23 junho 2011

quero ser assim

At noon on a spring day in Paris some years ago, an old motor truck broke down in the center of the Place de l’Opéra, requiring the driver to spend a half hour under it to make the repair. After apologizing for the trouble he had caused the policemen who had been directing the traffic around him, the truckman drove away — to collect several thousand dollars from friends who had bet that he could not lie on his back for 30 minutes at the busiest hour in the middle of the busiest street in Paris. He was Horace De Vere Cole, England’s celebrated practical joker.

Collier’s, 1948

daqui

21 junho 2011

apontamento

tenho o café numa caneca da tieto.com

a minha vida é muito triste

isto anda de tal forma que eu ontem dei por mim a ver a bachelorette (i.e. a solteirona) só porque se lembraram de passear a moça e os 5 pretendentes por portugal. lisboa, óbidos, sintra e um sítio não identificado algures no alentejo. ficaram no pestana palace e tiveram direito a jantar sozinhinhos no palácio da pena. luxo. acho que ainda vislumbrei as luzes do aeródromo lá muito ao longe - quase como ir num pulinho a casa, o chato foi ninguém ter ido à porta.

sol, céu azul, tudo perfeito, mas claro que na altura da eliminação tinha de estar escuro e a chover, para a moça não fazer figura de vilã e poder despedir-se a escorrer água e remorso. diogo, foste tu?

20 junho 2011

roubado

«Na tradição política portuguesa há três tipos de esquerda: as que são muito de esquerda e querem fazer a revolução, as que só são um bocadinho de esquerda e consideram governar em parceria e as que já não são de esquerda. Ah, claro, disparate, estas não contam.

Na tradição política portuguesa há portanto dois tipos de esquerda: as que são muito de esquerda e querem fazer a revolução e as que só são um bocadinho de esquerda e consideram governar. Mas, no caso destas últimas, não só não se nota qualquer avanço neste sentido como Daniel Oliveira escreveu no Expresso que ninguém deve governar se não tiver experiência de governo, o que claramente explicita que governar é coisa para gente do centro-direita, e com currículo. Resulta portanto que este tipo não só não conta como não existe.

Logo, na tradição política portuguesa há apenas um tipo de esquerda: a que quer fazer uma revolução. No entanto, olhando bem para eles, nenhum dos partidos de esquerda portugueses quer fazer uma revolução. Levam o determinismo histórico muito a sério e assumem a preparação para a revolução um pouco como a preparação para o juízo final - vamos mantendo a alma pura e depois logo se vê. Pelo que estes também não contam.

Com tudo isto ando a sentir-me um pouco orfã. O que vale é que, pelo menos nos romances de cordel, a orfandade é meio caminho andado para uma história de amor escaldante. Venha ela.»

14 junho 2011

toque

«(...) Há tempos tive de falar com um rapaz de 11 ½ anos, que preocupava a família. Os rapazes de 11 ½ são hoje, vinte anos depois, o equivalente do Adrian Mole quando tinha 13 ½. Este tinha revelado um conjunto de pequenos desajustamentos sociais que foram desvalorizados, até que se percebeu que uma má nota a Português fora devida a não ter respondido à alínea de composição, cotada em 6 vals. Mais precisamente, ele respondera. O tema era: “Qual foi a melhor coisa que te aconteceu nas férias?” E ele escreveu:- Não me lembro. A professora alarmou-se e chamou a família, que tinha tentado organizar umas excitantes férias juvenis. Acharam que tinha chegado a hora do rapaz falar com alguém que percebesse se havia algo de errado. Falámos então, durante algum tempo. Geralmente, em contextos formais, não tenho dificuldade em falar com os rapazes. As raparigas são , em regra, mais inteligentes e sofisticadas. Os rapazes são tímidos e broncos numa primeira abordagem. Mas depois, sobretudo aos 11 ½, são o género humano no que ele tem de melhor- uma mistura bruta de sentimentos confusos, uma possibilidade de êxito. Falamos de raparigas. É um tema que me é vedado, dado trabalhar e viver entre mulheres. Os rapazes de 11 ½ sabem tanto de raparigas como eu. Entendemo-nos. Podíamos falar do drama do universo ser finito ou infinito, de ser a crença na igualdade que separa a esquerda da direita, do gato de Shroendinger. Falamos de mulheres, ou de raparigas, que são os seres mais parecidos com as mulheres. É o tipo de assunto em que, apesar da diferença de idades e estatutos, rapidamente nos revelamos ignorantes e especialistas. Este rapaz começou por não se mostrar muito entusiasmado. –Ó , as raparigas! - julgo que foi o que exclamou. Como quem diz”Ó, a física quântica” ou “Ó , o Sporting”. Mas depois animou-se. Disse-me que havia na turma um rapaz particularmente atrevido com as raparigas, capaz de , nas palavras dele, lhes pedir o telefone nos primeiros contactos.- E tu, não gostava de ser capaz?- interrompi-o. Ele sorriu, primeiro para dentro e depois para fora, fez uma pausa e depois disse-me, como se tivesse percebido naquele preciso momento: - O problema é se elas me davam.»

09 junho 2011

(parêntesis)

alguém me explica porque é que este desgraçado é sempre referido como "gê pê simões"? deve ser mania dele, duvido que toda a gente da rádio seja burra. aquilo é um JOTA! um gê é isto: G. será que nunca ninguém lhe disse?

23 maio 2011

falta-me um pouco mais dum mês e meio aqui antes das férias, mas este fim-de-semana tive (finalmente) tempo para não fazer nada. foi um bocadinho estranho não ter de andar a inventar tarefas urgentíssimas para me esquivar ao trabalho - senti uma espécie de vazio cá dentro. lembrei-me então de esvaziar os meus armários (que são dois e muitos pequenos) e começar a seleccionar roupa. tira do monte, veste, despe, atira para outro monte. foi engraçado porque a minha casa só tem um quarto com uma grande janela que dá para um jardim (com vista para o lago se me inclinar um bocadinho na varanda, olhó luxo!) onde gente passeia cães e putos e eu já estou assuecada o suficiente para não me preocupar em fechar cortinas e tal. e os suecos não olham. enfim, acabei com 15 quilos de roupa que já não me serve ou que eu já não uso a encher-me a mala de viagem e 8 quilos de livros já seleccionados para levar de volta. não se nota diferença nenhuma nos armários e na estante. isto daqui a um ano e pouco vai ser giro, vai.

22 maio 2011

acerca de feriados

há coisas engraçadas que se encontram em agendas de 2011. muito engraçadas mesmo.

- portugal:
1. 01/01
2. 08/03
3. 21/04*
4. 22/04
5. 24/04
6. 25/04
7. 01/05
8. 10/06
9. 13/06*
10. 23/06
11. 15/08
12. 05/10
13. 01/11
14. 01/12
15. 08/12
16. 24/12*
17. 25/12

- suécia:
1. 01/01
2. 05/01*
3. 06/01
4. 21/04*
5. 22/04
6. 24/04
7. 25/04
8. 01/05
9. 02/06
10. 06/06
11. 12/06
12. 24/06*
13. 25/06
14. 04/11*
15. 05/11
16. 25/12
17. 26/12
18. 27/12
(por aqui, muitas vésperas de feriados são dias vermelhos, i.e. tolerâncias de ponto para o dia inteiro ou para a tarde. também têm umas coisas engraçadas chamadas dias entalados. alguém adivinha?)


- alemanha:
1. 01/01
2. 06/01*
3. 22/04
4. 24/04
5. 25/04
6. 01/05
7. 02/06
8. 12/06
9. 13/06
10. 23/06*
11. 15/08*
12. 03/10
13. 31/10*
14. 01/11*
15. 16/11*
16. 24/12*
17. 25/12
18. 26/12
19. 31/12*

cof cof.
*feriados regionais ou especiais ou coisa assim.


darwin deez

you are a radar detector you are a radar detector you are a radar detector you are a radar detector you are a rad

20 maio 2011

se eu alguma vez tiver uma pessoa pequena vou fazer-lhe um gorro assim

"we are outsourcing our brains to the cloud"


vão ler, que é giro.
(já não sei onde roubei isto... QED)

acerca de férias*

até aos 29 anos: 28 dias úteis;
a partir dos 30 anos: 31 dias úteis;
a partir dos 40 anos: 35 dias úteis.

por isso é que a suécia está como está. mandriões.


* isto aqui na universidade, não sei se é igual para toda a gente.

18 maio 2011

ando a precisar dum destes

faz lembrar as mensagens-modelo que vêm gravadas nos telemóveis. no meu, para além das típicas "estou atrasado", "estou em reunião", "vejo-o às" e outras que tais (tudo para meninos, meninas não precisam), vem um "também te amo". é bonito.

eu ando a trabalhar numa tese, mas o processo é o mesmo

"Conheço muita gente que anda a trabalhar num romance. Eu, por exemplo, ando a trabalhar num romance, que é um pouco diferente de escrever um romance. Trabalhar num romance confunde-se com a actividade geral da existência. Bebo um café e estou, de algum modo, a trabalhar no romance. Sento-me no autocarro e estou a trabalhar no romance. Fico a olhar melancolicamente pela janela do escritório e estou, mesmo assim, a trabalhar no romance. O romance, esse, não avança, tanto é o trabalho com que o sobrecarrego. Permanece em estado de crisálida, eterna possibilidade onde cabe tudo e não entra nada. É então que encontro outros que, como eu, andam a trabalhar num romance. Resumem intrigas, esboçam personagens no ar, prevêem glórias futuras, prémios Saramago, comendas, capas do suplemento do Expresso. Da crítica esperam que seja justa; dos leitores, que sejam milhares (mulheres novas em idade fértil, sobretudo); dos pares, a invejazinha fatal. Quanto ao romance, há-de aparecer, um dia."

(mas eu imagino desgraças, não glórias. e milhares de leitores, mulheres novas em idade fértil ou não, seria mau sinal)

11 maio 2011

última coisinha acerca da eurovisão (acho que estou obcecada)

ontem disseram-me que houve quem fosse à televisão lamentar a nossa participação na eurovisão este ano. antigos participantes. a sério? e quando se levou isto aqui abaixo, não disseram nada porquê? eu nem queria pôr aqui esta miséria, mas agora sinto-me obrigada a isso.



foi em 2006, quando os lordi finlandeses ganharam. continuo a achar que nesse ano a melhor canção foi esta:



hehe...

10 maio 2011

já foi

acho que me sinto até um pouquinho aliviada por portugal não ter passado à final da eurovisão, sempre me safo de ouvir o resto das canções (óóóviamente que estou a dizer isto com um piquinho de ressabiamento na voz). duma coisa me apercebi: estou realmente a leste nesta coisa de avaliar canções de festivais da canção. acho que todas as canções de que disse mal, aqui e na privacidade dos meus 32 metros quadrados, passaram à final. é bom, para ver se eu aprendo a ficar calada.

só uma notazinha final: os comentadores suecos acabaram a noite a dizer "pedimos desculpa pelos problemas técnicos. devido a não-sei-quê que os alemães fizeram os comentadores não conseguiram comunicar com os seus países. tivemos de comentar pelo telefone. e a conta, claro, vai ser a alemanha a pagar." não foi dito como piada.


(ai, a canção grega... alguém importante tem um filho que acha que é rapper)


já agora, eu posso dizer merda porque não sou paga para isto. e os suecos gostaram...

os comentadores suecos são uma nódoa

eu toda contente porque devido a não-sei-quê que os alemães fizeram (suecos dixit) não se ouviam os comentários daqui da casa, e afinal lembraram-se que existem telefones e começaram a comentar as coisas por telefone mesmo a tempo de dizerem umas barbaridadezinhas em directo acerca da canção portuguesa. tristes.
olha, está a dar a canção sérvia. ninguém os avisou que tem de ser uma música original?
tenho o aparelho do demo ligado na svt1, onde está a passar a eurovisão. não sei o que é que os alemães fizeram ao som, mas parece que está tudo no bar de karaoke ali da esquina. só a senhora da albânia conseguiu alguma coisa parecida com música e foi quando se pôs aos gritos. estou com um bocadinho de medo por causa da moça intelectual d'os homens da luta - ela até na versão de estúdio nos dá cabo dos ouvidos. por outro lado, talvez nem me aguente até à 16ª canção. inocente que sou, nunca pensei que isto estivesse tão mal. tantos países e não se aproveita nada?

mais uma coisinha: ó senhores da eurovisão*, e que tal não transmitirem aquele bater de coração entre as canções? que medo.



*saiu-me eurocisão! talvez não devesse ter ememdado.

outro olha

espreitei as fotos do segundo ensaio geral e reparei numa coisa. o que aconteceu à cesaltina da concertina? agora está lá a outra moça que andava vestida de enfermeira a mostrar as pernas e de mamas apertadas. a mulher era a única que ainda se ajeitava com as notas de música. mas que merda é esta?


(e também me parece que o operário agora é outro)

olha, afinal não

parece que, como a suécia não participa nesta semi-final da eurovisão, não se pode votar de telefones suecos. isto faz algum sentido? o meu outro número é português, por isso também não serve.

a sério, faz algum sentido?

(mas gente em espanha e reino unido pode votar, para além dos outros 19 países que participam nesta final - o que inclui suiça. não sei se me percebem, moços e moças)

em modo esquizofrénico

03 maio 2011

(as nossas melhores canções no festival foram políticas. hehe... foi tão bom lembrar-me de ouvir a tourada outra vez! realmente é pena que a canção deste ano seja tão pobrezinha, mas diz que há uma crise)

que estalo, credo...

finalmente tive uns segundos para espreitar o pedacinho de programa da svt acerca da eurovisão em que falam de portugal (esta gente aqui é um bocado doida por estas coisas, há mini-festivais regionais e tudo antes do nacional e mais mil programinhas de análise e tal. fica tudo maluco, pior do que com o ídolos). quem se quiser aventurar com o sueco espreite entre os minutos 28 e 34, mais coisa menos coisa. não estava à espera de grande coisa, afinal a canção dos homens da luta é merda mesmo, não dá para disfarçar. mas esta gente consegue ser tão anormal! estou a borbulhar de raiva. tenho de confirmar primeiro que o meu sueco não é brilhante, mas acho que o cabrãozinho do andreas johnson (esse portento musical...) sugeriu que o nosso pedaço de península ibérica se podia despegar do resto da europa e ir atlântico fora. para além dos comentários parvos doutros comentadores de "não percebo nada, aquilo está lá na língua deles". isto de gente que tem a desfaçatez de fazer sempre duas versões das canções que leva ao festival, uma em sueco para ganhar em casa e outra para inglês perceber - coisa que acho inadmissível num programa que supostamente celebra a multiculturalidade europeia, mas afinal não sou eu quem faz as regras.*

só me consola saber que o senhor paulo de carvalho ficou em último lugar com isto aqui mais abaixo.



de qualquer forma, os homens da luta nunca me envergonharão tanto quanto a tristeza que se enviou em 2006.

*até 73 as canções a festival tinham de ser na língua do país participante. foi nesse ano que levámos isto, que ficou em 10º lugar (de 17).


ganância?

a jennifer lopez está a fazer anúncios ao seu novo álbum no spotify. o que é que ela anda a fazer ao dinheiro? terá sido tudo sugado pela editora?

agora que penso nisso, a mulher também andou a fazer um anúncio a uma lâmina para meninas cortarem os pêlos das pernas e doutros sítios que a natureza ditou que devem estar protegidos. hum...

vai um rajá?

há uns tempos dei por mim a lamentar esta minha situação emigrante: à olá sueca (gb glace) faltava-lhe o perna de pau e à gb glace portuguesa (olá) faltava-lhe o twister. ora, no ano passado, à conta do monstrozinho verde* que toda a gente adora - excepto eu -, o twister apareceu em portugal. ficou então decidido, sem me restar alternativa: portugal sempre.


a coisa ficou preta este ano (passe a incorrecção política): a gb glace decidiu-se este ano a introduzir a maravilha às riscas no mercado: o happy me, happy you (podiam-se era ter esforçado no nome. coisa mais parva. como uns suecos já sugeriram, tradução directa para träben seria muuuuuuuuuuuuuito melhor).


queixas à parte, é tão bom haver disto por aqui! vai aliviar um bocadinho este longo martírio até 15 julho. e acertaram no tamanho e tudo! aquela coisa do mega perna de pau nunca me convenceu...

(32 anos. chiça!)

* shrek

sem importância

em semana cheia de coisas importantes para comentar e que obrigam à reflexão, o que me apetece dizer é isto: irrita-me gente que usa palavrões sem saber como se escrevem. fodasse, por exemplo, dá cabo de mim.

foda-se, gente)

18 abril 2011

(eu não estou aqui)

«Usar peles: podemos optar por nos agasalhar com blusão de pele de foca bebé ou casaco de malha.
Comer carne: podemos comer um bife da vazia ou um lombo de tofu.
Mas se nos der uma travadinha e formos parar ao hospital, ninguém quer que o senhor doutor se lembre de nos perguntar "mas quer que a gente use todo o conhecimento que tem para o salvar, ou só aquele obtido sem experimentação animal?"»

21 março 2011

17 março 2011

o que é que deu à radar para agora andar a passar isto a torto e a direito? é que não dá jeitinho nenhum estar-se a discutir o horário dos laboratórios com um dos orientadores e mais dois assistentes e, num momento de reflexão silenciosa, ouvir-se you sexy motherfucker. várias vezes seguidas. ai, a minha vida.

14 março 2011

olha só, eu tão emigrante



dá assim a modos que um aperto no coração, como aqueles que sinto quando leio a merda que anda a ser escrita acerca da manifestação de sábado - mas sem a zanga nem a vontade de distribuir estalos, só com a tristeza.

11 março 2011

Manifesto


Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

para amanhã

opção 1



opção 2




eu, entretanto, é mais isto:

a sério que esta gente existe?

"tenho 23 anos, licenciei-me e neste momento trabalho e sustento uma casa para mim e para a minha esposa"

e nem comento o post, que já tenho que chegue a tanger-me os nervos.

a minha alma está parva

olha só, eu a achar piada a isto:


02 março 2011

cortado e colado

"Resumindo, quase todas as soluções apontadas implicavam uma mudança de atitude dos jovens trabalhadores (...).

Como é habitual, muito pouca gente se lembrou de culpar as empresas que conseguem vantagens desleais à custa do trabalho não-remunerado."

daqui

18 fevereiro 2011

copiar é feio



há quase 2 anos atrás (via sô ska):


a entrada de hoje no ex-maravilhoso wulffmorgenthaler:


e vergonha na cara, não há?

10 fevereiro 2011

tudo a correr uma merda e quando recebo a avaliação dos dias em que os alunos do secundário vieram até cá espreitar a universidade (a quem estive a dar laboratório) encontro: "fysikdoktoranden Ana var jätteduktig och superintressant".

mais umas quantas destas e pode ser que não saia daqui a chorar. ai.

03 fevereiro 2011

perda de identidade

ontem, em vez de cortar as unhas*, pintei-as e agora as mãos não são minhas.

*têm de estar sempre curtinhas, rentes ao sabugo.
odeio unhas compridas.

28 janeiro 2011

perigos que se escondem nos livros


“I suppose every old scholar has had the experience of reading something in a book which was significant to him, but which he could never find again. Sure he is that he read it there, but no one else ever read it, nor can he find it again, though he buy the book, and ransack every page.” — Emerson


“When we read, we are, we must be, repeating the words to ourselves unconsciously; for how else should we discover, as we have all discovered in our time, that we have been mispronouncing a word which, in fact, we have never spoken? I refer to such words as ‘misled,’ which I, and millions of others when young, supposed to be ‘mizzled.’” — A.A. Milne


“It is one of the oddest things in the world that you can read a page or more and think of something utterly different.” — Christian Morgenstern


¤

27 janeiro 2011

a conta certa

quero querer tudo na conta certa, nem mais nem menos. lagom. assuecificação bem-vinda, assuecificação lagom. o chato é que é difícil explicar que este lagom é bom, é positivo, não é acomodação nem desistência. lagom é melhor do que muito, é melhor do que mais. é lagom. lá-gome.

26 janeiro 2011

burra

ontem descobri que a palavra concerteza não existe. com certeza. burra.

25 janeiro 2011

24 janeiro 2011

o meu voto

mais logo voltarei com um relato pormenorizado, mas por agora quero deixar aqui um berro: o cavaco teve 65% dos votos desta gente que anda por fora como eu! como é que é possível?! (eu até sei como é que é possível, mas fica aqui melhor a indignação).

já agora, acham que seria pedir muito se a direcção-geral da administração interna soubesse como se escreve presidEnciais?

hoje só me aparecem palavrões na boca. foda-se.

21 janeiro 2011

acabo de descobrir que divido a vida em caixinhas de 20 minutos cada. já perdi 3 autocarros porque comecei a fazer coisas para matar o tempo de espera e calho sempre na situação do faltam 3 minutos já não dá, apanho o próximo daqui a 23 minutos. olha, que grande merda.

ataque gratuito e claramente dispensável

o que está a dar no palco radar neste momento, mesmomesmoagorajá, é muito mau.


(e só para me calar assim que ia carregar no botãozinho para publicar decidiram escolher pôr isto a tocar:



uma pessoa já nem pode dizer mal descansadinha. chiça.)

o voto em branco

a lei eleitoral do presidente da república [pdf], decreto-lei 319-A/76 - 3 Maio, já com mil alterações e tal, reza assim:

Artigo 10º
(Critério da eleição)
1. Será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco.
2. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número de votos, proceder-se-á a segundo sufrágio ao qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados que não tenham retirado a sua candidatura.


e na versão anotada e comentada de 2005 [pdf] acrescenta-se isto:

I - Este artigo tem redacção dada pela Lei n° 143/85, de 26 de Novembro (DR n° 272 - I Série - suplemento).
A anterior redacção deste preceito, nomeadamente a do seu n° 1 - «considerar-se-á eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos» - gerou acesa polémica entre várias entidades com responsabilidade no processo eleitoral, acerca do significado da expressão votos validamente expressos.
No fundo tratava-se de saber se votos validamente expressos seriam apenas os votos válidos em cada um dos candidatos (cfr. n° 2 do artº 87°) ou se seriam integrados também pelo conjunto dos votos em branco, com exclusão apenas dos votos nulos (cfr. n° 2 do artº 88°).
Segundo o ponto de vista do STJ. (cuja competência no processo eleitoral está atribuída desde Novembro de 1982 ao Tribunal Constitucional) que desde as primeiras eleições presidenciais realizadas em 1976 fixou doutrina acerca deste assunto, a qual foi secundada pelo Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE), votos validamente expressos eram todos aqueles que exprimiam a escolha expressa de alguém para exercer determinado cargo.
Tendo partido do princípio de que «eleger é escolher, logo o eleitor que votava em branco ao recusar-se a fazer a escolha entre os diversos candidatos, não elegia nenhum deles, antes se limitava a depositar nas urnas um mero papel sem significado jurídico, pela impossibilidade em termos de escrutínio, de se vir a recolher qual a sua vontade expressa».
Opinião diversa sustentava a CNE, para quem «o voto em branco era um voto que de forma alguma podia ser considerado menos expressivo da vontade do eleitor, pois constituía o exercício do direito e dever cívico de votar, apesar de não pretender o eleitor optar por qualquer dos candidatos que se apresentavam ao sufrágio».
Aliás, no dizer da CNE, tal entendimento «coincidia com o espírito constitucional que visava garantir que o candidato eventualmente eleito à primeira volta não tivesse contra ele mais votos do que os que ele próprio obtinha».
Este diferendo foi ultrapassado aquando da revisão constitucional de 1982 (cfr. artº 126°) e consagrado na lei eleitoral para o Presidente da República em alteração introduzida pela Lei n.° 143/85, de 26 de Novembro.

II - A Constituição adoptou na eleição do Presidente da República o sistema de “ballotage” ou de duas voltas.
Segundo tal sistema só há candidato eleito no primeiro escrutínio se o mesmo tiver obtido a maioria absoluta dos sufrágios expressos, quer dizer, mais de metade dos votos validamente expressos.
Caso haja necessidade de se proceder a segunda volta vencerá o candidato que obtiver maior número de votos.


o que isto nos ensina é que votar em branco ou mandar recadinhos amorosos aos sôs candidatos a representante da república portuguesa e comandante supremo das forças armadas no boletim de voto não faz grande mossa. nas presidenciais, voto branco entra nas contas quando se vai ver como se esteve de abstenção e é só.

(mais uma ligaçãozinha acerca disto: aqui [pdf pequenino])

que lindo

roubado aqui, visto aqui.

20 janeiro 2011

supergirl training school

até o título roubo.

apanhadississíssima

tudo copiadinho

«"Isto só vai lá com uma revolução" ou, mais desconsoladamente, "isto só à bomba!" são frases que ouço com cada vez mais frequência.

Revolução? Já tivemos. Chama-se 25 de Abril, e até é feriado.

Agora, a única solução que nos resta é trabalhar. Arregaçar as mangas e começar a trabalhar. Ir votar. Participar num partido. Inventar outro. Escrever cartas abertas aos deputados e aos ministros e ao presidente, exigir, pressionar, tudo o que quiserem - dentro dos limites democráticos.
Ou até criar um serviço de acompanhamento dos escândalos, ter sempre um ponto da situação actualizado. Porque - já repararam? - nós vamos vivendo de escândalo em escândalo, com a sensação que tudo fica em águas de bacalhau.

Há muito para fazer.
Mas a revolução, essa, já fizemos. Agora há que trabalhar, e muito, e sem descanso, para uma Democracia mais saudável.

Começando por isto: ir votar no próximo domingo.
Em vez de sonhar com revoluções e sebastiões.»

(também vale a pena passar os olhos nisto)

70 euros de comboio para ir até à minha secção de voto quando um postalinho talvez resolvesse o assunto (e já nem me atrevo a sugerir coisas esquisitas como internétes e tal). bonito, ãh?

19 janeiro 2011

enrepite

apetece-me pôr isto aqui outra vez.

12 janeiro 2011

dura de ouvido (iii)

olha outro!

os franceses amigos do apocalipse:



e os suecos em tributo aos anos 80:


(o princípio é igual a outra coisa, mas o que me apeteceu comparar foi isto.
aliás, isto é mas é um copy&paste gigantesco... e se calhar é suposto ser mesmo assim.)

dura de ouvido (ii)

aquele (ii) ali no título é porque isto é da mesma raça que isto.

ora vamos lá encontrar as diferenças entre a menina canadiana (que entretanto mudou de máscara):



e a menina-prodígio americana:


22 dezembro 2010

acho que sonhei com isto

estava a caminho da casa-de-banho de um sítio qualquer e passei por duas moças muito fashion, muito novinhas, agarradas ao ipod ou iphone ou qualquer outra coisa i dessas demasiado tecnológicas para a minha cabeça velha, de auscultadores no ouvidos e a dançar com a cabeça. estavam a cantar num inglês emprestado, daqueles em que se inventam as palavras que se misturam com os instrumentos, mas com um espécie de sotaque (pronúncia? dialecto?) cockney. e isso fez-me feliz.

fim.

viagens de ver ou viagens de sentir

"Dois dias é o suficiente para gastar dinheiro numa viagem a um lugar estrangeiro para visitar monumentos. (...) Não vale a pena vir ao Porto por dois dias porque nada verão. É uma cidade sem monumentos, mas é uma cidade monumental e isso precisa do seu tempo para ser saboreado."

sleigh bells

isto esteve na minha pasta do limbo quase um ano. como é que é possível?

natal


do sr. jq, que acabou de me ensinar o que é o natal


os primeiros 30 segundos partiram-me o coração por causa duma cassete em que, há uma data de anos, colei um pedacinho de fita-cola naquele buraquinho a um canto para gravar uma merda de música qualquer, uma parvoíce tão sem jeito que nem me lembro o que era. gravei por cima da voz do meu mano, com 3 ou 4 anos, que contava que tinha ido ao oculista e que o oculista tinha sido muito simpático e lhe tinha feito perguntas e lhe tinha dado uns ótulos esturros - que eram uns óculos à elvis, de plástico grosso azulão. merda de ódios parvos quando se tem uma dezena de anos. já nessa altura eu era má pessoa.

da melodia na voz

20 dezembro 2010

quero ir embora daqui! ou pelo menos encarnar o senhor archibaldo por uns momentos a ver se alivio.


flibusteiros, marinheiros de água doce, mercenários, açambarcadores, judas, renegados, esquizofrénicos, rizópodos, ectoplasmas, emplastros, trogloditas, aztecas, sapos do deserto, vendedores de tapetes, iconoclastas, zulos, parasitas, bexigosos, sacripantas, esclavagistas, tecnocratas, vegetarianos, quadrúpedes, corsários, hidrocarbonetos, canacas, giroscópios, doríferos, zuavos, antropopitecos, anacolutos, invertebrados, tocadores de gaita-de-foles, bichos-de-conta, velho pepino, sinapismo, escolopendras, velho cachalote, coleópteros, atarracados, anacoretas, bichas-solitárias, piróforos, colocíntidas, zigomicetes, gargarejos, cataplasma, saguins, espécie de iconoclasta míope, fanfarrão de orquestra, cretino dos alpes, equinodermes, fagote de madagáscar, galináceos, espécie de babuínos, cercopitecos, velhacos feitos de extracto de cretino, turcos, saltimbancos amestrados, espécie de analfabeto diplomado, bacalhau atlético, zebróide, protozoários, lagarto desmontável, bando de zapotecas, patagónios, micróbio ornitorrinco, espécie de logarítmo, ratos neurasténicos, ciclotrão, pepino em conserva, pedaço de morcego, cabeça de martelo, emplastro em banha de ouriço, concentrado de mexilhão bexigoso, viviseccionistas, torcionários, antropófagos, astronauta de água-doce, espécie de selvagem interplanetário, subproduto de ectoplasma, bugre subnutrido, cretino dos balcãs, autodidactas, bugre de creme de emplastro à base de idiotice, polígrafos, bazucas dos cárpatos, selvagens preparados com molho tártaro, incendiários, fenómeno de canibal, anticristo, barroco, coloquinta, visigodos, pedaços de energúmenos com nariz de coco, espécie de equilibrista, cretinos do himalaia, espécie de cro-magnon, mamelucos, macrocéfalos, rocambole, filoxera, pterodáctilo, sátrapa, espécie de lobisomem com gordura de ranúnculo, velha coruja enferrujada, oficlídio, espécie de diplodocus escapado directamente da pré-história.

roubei a lista aqui. agradeço muito.
(mas, a sério, "com pilação"?)

mensagem de natal

mouse over text: at least, with p < 0.05 confidence.

13 dezembro 2010

já há um bocado que me anda a incomodar

isto:


é igual a isto:


mew

igualzinho.

queima tempo

não me apetece fazer nenhum, por isso peguei nesta listinha e decidi fazer contas à vida. o código de cores vai meio-copiado, que aquilo pareceu-me bem: azul: já está; amarelo: já esteve e/ou há-de estar novamente (por algum defeito de personalidade não consigo abandonar nenhum livro. os que me chateiam vão-se acumulando na mesinha-de-cabeceira à espera de mais paciência). aqui vai:

1 Pride and Prejudice - Jane Austen

2 The Lord of the Rings - JRR Tolkien (só li os dois primeiros, nem digo há quanto tempo porque tenho vergonha de ser tão velha. quando a histeria toda começou com isto dos filmes ainda considerei ler o terceiro, mas não me chegou a vontade)

3 Jane Eyre - Charlotte Bronte

4 Harry Potter series - JK Rowling (li dois ou três, já nem me lembro. o primeiro porque o ofereci em inglês à minha irmã e ela nem pegou naquilo. estava a fazer-me impressão ver o livro enxovalhado assim. depois acho que mais dois já em português para ver se percebia qual era a excitação toda com o harry potter. nunca percebi. e a tradução pareceu-me tão fraquinha...)

5 To Kill a Mockingbird - Harper Lee

6 The Bible (comecei, mas o papel bíblia é uma coisa terrível)

7 Wuthering Heights - Emily Bronte

8 Nineteen Eighty Four - George Orwell (tenho vergonha...)

9 His Dark Materials - Philip Pullman

10 Great Expectations - Charles Dickens (este foi tão puxado a ferros!)

11 Little Women - Louisa M Alcott

12 Tess of the D’Urbervilles - Thomas Hardy

13 Catch 22 - Joseph Heller

14 Complete Works of Shakespeare (todos não. deixa ver: hamlet, romeu e julieta, sonho de uma noite de verão, tudo está bem que acaba bem, muito barulho por nada, macbeth, o rei lear, a tempestade, ...)

15 Rebecca - Daphne Du Maurier (na verdade, não faço ideia se li)

16 The Hobbit - JRR Tolkien

17 Birdsong - Sebastian Faulk

18 Catcher in the Rye - JD Salinger

19 The Time Traveler’s Wife - Audrey Niffenegger

20 Middlemarch - George Eliot

21 Gone With The Wind - Margaret Mitchell

22 The Great Gatsby - F Scott Fitzgerald

23 Rayuela - J. Cortázar (faltava aqui o número 23, por isso acrescentei este. só porque é um grande calhamaço que me custou a ler como tudo)

24 War and Peace - Leo Tolstoy

25 The Hitch Hiker’s Guide to the Galaxy - Douglas Adams

27 Crime and Punishment - Fyodor Dostoyevsky

28 Grapes of Wrath - John Steinbeck

29 Alice in Wonderland - Lewis Carroll

30 The Wind in the Willows - Kenneth Grahame (estou à espera de receber uma edição bonita para ver se leio o resto)

31 Anna Karenina - Leo Tolstoy

32 David Copperfield - Charles Dickens

33 Chronicles of Narnia - CS Lewis

34 Emma -Jane Austen

35 Persuasion - Jane Austen

36 The Lion, The Witch and the Wardrobe - CS Lewis

37 The Kite Runner - Khaled Hosseini

38 Captain Corelli’s Mandolin - Louis De Bernieres

39 Memoirs of a Geisha - Arthur Golden

40 Winnie the Pooh - A.A. Milne

41 Animal Farm - George Orwell

42 The Da Vinci Code - Dan Brown (horas de vida deitadas ao lixo)

43 One Hundred Years of Solitude - Gabriel Garcia Marquez

44 A Prayer for Owen Meaney - John Irving

45 The Woman in White - Wilkie Collins

46 Anne of Green Gables - LM Montgomery

47 Far From The Madding Crowd - Thomas Hardy

48 The Handmaid’s Tale - Margaret Atwood

49 Lord of the Flies - William Golding

50 Atonement - Ian McEwan

51 Life of Pi - Yann Martel

52 Dune - Frank Herbert

53 Cold Comfort Farm - Stella Gibbons

54 Sense and Sensibility - Jane Austen

55 A Suitable Boy - Vikram Seth

56 The Shadow of the Wind - Carlos Ruiz Zafon

57 A Tale Of Two Cities - Charles Dickens

58 Brave New World - Aldous Huxley (tenho vergonha...)

59 The Curious Incident of the Dog in the Night-time - Mark Haddon (este ainda não comecei, mas está na minha prateleira há mais de um ano)

60 Love In The Time Of Cholera - Gabriel Garcia Marquez

61 Of Mice and Men - John Steinbeck (tenho vergonha...)

62 Lolita - Vladimir Nabokov

63 The Secret History - Donna Tartt

64 The Lovely Bones - Alice Sebold

65 Count of Monte Cristo - Alexandre Dumas

66 On The Road - Jack Kerouac (depois de the dharma bums não há pachorra)

67 Jude the Obscure - Thomas Hardy

68 Bridget Jones’s Diary - Helen Fielding

69 Midnight’s Children - Salman Rushdie

70 Moby Dick - Herman Melville

71 Oliver Twist - Charles Dickens

72 Dracula - Bram Stoker

73 The Secret Garden - Frances Hodgson Burnett

74 Notes From A Small Island - Bill Bryson

75 Ulysses - James Joyce (não sei se acabei. tinha 12 anos e varicela, devorei tudo o que havia em casa, incluindo as instruções dum aspirador-fantasma que já tinha ido para o lixo há muito. é claro que não conta, não me lembro de nadinha... a ilíada também me passou pelas mãos nesta altura)

76 The Inferno – Dante

77 Swallows and Amazons - Arthur Ransome

78 Germinal - Emile Zola

79 Vanity Fair - William Makepeace Thackeray

80 Possession - AS Byatt

81 A Christmas Carol - Charles Dickens

82 Cloud Atlas - David Mitchell

83 The Color Purple - Alice Walker

84 The Remains of the Day - Kazuo Ishiguro

85 Madame Bovary - Gustave Flaubert

86 A Fine Balance - Rohinton Mistry

87 Charlotte’s Web - E.B. White

88 The Five People You Meet In Heaven - Mitch Albom

89 Adventures of Sherlock Holmes - Sir Arthur Conan Doyle

90 The Faraway Tree Collection - Enid Blyton (li tanta coisa da senhora e nem sei o que isto é)

91 Heart of Darkness - Joseph Conrad

92 The Little Prince - Antoine De Saint-Exupéry

93 The Wasp Factory - Iain Banks

94 Watership Down - Richard Adams

95 A Confederacy of Dunces - John Kennedy Toole

96 A Town Like Alice - Nevil Shute

97 The Three Musketeers - Alexandre Dumas

98 Hamlet - William Shakespeare

99 Charlie and the Chocolate Factory - Roald Dahl

100 Les Miserables - Victor Hugo

mas esta lista é um bocado parva, não é? acho que até vi por aí uns quantos nomes mal escritos, mas estou sem paciência para corrigir (isto não parece meu). e faltava-lhe o número 23.


ai, as formatações do blogger...
raiva.

pub pub pub pub pub pub pub

a menina c. voltou e já deu cabo de mim. fiquei apanhadíssima com isto:


vão lá espreitar, é tão bom. quero mais!

pub*


«Minta é Francisca Cortesão, um dos nomes mais interessantes do folk português dos últimos anos.
Em 2008 lançou o EP You, ao que se seguiu, em 2009, o primeiro longa duração Minta & the Brook Trout, gravado com a formação que hoje a acompanha: Mariana Ricardo, Manuel Dordio e Nuno Pessoa. Francisca tem também trabalhado como guitarrista/teclista na formação ao vivo de David Fonseca e colaborado com alguns artistas nacionais, entre outros, B Fachada, com quem partilhou o palco no último Super Bock em Stock, ou com os Domingo no Quarto.

Em Carnide, no Teatro da Luz, prepara-se um fim de tarde especial, com Minta & the Brook Trout a convidarem uma série de amigos para partilharem o palco, numa actuação que será depois lançada pela Optimus Discos. Entre outros, passarão no palco do Teatro da Luz: David Santos (Noiserv), Márcia Santos (Márcia) e Luís Nunes (Walter Benjamin). Entre músicas novas e músicas menos novas como nunca as ouvimos, será sem dúvida uma tarde única.

Bilhetes à venda na Flur (Sta. Apolónia) e Matéria Prima (R. da Rosa), a 7 EUR (venda antecipada, sujeito a comissão) ou a 10EUR no próprio dia.

(...)

Esperamos ver-vos lá,
Nariz Entupido




*desgraçados.
não sabiam esperar por mim 2 diazinhos?
bah.

08 dezembro 2010

bofetadas compatíveis com a dignidade da pessoa humana

«a agressão em causa “não revela uma intensidade, ao nível do desvalor, da acção e do resultado, que seja suficiente para lesar o bem jurídico protegido – mediante ofensa da saúde psíquica, emocional ou moral, de modo incompatível com a dignidade da pessoa humana”»

que vómito.

07 dezembro 2010

para alegrar um dia triste, mesmo a tempo do (vosso*) feriado.

*pus este vosso entre parênteses porque
por cá amanhã trabalha-se como nos outros
dias, mas depois fui olhar bem para a data e
descobri que afinal o vosso até tem duplo
significado. imaculada conceição... ahaha!

(credo, que agressiva)

06 dezembro 2010

dos socos

não sei se isto é dalguma das 3 injecções anestésicas que levei na boca hoje de manhã, mas o sôr instrutor de boxe aqui do sítio é muito engraçado. parece-me que vou ficar uma profissional.

"a educação vai salvar portugal", "mais de metade não completou o secundário" ou como eu hoje me encolho de vergonha e fujo das pausas para café

parangonas de hoje no jornal que recebemos aqui no departamento - duas páginas inteirinhas dedicadas a desancar nos ignorantes portugas. que dor de coração. se alguém se quiser aventurar armado do tradutor do google ou coisa assim, espreite aqui: utbildning ska rädda portugal e hälften har inte gått ut gymnasiet.

basicamente explica que está tudo fodido. perde-se a batalha com a china que consegue fabricar tralha a preços muitíssimo mais baixos (por enquanto ainda se explora com mais comedimento em portugal do que na terra do sol nascente) e perde-se a batalha com os novos membros da ue, cuja população sabe mais pelo mesmo preço. nada de novo, mas a estalada dói na mesma.

04 dezembro 2010

para que leiam comigo.
hum, depois disto os 3500 km custam um bocadinho mais. merda.

you go, alan harper!


ahahaha!

corro o risco de ofender uma certa pessoa, mas não resisto a deixar aqui uma ligaçãozinha.

02 dezembro 2010

musgo

assim de repente até têm a sua piada.

aquelas reticências todas
(e o palavreado... desnecessário...)
é que se dão um bocado mal... comigo...

01 dezembro 2010

alguém me diz, por favor, o que é que eu andei a fazer o dia todo? é que não faço ideia nenhuma.

framtidens melodi


song of tomorrow

mora-se nos sítios, mas só se descobrem estas coisas bonitas porque há gente atenta a milhares de quilómetros daqui. quero ver! (e ter, estou muito possessiva)

aquilo ali onde ele está a cantar no início do
trailer é o centro comercial grande e a piscina
é a dois passos do meu apartamento antigo e
aquela massa de água gigante é o vänern,
o terceiro maior lago
da europa (uma das pontas vê-se da minha varanda).

para os mariquinhas que se queixam do frio

há bocadinho, faltava pouco para as 10h, estavam 16 graus negativos. e eu hoje de manhã saí de casa com o cabelo molhado (não foi dos meus melhores momentos, admito).