alguém more aqui, claro, e a situação deu origem a várias horas de discussão - informal e formalmente. não sei bem como foi resolvida, mas há uns tempos comentaram que agora o acesso ao balneário e ao quarto de descanso, assim como outras áreas, estava limitado e tinha de se pedir uma autorização especial. por causa do tal morador clandestino. e que era bem-feito.
perguntei se em karlstad existe alguma casa-abrigo, onde quem não tem sítio para ficar possa aquecer-se e passar a noite e ninguém me soube responder. ninguém se mostrou interessado ou sequer percebeu como é que isso seria relevante para a conversa, que entretanto seguiu por outros caminhos (hóquei, o tempo, a tira de bd do dia).. aqui morre-se na rua sem abrigo. e a falta de compaixão dos meus colegas chocou-me.
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